22ª Sessão – Colônia de Sacramento (2ª parte)

♠ 21 de setembro de 1650 – Colônia de Sacramento

Um emissário parte de Santa Fé para Sacramento para avisar que o ouro já embarcou para Castela. Porém, a Igreja quer que o “grupo de feiticeiros” seja capturado para ser levado ao Tribunal da Inquisição em Alcazar.

Eles acordam com dois soldados chamando o grupo até a Casa de Guarda para falar sobre as mortes da noite anterior. São extremamente gentis, pois Almagro quer ser bem sutil. Eles aceitam esperar o grupo comer. No café da manhã, Tereza fala que o homem misterioso disse para eles não irem à Casa da Guarda.

Rocha decide ir, Paulo e Tendresse o acompanham. Como Almagro não considera os outros uma ameaça, uma vez que são negros e índios, não tentará leva-los à força até a Guarda.

Ao chegarem lá, Rocha e Paulo são presos. Tendresse é liberada, pois Almagro sabe que o padre entrou no grupo no meio da viagem e não é um dos procurados.

Eles passam o dia todo planejando uma maneira de libertar os dois. E desta vez fazem um plano. Nahuapy vira um inseto e investiga a prisão. Ouve Almagro conversando com o chefe da Guarda e descobre que eles já sabem quem são Rocha e Paulo. Quando cai a noite, põem o plano em ação.

Nahuapy entra como mosca e, no almoxarifado, coloca roupas de guarda. Enquanto isso, o padre vai com Tereza distrair o oficial da carceragem. No meio do caminho, encontra Hernandez, que se oferece para proteger Tereza. Tendresse decide confiar nele.

Enquanto isso, Naomí, escoltada por Bantô e Aruana, conjura três onças para a praça central, com o intuito de fazer uma confusão e distrair os guardas (é na frente da prisão).

O padre distrai o oficial e as onças fazem seu papel. Os guardas saem e cercam a praça. Nahuapy aproveita para atacar o guarda da cela, e quase não é bem sucedida. Erra o golpe mas se recupera com um feitiço de “Medo”. Então abre a porta e joga o guarda pra dentro e entra junto. Nahuapy se transforma em coruja. Paulo e Rocha vestem os uniformes (o que Nahuapy vestia e o do outro guarda) e saem.

Os guardas desconfiam que algo está acontecendo, mas hesitam quando veem os dois uniformizados, mas acabam correndo atrás deles. Na confusão, Tendresse aproveita para se livrar do oficial. Corre em direção à praia, onde encontra Hernandez e Tereza. Nahuapy sai voando e parte para o ponto de encontro combinado, um grande lago que fica a um dia de viagem da cidade. Cansada, pousa numa árvore nos limites da cidade, e não tem mais poder mágico.

Paulo e Rocha correm pro lado oposto de Tendresse. Enquanto isso, os guardas matam as onças na praça. Naomí, Bantô e Aruana se preparam para se afastar quando uma flecha passa raspando e corta a orelha de Bantô. Quando as duas correm para ajuda-lo (estão os três em cima do telhado do hotel), um tiro de mosquete lhe estoura a cabeça.

[Nota do Mestre: Almagro havia deixado alguns de seus comandados vigiando o hotel, dois sobre o telhado de um sobrado do outro lado da rua. O alvo, tanto da flecha quanto do tiro de mosquete, foi sorteado no d6. Cheguei a rolar o tiro, que era mirando na cabeça, e pedi pra jogadora que interpretava Aruana para rolar o d6. Por coincidência, a jogadora que controlava Bantô havia faltado à sessão. Após definido o alvo, rolei o dano, com muitos 6 no resultado.]

Assustadas, Naomí e Aruana deixam o corpo de Bantô para trás, pulam do telhado e correm em direção ao porto.

Paulo e Rocha conseguem se esconder em uma casa e despistar seus seguidores. Hernandez leva Tendresse e Tereza até a outra ponta do porto e pegam uma canoa para atravessar o rio. Aruana e Naomí seguem rio acima pelo cais e são seguidas, muito de longe, por Almagro, invisível, e um índio, a ponto de não terem contato visual.

A dianteira de Aruana e Naomí é boa. O porto acaba e elas seguem pela praia, já nos limites da cidade. Aruana, muito cansada devido ao seu problema de saúde, se apavora com o ruído da água nas pedras e pensa que ouviu alguém atrás delas. Ela se vira e não vê ninguém, e fica achando que é o homem-invisível que está perto. Correm mais ainda. Quando saem da cidade, Naomí conjura um cavalo e o controla para que as duas possam montar, pois Aruana não consegue mais correr.

Paulo e Rocha saem correndo em direção ao porto e são avistados por Almagro e o índio, que seguiam o rastro de Aruana e Naomí. O índio atira uma flecha em Paulo. Os dois ouvem a aproximação de Almagro, mas a luta acaba pendendo para o lado do castellano. Rocha, já muito ferido, cai nas águas do rio, azar que lhe salva a vida. Paulo mergulha atrás, após acertar um tiro.

Hernandez vê o que está acontecendo e começa a remar na direção deles. Tendresse reza chamando o anjo protetor. Rocha e Paulo tentam se esconder embaixo do cais, mas a situação não é fácil. O anjo surge, mas não faz nada, pois não sente nenhuma presença maligna. Tendresse atira de longe e acerta o índio. Como Almagro também estava ferido, os dois fogem. O anjo ajuda Paulo e Rocha a chegarem na canoa e lhes dá “Cura”. Eles seguem de canoa para o lago.

♠ 22 de setembro – lago

No final do dia, eles chegam no lago.

Nahuapy é a primeira a chegar, e volta à forma humana. Aruana e Naomí chegam depois a cavalo. Depois chega o resto de canoa. Hernandez conta a sua história, ou parte dela.

Conta que é irmão de Almagro, um poderoso militar que encontrou o poder de ficar invisível. Conta que era uma espécie de informante de Almagro e que vinha seguindo o grupo desde Ciudad Real. Conta que resolveu ajudar o grupo após o ataque de Almagro no hotel e se livrar do domínio do irmão. Conta tudo, menos que é um Zaorí e sobre seus sentimentos por Nahuapy, a verdadeira razão porque resolveu ajudar o grupo.

Decide seguir com o grupo, que o aceita. Hernandez é uma pessoa de poucas palavras, olhar melancólico e praticamente sem emoções.

♠ 23 de setembro a 3 de outubro – viagem

O grupo viaja de volta a São Francisco do Sul. Rocha faz questão de voltar lá. Aruana quer voltar para sua tribo. Rocha promete acompanha-la depois. Hernandez guia o grupo com grande segurança, evitando que encontrem outras pessoas no caminho. O grupo suspeita que ele use magia.

♠ 4 de outubro – Vila Mirim

Eles pernoitam em Vila Mirim, onde há um forte. Rocha procura o comandante e diz que é da bandeira de Fenão Dias. O capitão já ouvira falar, e pensou que todos haviam morrido. Rocha diz que quase todos, exceto ele, Paulo e Aruana. Nenhum dos dois sabe da troca de prisioneiros, nem que a Igreja castellana os procura.

♠ 5 a 9 de outubro – viagem

Eles seguem para São Francisco do Sul. Chegam á ilha no final da tarde, mas não entram na cidade. Acampam e passam a noite.

♠ 10 de outubro – São Francisco do Sul

Rocha entra na cidade acompanhado de Aruana e alguns companheiros. Ele pensa em ir até a casa de governo esclarecer algumas dúvidas sobre a bandeira e Fernão Dias.

Quando se aproxima, vê um animado grupo de oficiais saindo. Entre eles, Rodrigo Salazar. Rocha se aproxima e Salazar demonstra surpresa e alegria em vê-lo.

Salazar conta que ele, Cristóvão e Guimarães foram trocados por outros prisioneiros. Ele chegou há pouquíssimos dias e avisa que a Igreja está a procura deles por bruxaria, que é bom eles desaparecerem por uns tempos. Rocha e o grupo saem da cidade.

O que Salazar contou é verdade. Ele só não disse que ele é o maior espião de Castela. Ele foi indiretamente responsável pela morte do Capitão Dias, que havia descoberto sua origem. Dias havia encontrado a carta e o anel de Salazar. Foi morto para não revelar o segredo, mas o assassino não conseguiu recuperar a caixa (encontrado entre os pertences de Dias na 2ª sessão). Informou Almagro sobre a rota da bandeira, e este organizou o cerco indígena ao Forte Albuquerque. Foi Salazar quem matou Fernão Dias envenenado, pois este desconfiaria da verdade ao se encontrarem com Aguirre na missão. Antes de chegarem na missão, quando atravessavam os campos de cultivo, Salazar deu um jeito de enviar uma mensagem para Aguirre, que já se encontrava a postos na região no aguardo de notícias de Salazar. Acabou se beneficiando das mortes misteriosas das vítimas do Anchanchu para não levantar maiores suspeitas.

[N. do M.: Salazar passou um tempo entre os índios e, mesmo sem ser um feiticeiro, conseguiu aprender um rudimentar “Elo mental com animais”, que usava para enviar mensagens por pássaros.]

A missão de Salazar era trazer o tesouro para Castela, mas o tesouro acabou não valendo tanto a pena. Salazar não faz a menor ideia do que aconteceu com o grupo depois que saíram de Ciudad Real, só sabia das ordens de Almagro e que o ouro embarcou em segurança. Como queria permanecer sem ser descoberto pelos lusitanos para ainda ser útil como espião, ao saber que o grupo estava na cidade, fingiu continuar prisioneiro.

Salazar gostou, sinceramente, daqueles que sobreviveram à caverna, mas é um soldado fiel à Coroa Castellana. Fez o que tinha de ser feito, mas ficou feliz em vê-los vivos. Tanto que os avisou do perigo. Em outras circunstâncias, poderiam ser amigos.

O que Rocha queria saber sobre Fernão era o seguinte: um bandeirante, sozinho, descobriu a Cidade Sagrada e fez um mapa (o resto de sua equipe foi morta pelos Arumbaias). Morreu, mas antes o entregou a Fernão, um amigo. Mas o mapa era muito vago.

O grupo parte, ainda durante o dia, rumo à aldeia de Aruana, na Serra dos Maoáris. Tendresse se anima em, finalmente, passar um período junto aos nativos.

FIM DA PARTE 1

(a seguir: Entre os Maoáris)

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