4ª Sessão – A Cidade dos Césares

♥ 26 a 30 de julho de 1651 – viagem

O grupo viaja até as geleiras e desce na fenda mágica parar entrarem no túnel de gelo. Na última noite, avistam mais uma vez as luzes nas montanhas.

♥ 31 de julho – túnel de gelo

É um túnel estreito, parece não ter fim. Aruana, Rocha e Paulo já se sentiram assim antes, mas menos gelado. Acabam tendo que dormir no gelo.

♥ 1° de agosto – túnel de gelo

Eles chegam a uma espécie de escorrega que os leva até uma caverna, onde parece haver umas pedras. Rocha avista um vulto por trás de uma parede de gelo. Após investigações mágicas de Nahuapy e Naomi, notam que é um mamute congelado, e, pior, ainda há vida nele. Saem de fininho.

O caminho acaba. A única chance é um buraco que leva para o alto. Não dá para ver o final. Nahuapy tenta fazer uma metamorfose, mas sente dores horríveis. Chega à conclusão que é por causa da criança.

Nahuapy e Naomi sobem levitando um trecho. Os outros seguem, mas a subida é difícil e muito cansativa. A saída é num buraco debaixo de uma pedra. Eles estão no alto da montanha, entre os dois picos.

Paulo pega o facão e vislumbra a Cidade dos Césares. Eles começam a descer a montanha. Passam a noite.

♥ 2 de agosto – lago

O facão revela uma ponte mística. Eles seguem o caminho até chegarem no lago, que é imenso. No centro há uma ilha que abriga uma grandiosa cidade. Ao pisarem nas águas, ergue-se uma serpente que cospe fogo. O seu último ataque é provocar uma onda que os joga longe. Como ninguém mais entra na água, a serpente desaparece.

Eles caminham para a montanha de diamante. Ela termina na água. Tentam, mas não conseguem, tirar uma lasquinha. Decidem dar a volta por trás. Acampam no alto de um barranco, perto do lago. À noite, são vencidos por um sono irresistível.

♥ 3 de agosto – Cidade dos Césares

Eles acordam num quarto na Cidade dos Césares. O quarto é luxuoso, mas estão presos. Entram uns homens com barba, bem vestidos e altivos. Não explicam nada, apenas pedem para que Tendresse, Nahuapy, Hernandez e Aruana o acompanhem. Naomi e Paulo acham uma passagem secreta e chegam ao corredor. Chegam a vislumbrar uma sala de tesouros, mas sem entrada. Acham uma porta para a rua, mas decidem voltar.

Os homens voltam e carregam Rocha. Ele é levado a um quarto ainda mais luxuoso. Umas mulheres lhe dão banho. Depois disso, surge uma mulher irresistível e eles transam.

A Tendresse e seu grupo é explicado a origem do lugar. Eles vieram de Roma há muito tempo atrás, pois sabiam que os caminhos da civilização não seriam de seu agrado. Eles vivem por muito tempo.

Decidiram vir para Santa Cruz, numa área mais deserta, e construir sua cidade. Os índios não mais o incomodam e há tempos não recebem visitas. O facão que encontraram na montanha é de um deles, que partiu para ver como anda o mundo. Assim, eles pedem o facão de volta, para que retorne ao seu lugar.

Eles passeiam pela cidade. À noite, todos voltam para o seu quarto. São avisados que terão de partir no dia seguinte.

♥ 4 de agosto – viagem

Um barco os espera para atravessar o lago. Chegam a ver alguém diferente observando do alto do muro. Parece ser um casal de índios, mas bem diferentes. São dois Guajáras que circulam livremente pela Terra de Santa Cruz.

O guia deles os leva até uma trilha esfumacenta. Dá uma moeda de ouro a Naomi, uma de prata a Paulo, um cordão de água a Nahuapy, outro de lobo a Tendresse. A Aruana, um colar indígena com um sol de pedra (presente dos guajáras, mas ela não sabe).

Depois, diz que eles se esquecerão do que aconteceu, lembrando apenas em sonhos. Naomi não se conforma. Eles andam e surgem numa floresta, sem lembrar o que aconteceu.

Ao acampar de noite, reparam nos presentes e estranham. Fazem “Aura”, mas as leituras são confusas, como um sonho.

[Nota do Mestre: aparentemente, Rocha ficou sem presente. Quando fiz o encontro dele, a ideia inicial era dar uma compensação pelo que estava por vir. Depois, pensei em usar isso da mesma forma que o pingente de pedra da Cidade Sagrada (que só podia ser usado uma vez), como algo que lhe desse uma bonificação. Pedi para ele me lembrar disso posteriormente. O evento foi chamado de “Encontro com Vênus”. Toda vez que a coisa apertava, o jogador me lembrava: “Ô, mestre! Lembre-se que eu tenho esse Encontro com Vênus”. Não sabia ao certo como encarar os habitante da Cidade dos Césares. Uma raça de “deuses”? Humanos longevos? Após essa sessão, passei a considerar seriamente a possibilidade de introduzir imortais no grupo, numa versão adaptada da série Highlander. Nesse caso, esses “deuses” seriam imortais muito antigos que souberam acumular muito poder. Mas como eles surgem? Como nascem? Seria uma raça antiga? Magia? Ritual? Genético? Acaso, mutação? Pensei que, talvez, uma raça muito antiga tivesse o dom de gerar novos imortais, algo como se apenas os antediluvianos pudessem fazer novos vampiros. Com essas ideias na cabeça, passei a considerar a possibilidade de transformar Rocha em um imortal, um prêmio mais do que merecido para o personagem mais antigo de O Desafio dos Bandeirantes. De qualquer forma, achei por bem testar primeiro a concepção de imortal por meio de um NPC.]

♥ 5 de agosto – viagem

Sem incidentes

♥ 6 de agosto – viagem

Eles saem da floresta, no alto de um barranco. Abaixo, veem um homem, parece branco, sendo perseguido por dezenas de índios. Naomi faz uma ilusão do mamute para assustar os índios. Isso funciona muito bem, mas bem até demais, pois o homem começa a gritar feito louco. Eles descem o barranco correndo e tentam acalmá-lo.

Ele parece em estado de choque e ligeiramente perturbado. É um bretão ruivo, cabelos de fogo. Seu nome é Richard.

À noite, ele apaga de esgotamento físico e mental.

[N. do M.: Richard é o personagem inspirado no naturalista da minha antiga sessão passada no Planalto das Visões. Eu já tinha concebido ele como NPC, mas calhou de, nesta sessão, aparecer um jogador novo. Richard, posteriormente, mudou de mãos, mas o outro jogador nunca se sentiu à vontade em interpretar um personagem mais cerebral, de forma que, eventualmente, ele acabou virando um NPC.]

♥ 7 de agosto – viagem

Eles têm a oportunidade de conversar com o sujeito. É um bretão, naturalista, totalmente racionalista, apesar de religioso. Ele fazia parte da caravana de Antoine.

Tendresse pergunta por Pierre. Ele diz que havia dois. Um muito calado e misterioso, outro muito expansivo e carismático. Ambos ele conheceu em Santa Fé. A caravana era um misto de missão científica, exploratória e caça ao tesouro.

Ele reconta a história do ataque do mamute, dizendo que viu dois homens serem devorados.

À noite, Tendresse volta a sonhar com a caverna e a água pingando. Acorda chorando, com a certeza de que era Pierre. O grupo decide voltar para o norte no dia seguinte.

[N. do M.: os eventos dos dois últimos dias eram pra acontecer na sessão seguinte, mas os jogadores ficaram muito frustrados com a resolução da Cidade dos Césares. Então resolvi dar outra coisa pra eles pensarem.]

FIM DO CAPITULO 1

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