Capítulo 4 – A Guerra

Personagens principais: Aruana (rastreadora maoári); Rocha (bandeirante); Naomí (feiticeira negra); Nahuapy (feiticeira mestiça chiquitana); Tendresse (pastora protestante); Kalunga (feiticeiro mestiço illimani com negro); Ilya (feiticeira mestiça illimani com branco).

Personagem convidado: Tito (sacerdote do sol).

NPCs principais: Paulo Ferreira (ladrão); Hernandez (zaorí); Tereza (estigmata); Maurice (viajante imortal); Pierre Bellac (soldado); Richard (naturalista); Ayla (feiticeira mestiça illimani); Ccori (índia illimani).

Nota do Mestre: das áreas mais características de Nova Castela, só faltou levar o grupo a Piúra e Tumbes, acima de Lambayeque. Um pouco por não ter conseguido pensar em um bom pretexto para fazê-lo e muito por não ter mais como enrolar o início do confronto, e o próprio grupo já estava ficando inquieto, havia chegado a hora do pau.

Então, um problema que eu já pressentia se tornou real. Como mestrar uma guerra, principalmente quando os protagonistas são os líderes? Se os personagens fossem apenas soldados, como foram parte de uma bandeira lá no início, seria fácil ficar os enviando em missões. Mas eles eram os generais! Pra piorar, eles não tinham tanto conhecimento geográfico da ambientação e precisava muito da minha ajuda para bolar uma estratégia. Então era como jogar xadrez contra mim mesmo. Um pouco frustrante. A maior parte das sessões era um rolar de dados impessoal, atribuindo vitória e derrotas em combate, número de mortos, vilas conquistas ou perdidas. Creio que o interesse foi decrescendo de ambos os lados. Nem eles conseguiam ter iniciativa para sair dessa sinuca, nem eu criatividade para criar nenhuma situação suficientemente interessante em meio à guerra para explorar situações individuais, interesses particulares. Acabei ficando com dezenas de NPCs nas mãos para administrar, tendo dificuldade de passar essa bola para os jogadores.

Foi então que apareceu um novo jogador, Rafael, que, junto com Luciana, que precisava fazer um novo personagem enquanto Aruana permanecia fora da ação, criou um casal de irmãos mestiços feiticeiros (eram irmãos por parte de mãe, uma illimani), com uma história familiar bastante escabrosa e rocambolesca. Não lembro exatamente o que havia acontecido com a mãe (illimani), apenas que o pai (ou avô), um militar castellano de alta patente, os perseguia como o General Ross perseguia, bufando de ódio, Bruce Banner. Aqueles dois representavam para mim o pretexto para voltar ao particular. Eles não eram generais, eles eram soldados. Jovens fugitivos que buscavam a proteção e o anonimato em um grupo de rebeldes. Com a história rica em detalhes que me proporcionaram, comecei a ter ideias. Pena que isso aconteceu um pouco tarde. As sessões rareavam mais e mais, assim como se esgarçava a própria coesão dos jogadores enquanto grupo de amigos.

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