2ª Sessão – A Caverna da Morte

♣ 20 de outubro de 1650 (continuação) – Caverna da Morte

Eles entram na caverna. A caverna vai descendo até que eles dão de cara com uma espécie de espelho, embora demorem pra perceber isso. Eles tentam atravessar o espelho e veem que ele não tem consistência. Seguem descendo.

A trilha termina num imenso e profundo desfiladeiro, aparentemente sem fundo, e densamente escuro. Nahuapy faz “Visão Noturna” e vê umas sombras deslizando pelas pedras do paredão. Naomí e Nahuapy descem levitando. É bastante fundo. Os outros descem usando cordas e tochas. Um dos espíritos-sombras passam por eles e deixa um calafrio por quem atravessou.

Naomí, que chega primeiro ao fundo, vê que há um pequeno riacho e vários seres caminhando. Ao se aproximar de um deles, percebe que são caveiras.

Enfim, o lugar é uma espécie de burocracia pós-morte. Uma espécie de guia local e bibliotecário os leva até a entrada de uma caverna. Nahuapy chega a perguntar se eles sabem sobre o João, o bandeirante morto pelos homens de Almagro. Aruana chega a perguntar por Huarí. A resposta foi tão precisa quanto em uma repartição pública.

Pra piorar a situação, eles não fazem a menor ideia do que estão fazendo lá. O guia, sem entender o que eles querem, os conduz à sala do guardião da cidade dos mortos, mas não explica do que se trata. Apenas os deixa na entrada da caverna.

Eles chegam numa sala com uma pira acesa no centro e a imensa estátua de um lagarto-tigre, o Tiyú. Eles entram e tentam falar com a estátua, cujos olhos começam a brilhar. O fogo da pira aumenta e a estátua começa a se mover. Alguém grita para destruir a pira, o que Aruana faz usando uma escopeta como porrete.

Bem, o fogo apaga, a estátua para e tudo fica silencioso, cinza, sem vida. Eles saem para o desfiladeiro e não há ninguém lá fora. Obviamente, todos ficam bastante bolados.

Eles saem da caverna e, usando “Visão astral”, Nahuapy vê o plano astral vazio e sem vida: exatamente o que haviam visto em uma Adivinhação e procuravam evitar.

[Nota do Mestre: aquele belo momento em que o grupo se precipita e mata a criatura que iria explicar a missão, obrigando o mestre a improvisar e encontrar outra forma de enviá-los ao Plano Astral.]

Eles partem rumo à aldeia de Aruana. No meio do caminho encontram Guará com um grupo de guerreiros. Eles foram enviados pelos pajés maoáris pra descobrir o que aconteceu. A noite cai.

♣ 21 de outubro – aldeia

Eles chegam na aldeia bem cedo e Aruana reencontra seus familiares. Há um jesuíta na aldeia, Padre Maurício, que procura bater papo com Tendresse. Xamã, aprendiz de pajé, diz que o conselho de pajés está reunido nas montanhas.

[N. do M.: durante os jogos testes de O Desafio dos Bandeirantes, coube a mim testar três classes de personagens: o rastreador indígena (Guará), o pajé (Xamã) e o jesuíta, de quem todo jogador fugia como o diabo foge da cruz. Era um desafio e tanto tornar o jesuíta jogável . Então criei o Padre Maurício. Acabei me inspirando naquele personagem do Robert De Niro em A Missão. Depois de me ver em maus lençóis tentando resolver tudo com “Luz Divina” (era o que um jesuíta faria), acabei criando figura de um padre andarilho com um mosquete pendurado nas costas. Afinal, a mata é cheia de animais ferozes e criaturas desconhecidas, onde você vira janta antes de chegar na metade do Pai Nosso. Nesta sessão resolvi homenagear todos eles.]

Aruana avisa ao pai que eles precisam falar com os pajés. Xamã e Guará os escoltam até o conselho presidido por Panoramã. Junto com eles segue Camboriú, um bruxo branco que vive entre os índios.

[N. do M.: sim, novo jogador na área.]

Ao chegarem lá, contam o que ocorreu. O conselho estava reunido para descobrir o que tinha acontecido, portanto não ficaram nem um pouco chateados com a interrupção. Para resolver o problema, enviarão, por meio de um ritual, todos os culpados (isto é, o grupo) e mais Camboriú para o plano astral. Tereza fica sob a custódia de Padre Maurício.

Mas isso só será feito no dia seguinte.

♣ 22 de outubro – plano astral

Para ajuda-los na missão, os pajés entregam alguns objetos: Rocha e Paulo ganham uma espada astral; Naomí, um amuleto que lhe permite chamar seus espíritos; Aruana ganha um bastão que indica o caminho desejado no plano astral; Camboriú também ganha uma espada.

Eles começam a caminhar no Plano Astral. Tendresse, para sua própria surpresa, não aparenta ser mulher, pois sua autoimagem já é a de padre. Hernandez emana um estranho brilho.

A trilha leva a um portal, pelo qual passam sem problemas. No segundo plano cruzam por um guerreiro karinauá furioso. Continuando, chegam a um segundo portal que se encontra lacrado.

O objetivo deles é chegar na cidade sagrada dos Maoáris, Mbocabog. Mas ela fica no terceiro plano. Como opção, o bastão os guia por um desfiladeiro de paredões avermelhados. Eles percebem que estão sendo vigiados por índios negros – os mesmos que encontravam na fenda da árvore.

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