SACERDOTES NEGROS

Habilidades obrigatórias: Religião; Ervas e Plantas; Persuasão; Idioma.

Rituais: Corpo Fechado; Mãozinha-preta.

IORUBÁ – Culto aos Orixás (Babalorixás, Iyalorixás, Iaôs, Babalaôs, Iyanifás)

Cada Orixá controla um aspecto diferente da natureza e dos homens, possuindo personalidade e poderes diversos. Parte desse poder é concedido aos sacerdotes sob a forma de encantos.

O sacerdote deverá ser “filho” de um orixá a sua escolha. Ao incorporar este Orixá, o sacerdote é capaz de aprender alguns de seus encantos e utilizar seu poder. Para isso, o sacerdote tem que gastar 3 pontos para incorporar o orixá e 1 ponto a cada rodada em que for mantida a incorporação. A incorporação leva uma rodada para se processar, e só então ele poderá utilizar seus encantos.

Para realizar o encanto, o sacerdote faz o teste de habilidade, mas não precisará gastar seu poder. Os encantos auto-impostos não têm limite de duração. Uma vez obtido sucesso no rolamento, o encanto pode funcionar enquanto durar a incorporação.

Para dobrar o poder dos encantos, o sacerdote deverá dobrar o gasto da incorporação e de sua manutenção.

A relação com os orixás secundários se dá com base na negociação e troca de favores. Nenhuma oferenda a um orixá secundário poderá ser feita sem que o orixá principal também a receba. Uma vez feita essa negociação, ele poderá usar os encantos daquele orixá, gastando os pontos normalmente. Mas só poderá fazê-lo após ter 50 pontos em Religião.

Os sacerdotes são os Babalorixás e Iyalorixás, mas os personagens de jogo serão os Iaôs, os iniciados.

Encantos básicos: Visão astral; Remover magia; Axé.

Os sacerdotes podem usar esses encantos independentemente da incorporação.

• Exu: mensageiro entre os orixás e os homens.

Encantos: Comunicação; Viagem Astral; Barreira Astral.

• Oyáorixá dos ventos e tempestades.

Encantos: Invocar tempestade; Relâmpago; Voar com os ventos.

• Iemanjá: orixá dos peixes e das águas.

Encantos: Controlar água; Respirar sob as águas; Metamorfose Divina (peixe).

• Obá: orixá das águas revoltas e da guerra.

Encantos: Agilidade; Força; Arco sagrado (Ofá).

• Ogum: orixá dos caminhos, da guerra e do ferro.

Encantos: Espada de Ogum; Pele de Ferro; Punho de Ferro.

• Obaluaiyê: Orixá das doenças.

Encantos: Criar doenças; Criar dor intensa; Curar doenças.

• Ossaim: orixá das folhas medicinais.

Encantos: Cura; Elo mental divino (pássaros); Folhas.

• Obatalá: orixá da criação e da paz.

Encantos: Ventura; Pacificar; Cajado de Oxalá (Opaxorô).

• Oxóssi: orixá da caça e dos caçadores.

Encantos: Arco Dourado (Ofá); Comunhão com a floresta; Sentido animal.

• Oxum: orixá das fontes e cursos d`água, da maternidade e do amor.

Encantos: Amizade; Andar sobre as águas; Olhos D’Água.

• Oxumaré: orixá do arco-íris do movimento e da transformação.

Encantos: Arco-Íris; Criar nevoeiro; Metamorfose Divina (cobra).

• Xangô: orixá dos raios e trovões, da justiça e do fogo.

Encantos: Machado de Xangô; Relâmpago; Controlar Fogo.

• Ifá: orixá da adivinhação.

O Babalaô/Iyanifá, sacerdotes de Ifá, não incorporam, sendo utilizadas as regras normais do uso de magia.

Encantos: Adivinhação; Aura; Predestinação.

FON – Vodum (Vodunon, Vodúnsi, Bokonon, Agassunon)

Os voduns representam ancestrais divinizados e forças da natureza. Seus sacerdotes são os Vodunon e Vodúnsi. Eles incorporam apenas o seu vodum.

Para usar o poder dos demais, é preciso negociar. O sacerdote precisa pedir ajuda aos demais voduns para ter acesso às forças da natureza. Cada vodum permite ao sacerdote utilizar até três encantos, desde que ele já os tenha aprendido. O vodum invocado levará uma rodada para atender ao chamado e permanecerá à sua disposição enquanto for necessário, às vezes “cobrando pelo serviço”.

O encanto de invisibilidade, exceto no caso de Djó, só podem ser utilizados por aqueles que incorporam o vodum.

Encantos básicos: Visão astral; Remover magia; Visão Noturna.

Os sacerdotes podem usar esses encantos independentemente da incorporação.

• Legba: vodum das entradas e saídas.

Encantos: Comunicação; Viagem Astral; Barreira Astral; Invisibilidade (plano astral).

• Heviossô: vodum dos raios e relâmpagos.

Encantos: Criar Nevoeiro; Invocar Tempestades; Relâmpago; Invisibilidade (chuva).

• Djó: vodum do ar.

Encantos: Levitar; Controlar Vento; Invisibilidade.

• Agbê: vodum dos mares.

Encantos: Controlar Água; Respirar sob as águas; Metamorfose divina (peixes etc); Invisibilidade (água salgada).

• Naeté: vodum das águas calmas.

Encantos: Pacificar; Respirar sob as águas; Andar sobre as águas; Invisibilidade (água salgada).

• Sakpatá: vodum das doenças.

Encantos: Criar doenças; Curar doenças; Criar dor intensa; Invisibilidade (epidemias).

• Gu: vodum dos metais, da guerra e do fogo.

Encantos: Adagas de Gu; Moldar Metais; Pele de ferro; Invisibilidade (fogo).

• Aziri: vodum das águas doces.

Encantos: Olhos d’água; Metamorfose divina (peixes etc); Respirar sob as águas.

• Ayizan: vodum dos mercados, da comunidade e do portal para o plano astal.

Encantos: Amizade; Barreira Astral; Comunicação.

• Dan Ayidohwedo: vodum da riqueza e da duração das coisas.

Encantos: Aura; Ventura; Vigor.

• Agué: vodum da caça e protetor da floresta.

Encantos: Comunhão com a floresta; Chamado; Sentido animal.

• Loko: vodum das árvores sagradas.

Encantos: Controlar plantas; Raízes; Folhas.

• Fá: vodum da adivinhação e do destino.

O sacerdote de Fá é o Bokonon, que não incorpora nem pede favores aos demais voduns, sendo utilizadas as regras normais do uso de magia.

Encantos: Adivinhação; Cura; Exorcismo.

• Agassu: vodum da linhagem real.

O sacerdote de Agassu é o Agassunon, que não incorpora nem pede favores aos demais voduns. Ele tem o poder de se transformar em um leopardo, equivalente à magia Metamorfose. Essa transformação ocorre em três níveis, sem entrar em transe:

Sobre-humano: o sacerdote adquire habilidades e sentidos de um leopardo, bem como garras nas mãos.

Híbrido: o sacerdote se transforma em um ser semelhante a um Kanaíma. Caminha ainda ereto, mas adquire feições animalescas, bem como uma pelagem de leopardo. É a forma que atinge o maior nível de força e de capacidade destrutiva.

Animal: o sacerdote se transforma em um leopardo de fato.

BANTO – Calundu (Tata, Mametu)

O Calundu envolve o cultos aos Minkisi (as divindades), os espíritos da natureza (animais, vegetais e minerais); os espíritos ancestrais (fundadores das linhagens) e os espíritos dos antepassados, mais próximos dos seres humanos.

Ao incorporar um antepassado, o sacerdote tem um súbito aumento de sua força vital, agregando temporariamente atributos, habilidades e conhecimentos que antes não possuía.

Ao incorporar um espírito da natureza, ele incorpora também algumas características sobre-humanas, de acordo com o espírito incorporado.

Na Terra de Santa Cruz, a invocação de um Nkisi é mais comum que a incorporação. No caso da invocação, o sacerdote e o Nkisi estabelecem acordos breves ou de maior complexidade em troca de favores. Neste caso, o mais comum é o uso temporário de parte de suas habilidades místicas.

• Lembá Dilê: .

Encantos: Pacificar; Ventura; Ntu.

• Kindembu: .

Encantos: Adivinhação; Aura; Raízes.

• Lembá Dilê: .

Encantos: Controlar plantas; Raízes; Folhas.

• Kaiango: .

Encantos: Ventania; Ouvir o vento; Viagem astral.

• Nkosi: .

Encantos: Lâmina de fogo; Punho de ferro; Moldar metais.

• Kaviungo: .

Encantos: Criar doenças; Curar doenças; Toque da Morte.

• Katendê: .

Encantos: Controlar plantas; Comunhão com a floresta; Folhas.

• Mutalambô: .

Encantos: Sentido animal; Camuflagem; Visão noturna.

• Kisimbi: .

Encantos: Criar ilusão; Amizade; Comunicação.

Os sacerdotes do Calundu podem ainda usar três encantos independentemente do Nkisi.

Encantos básicos: Visão astral; Remover magia; Ubuntu.

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Published in: on 7 de janeiro de 2019 at 17:22  Deixe um comentário