Uma Aventura em Piratininga

Ambientação

A ambientação apresentada é baseada na geografia e história do Brasil real, não no mundo fictício de terra de Santa Cruz.

Nome oficial: São Paulo do Campo de Piratininga

Na época dos bandeirantes, a cidade conta com pouco mais de 2 mil brancos. O resto é composto por índios de três tribos distintas. Há o Mosteiro de São Bento, o Colégio São Paulo, o Largo da Matriz e a da Misericórdia.

Não há bancos nas igrejas e nem camas nas casas, exceto nas de família abastada. As casas são bem humildes, construídas com tijolo de barro, e as ruas são de terra. Piratininga é uma vila totalmente isolada no interior do planalto além da Serra do Mar, entrecortada por rios e colinas, e cercada por índios. A viagem de São Vicente até lá, subindo a Serra do Mar, é bastante árdua, o que dificulta o comércio, inclusive o de escravos. Assim, a maioria dos produtos são bastante caros e os escravos negros praticamente inexistentes. Os colonos se consideram esquecidos pela Coroa, longe da capital, Salvador. Se produz muito trigo e marmelada.

Como os negros são artigo raro, a solução para o trabalho escravo são os índios. Por isso, os bandeirantes ignoram solenemente as ordens para suspender a escravidão indígena. Grande parte das bandeiras são para escravizá-los. O alvo preferido, as missões, pois os índios já se encontram reunidos e pacificados. Só é permitido apresar índios por justa causa. E os bandeirantes são bem criativos para arrumar uma.

As bandeiras são formadas por índios batedores, padres, escrivão, seleiros e armeiros, além do homem comum. A administração da casa ou da fazenda fica por meses nas mãos da mulher. Nas expedições, eles levam pólvora, machados, balas, cordas, sementes, sal, pequena quantidade de alimentos, baú de couro com munição, redes, cobertores, pratos e cuias. Alimentam-se da pesca, caça, mel silvestre, frutas e palmito.

A vila é administrada pelos ouvidores. Entre eles se encontra um importante bandeirante, Raposo Tavares. Desde 1641, uma espécie de “guerra civil” entre duas famílias sacode Piratininga, os Pires contra os Camargo. Os Camargo lutam contra os jesuítas, que pregam contra a escravidão indígena. O bandeirante Fernão Dias é ligado aos Pires, mas apoia a expulsão dos jesuítas. O evento deflagrador da guerra foi o assassinato de Pedro Taques, importante figura da sociedade, por Fernão de Camargo.

Piratininga se encontra tão isolada que às vezes ficava mais fácil trazer contrabando do Paraguai (pois é, desde aquela época), ou levar contrabando para o Paraguai. Não é incomum escravocratas se fingirem de padres para se infiltrarem nas aldeias indígenas e atraírem os índios até uma emboscada para serem presos e escravizados.

Outros personagens da época são os cristão novos, judeus que assumiram nomes católicos para escaparem da Inquisição.

Vilas paraguaias: Ontineros e Melgarejo.

Vilas nos arredores de Piratininga: Quitaúna, Barueri e missões jesuíticas.

Tema da Aventura

Um Pires é assassinado em sua fazenda. Na verdade é obra dos Camargo, mas eles usaram armas indígenas para colocar a culpa em uma das tribos da vizinhança. Assim, além de matar um adversário político, arrumam uma desculpa para apresar os índios e aumentar a sua fortuna. O grupo seria parte integrante e inocente desta mini-bandeira.

Na floresta eles podem encontrar tanto a aldeia quanto o bando de brancos “fantasiados”. Na aldeia, há um padre espanhol que na verdade se trata de um traficante de escravos indígenas. Apesar de suas intenções serem tão “boas” quanto as dos Camargo, ele já tem comprador, e com certeza os Camargo não vão pagar um só tostão a ele. Para preservar o seu “ganha-pão”, ele certamente manterá o disfarce, mas poderá optar por fugir. E seria um grande golpe de sorte se ele encontrar os verdadeiros culpados. Ou seja, é o falso e mau-caráter padre o elemento que pode desvendar a trama dos Camargo.

Published in: on 10 de abril de 2016 at 4:53  Comments (2)  

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