15ª Sessão – Ataques

♠ 27 de agosto de 1650 – viagem

Chegaram em uma pequena vila antes do almoço. Trocaram parte do ouro por equipamento. Naomí tenta obter informações com um pescador, mas ela tenta um papo tão enrolado que ele fica pensando que ela é maluca. Os negros chamam a atenção.

Aliás, o ouro também. Eles começam a ser bem tratados até demais. Por isso decidem se mandar depois do almoço e compram duas canoas. Na vila são avistados por Hernandez, espião de Almagro (e seu irmão).

[Nota do Mestre: Hernandez é um Zaorí, que acaba sendo manipulado pelo irmão para que use seu poder com fins políticos e militares.]

Almagro é um capitão da guarda real que adquiriu grande poder pela sua influência na população mais humilde e particularmente entre os índios. De origem pobre, não é bem visto pelo governo, que não tem como ignorar seu poder e, pior, sua utilidade.

Sua associação com os índios lhe rendeu um grande amuleto: a planta de Tincoã, um pássaro que, ao morrer de morte natural, é enterrado, e de sua cova nasce uma planta que concede invisibilidade a quem ponha uma folha na boca.

[N. do M: a lenda é originária do Paraguai. Salvo engano, tomei conhecimento dela na época por um livro do Câmara Cascudo.]

Bem, eles viajam de canoa o resto do dia. À noite chegam a ouvir o barulho de cavalos. Montenegro vai viajar como pássaro e vê um grupo de índios a cavalo, mas que se afastam.

♠ 28 de agosto – Rio da Prata

Continuam a descer o rio. Entram numa zona mais pantanosa e são atacados pelos Paraguás, índios piratas e hábeis canoeiros. Naomí cria a ilusão de uma serpente gigante que assusta os índios.

O grupo, a essa altura, conta com 14 integrantes.

Durante a noite, num bosque beira-rio, ouvem ruídos na mata. Domingues faz metamorfose e vai investigar. Descobre que um grupo de brancos e mestiços armados se aproxima,

Eles decidem dar a volta e cerca-los. Guanan, o último índio carregador que restou, e Manoel Carlos ficam de guarda no acampamento. Nahuapy ataca como onça. Eles derrotam os atacantes.

Na volta, acham Guanan e Manoel mortos, e o ouro deles foi roubado. Uma das canoas está à deriva no rio e boa parte dos mantimentos foi jogado no rio por um mestiço que se prepara para desamarrar a outra canoa. Domingues, em forma de onça, ataca o mestiço e o mata, mas leva um tiro de escopeta pelas costas. Não vê seu agressor, mas sente o cheiro. É Almagro, invisível, que sobe no cavalo e sai em retirada. Eles não veem o cavalo e partem atrás. Quando o avistam, não há ninguém em cima e pensam que foi um truque para despistá-los. Aruana encontra pegadas de alguém descalço que terminam junto às do cavalo.

Eles não pensam que possa ser alguém invisível. O atacante misterioso fica conhecido como Pés-Descalços.

Montenegro se transforma em pássaro e consegue recuperar a canoa. O cavalo do mestiço morto fica para trás e eles ficam com ele.

[N. do M.: a minha situação era complicada. O grupo havia tocado o rebu no norte da província, gerando a lenda da horda de bruxos. Os militares sabiam que se tratava de sobreviventes da bandeira lusitana. Sabiam, também, que eles haviam estado em Ciudad Real. Pensavam, claro, que um grupo tão poderoso planejava atacar a caravana e pegar o ouro que seria transportado até Castela. Que motivo eu arrumaria para não promover um massacre, com a força do exército vice-real atacando o grupo? Estipulei o seguinte: o grosso do exército acompanharia a caravana para protege-la. Almagro seria designado para acompanhar o grupo e cuidar para que não se aproximassem da caravana. Só então, se isso viesse a ocorrer, teria à disposição o exército. Um grupo de maioria portuguesa se enfurnando cada vez mais em terras castellanas, vendendo ouro, com quatro negros numa região onde eles eram quase inexistentes… muito pouco chamativo, não? Não tinha como acochambrar mais. Optei, para dar mais chance ao grupo, por realizar pequenos ataques com milícias locais e estocadas certeiras de Almagro. Tinha como meta matar um por sessão, começando pelos NPCs (não precisa conseguir, claro, mas tinha que tentar pra valer). Quase consegui. E foi aí que ganhei a fama de mestre carrasco.]

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