3ª Sessão – Plano Astral

♣ 23 de outubro de 1650 – plano astral

Eles não percebem, mas andaram mais de um dia. O ritual não poderá ser mantido por muito mais de três dias. No plano astral, sem usar seu próprio poder para estar lá, não sentem cansaço, sem necessitar dormir ou mesmo comer.

No desfiladeiro, são atacados pelos índios negros, mas se livram deles sem muitos problemas. No final, há uma região de névoa alaranjada. O bastão indica que é este o caminho. Além da névoa há uma floresta, e, no fim, a cidade.

Eles entram na névoa, e logo percebem que estão sozinhos, ou seja, cada um está sozinho perdido na névoa.

Eles entram numa espécie de sonho, acreditando ser aquilo real.

Aruana encontra sua aldeia destruída. O pai, às portas da morte, aponta a trilha por onde fugiu o agressor. Aruana vai atrás. No meio do caminho, surge, ao longe, uma bela índia (uma Maraney, sacerdotisa de Mbocabog) chamando-a. Aruana ignora o chamado e segue em frente.

Tendresse encontra Pierre. Os dois se beijam e Tendresse chora. A índia chama por Tendresse, que pede a Pierre para acompanha-la. Mas Pierre diz que precisa ir para o sul, mas que ainda voltará a vê-la. Tendresse deixa Pierre partir.

Rocha encontra Montenegro e Kunta numa sala com um tesouro. Rocha tenta convencê-los de que estão mortos, crente de que se trata de seus verdadeiros espíritos. Quando a índia o chama, Rocha não pensa duas vezes em segui-la.

Nahuapy presencia a morte de João e a sua própria, o que deveria ter acontecido nas mão de Almagro no hotel em Colônia de Sacramento. O chamado da índia é um alívio para ela, apesar de crer estar com o espírito de João.

Naomí encontra Yorka, que tenta convencê-la de sua personalidade cruel. Naomí não dá muita trela. Quando a índia chama, Naomí vê Paulo chamando do outro lado, e resolve ir atrás dele.

Nahuapy, Rocha e Tendresse acordam juntos a Paulo, Hernandez e Camboriú, que estão de pé com a Maraney. Eles perguntam por Aruana e Naomí. Ela responde que eles foram tragados pelo sonho. Diz que o sonho pode ser um desejo seu ou a pessia ser puxada pelo sonho de outro, ou as duas coisas juntas. Ouvindo essa explicação, Tendresse começa a suspeitar que Pierre possa estar vivo em algum lugar ao sul.

Para resgatá-los, a Maraney diz que eles terão de sonhar o mesmo sonho que Naomí e Aruana. Nahuapy vai atrás de Naomí e Rocha e Tendresse atrás de Aruana.

Nahuapy pensa que a única coisa que deixaria Naomí no sonho seria ela ou Paulo. Acaba achando que é Paulo, e encontra os dois caminhando. Nahuapy tenta convencer que o Paulo ao seu lado é um sonho. O Paulo tenta convencê-la que não. A índia aparece chamando e Nahuapy diz que, se for o verdadeiro Paulo, não haverá nenhum problema em segui-la. Então os três caminham em direção à Maraney, e Naomí e Nahuapy despertam ao seu lado.

Tendresse acha que Aruana ficou para salvar os companheiros. E a encontra defendendo os amigos. Ao retornarem, só Tendresse acorda, e descobre que fez a escolha errada.

Rocha imagina que Aruana tenha ficado pela família, e chega na aldeia destruída. Segue a mesma trilha que Aruana e consegue tirá-la do sonho.

A Maraney conta que a cidade estava sendo atacada pelos índios negros, mas que alguma coisa atacou fortemente Tiyú e o fez perder a luta. Eles se fazem de desentendidos. Diz que eles devem libertar o Poromañanguera, que está preso dentro da cidade. Ela mostra onde fica uma estrada secreta na floresta. Mas eles precisam correr.

Eles correm pela floresta enquanto são atacados pelos índios negros. Acham a passagem e entram em meio a uma chuva de flechas. A passagem dá para um túnel. Rocha, Paulo e Camboriú ficam para segurar os índios, enquanto Aruana, Naomí, Nahuapy, Tendresse e Hernandez entram na cidade.

Poromañanguera está preso numa espécie de monólito. Naomí encosta na pedra e perde todo o seu poder mágico. Ninguém sabe o que fazer.

Enquanto isso, Paulo e Rocha tentam, heroicamente, segurar os índios, pois Camboriú já foi abatido. Paulo acaba sendo abatido também e Rocha fica sozinho, e já nas últimas. Vendo dezenas de índios negros vindo em sua direção, sente o colar que recebeu do sacerdote jaguar da Cidade Sagrada pulsar. Ouve uma voz em sua mente dizendo para liberar a energia.

Instintivamente, Rocha ergue o braço e um facho luminoso sai de sua mão e derrota todos os índios que estavam no túnel. Rocha fica embasbacado com o que acabou de fazer.

Lá em cima, Hernandez se aproxima do monólito e o toca. Um grande brilho e explosão se sucede, Poromañanguera é libetado.

Hernandez perde os sentidos e o seu brilho. Quando acorda, está cego.

Após Paulo e Rocha se recuperarem, eles vão até a Caverna dos Mortos pelo plano astral e reacendem a pira. Encontram Anuy, o guia-caveira da caverna.

[Nota do Mestre: difícil entender minha própria letra, mas o nome parece ser Anuy.]

Eles voltam para casa.

♣ 24 de outubro – aldeia

Eles voltam a seus corpos, cansados e famintos. É feita uma grande festa. Nahuapy cuida de Hernandez, que começa a ver apenas vultos.

Decidem ficar seis meses na aldeia de Aruna. Panoramã, Guará e Xamã voltam para sua aldeia.

♣ 25 de outubro de 1650 a 19 de abril de 1651 – aldeia

Rocha, impressionado com sua experiência mística, pede pra Nahuapy lhe ensinar magia.

[N. do M.: a essa altura eu já tinha extinguido o atributo “Sabedoria” e criado o atributo “Magia”. Como este era baixo em Rocha, em tese ele não poderia aprender magia. Como ele não sabia disso e nem eu havia pensado nessa hipótese antes, deixei que ele aprendesse com algumas penalidades: seu “Pode Mágico” seria a metade do normal e o custo dos feitiços seriam o dobro.]

Tendresse se confessa com Padre Maurício e começa a se desleixar de seu visual masculino. Passa a se sentir menos culpada por ser um jesuíta mulher. Tereza começa a ler e escrever.

Hernandez vai recuperando a visão aos poucos, mas não recupera seu poder. Ele se mostra uma pessoa mais solta. Ele desabafa com Nahuapy e lhe conta seu segredo, e do medo que sente de voltar a ser o que era. No final dos seis meses, Nahuapy e Hernandez começam a se entender.

Paulo e Rocha, embora não saibam, continuam com suas espadas astrais. No dia em que forem ao plano astral, eles as estarão empunhando.

Aruana fica com o bastão, no mesmo caso da espada. Naomí fica com o amuleto, que lhe permite chamar os espíritos automaticamente.

No final dos seis meses, Rocha começa a pensar em se aventurar.

FIM DA PARTE 2

 

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