A Terra de Santa Cruz

Observação: o texto a seguir é referente à Terra de Santa Cruz, conforme mapa publicado em O Desafio dos Bandeirantes.

Terra de Santa Cruz

Região dos Bandeirantes

Região sudeste da Terra de Santa Cruz. Foi colonizada pelos lusitanos a partir das vilas de São Sebastião e São Vicente. Com o tempo, o crescente número de fazendas e feitorias ligou, por terra, São Sebastião às primeiras colônias lusitanas do leste de Santa Cruz.

Enquanto isso, grupos exploratórios fundaram a cidade de Piratininga, que vem crescendo a cada dia. No litoral, desenvolveu-se uma forte comunidade pesqueira. A economia da região é baseada nos engenhos de açúcar e no trabalho de escravos negros. Porém, mais para o interior, caravanas de aventureiros partem para Vila do Carmo e Vila da Boa Sorte à procura de metais preciosos, ainda não encontrados.

Uma magnífica floresta cobre as serras litorâneas. Apesar do clima tropical, o inverno chega a ser bastante rigoroso em alguns pontos. Depois do rio Comprido, a paisagem predominante passa a ser de cerrados e campos, até o início da Floresta de Santa Cruz. Os rios são largos e caudalosos, bastante navegáveis. As principais tribos indígenas da região são os maoáris e os jaguaris.

A maioria das vilas é formada por não mais que vinte ruas de terra estreitas e tortuosas. As casas são simples e a população não é superior a três mil brancos, número bem inferior às cidades de Nova Castela. De Piratiniga parte a maioria das bandeiras – grupos de aventureiros que desbravam as terras inexploradas de Santa Cruz à procura de riquezas e novos territórios.

Esta região é a ambientação do RPG O Desafio dos Bandeirantes.

Vice-Reino de Nova Castela

Situado a oeste de Santa Cruz, é onde Castela centraliza seu domínio sobre a colônia, e onde fica a sede da Inquisição no continente. Alcazar, na costa, é o seu centro. Nas montanhas, Cusco é o antigo centro do Império do Sol. A costa é desértica de norte a sul. O interior é marcado pelas cordilheiras, cadeias de montanhas rochosas e áridas perto da costa, nevadas em seu meio e coberta por florestas em sua vertente oriental. Lar das civilizações mais avançadas do continente, conhecidas genericamente como Illimanis. Palco de intricadas tramas políticas e densas tensões sociais. Terra das mais ricas minas até então conhecidas.

Esta região é a ambientação do RPG O Império do Sol.

Região Leste

Onde se encontram as primeiras vilas lusitanas de Santa Cruz, e também as maiores. A colonização se iniciou às margens da Baía Santa e foi crescendo rumo ao norte. Seu comércio é intenso e a agricultura mais variada do que no sudeste. Além do açúcar, ganham destaque o algodão e a mandioca. A criação de gado também se desenvolveu muito nos últimos anos. Sua população se concentra no litoral, pois o interior é desértico e inóspito.

Grande Floresta

Ao norte das colônias lusitanas se encontra a Floresta de Santa Cruz, uma gigantesca e quase impenetrável floresta cortada por uma fabulosa rede fluvial. Em seu interior vivem inúmeras tribos, diversas criaturas e incríveis lendas. Muitas dessas tribos permanecem desconhecidas pelo homem branco. As margens dos rios são disputadas palmo a palmo pelas missões lusitanas e castelhanas. Mas foram os lusitanos que construíram as primeiras vilas da região.

Grande Baía

O rio Santa Cruz, o principal rio da região, deságua na Grande Baía, uma verdadeira terra de ninguém, formada por um labirinto de ilhas infestadas por corsários dos mais diferentes reinos do Velho Mundo.

Região Norte

Vai da Península de Perlezuela até os limites de Nova Castela. Foi a primeira região colonizada de Santa Cruz. Ocupada pelos castelhanos, as generosas minas de ouro escondidas em suas montanhas e as pequenas e produtivas áreas agrícolas fizeram com que proliferassem na região várias vilas de grande porte. A costa norte é a que mais sofre com os ataques dos corsários. Os principais índios da região são os chibchas.

Ilha de Santa Helena

Conquistada pelos franceses em 1550. É uma enorme ilha tropical de solo fértil e extremamente quente. O norte da ilha é inóspito, rico em pequenos arbustos espinhentos e pântanos. Alguns índios habitam suas montanhas, convivendo pacificamente com os colonos. Mas sem integração.

Centro-Sul

A capital da região é a Cidade Real. Pela importância estratégica, possui uma grande concentração militar. A cidade fica numa planície quente e úmida de savanas. Ao noroeste há o Gran Chaco, uma área desértica de arbustos secos e árvores tortuosas.

O norte é dominado por várias missões e pequenas vilas que sobem as cordilheiras. Os índios desta região tiveram contato com o Império do Sol. O sul é cortado por vários rios e regiões pantanosas, até se encontrarem com os pampas.

As Missões

Há diversas missões espalhadas pelo interior de Santa Cruz. São, em sua maioria, pequenos povoados erguidos precariamente no meio da mata com o objetivo de catequizar os índios. Mas, às margens do rio Comprido, três conjuntos de missões de origem castelhana se desenvolveram a ponto de formarem uma pequena nação independente.

Localizadas bem na fronteira das colônias lusitanas e castelhanas, um território em conflito, essas missões sofreram muitos anos com as constantes invasões das bandeiras lusitanas de apresamento. Com o Tratado de Santa Luzia, que proíbe os lusitanos de escravizarem os índios, as missões encontraram um pouco de paz. Fiéis aos seus objetivos pacíficos e religiosos, mas cansados das freqüentes invasões, os sacerdotes jesuítas transformaram suas vilas em verdadeiras fortalezas militares, constituindo uma área independente voltada à religião, à agricultura e à defesa de suas terras. As três missões são:

  • Missões Maoáris: perto de Vila Rica, eram as principais vítimas das bandeiras de apresamento lusitanas. Sua população é composta de índios maoáris convertidos à fé cristã.
  • Missões das Grandes Quedas: próximas a um magnífico conjunto de cataratas formadas no encontro do rio Comprido com o rio das Quedas. São as menores e mais humildes das três.
  • Missões dos Povos Livres: são as maiores de todas. Apesar da origem castelhana, se localizam nos pampas lusitanos, enfrentando grandes problemas com o conflito territorial. Seu poderio militar chega a causar desconforto às duas colônias.

Os Pampas

Longos campos ao sul, excelentes para a criação de bois e cavalos. A região próxima à cordilheira é mais propícia à criação de ovelhas. O norte dos pampas pertencem aos lusitanos, o resto aos castelhanos. A situação política e territorial de Colônia de Sacramento é bastante tensa. A principal cidade da região é a Vila de Santa Fé.

Terra dos Araucos

O portão de entrada dessa terra paradisíaca é uma enorme baía conhecida como Baías Gêmeas. Suas águas tranqüilas são um convite para qualquer embarcação. As terras banhadas pela baía são formadas por um fértil planalto situado entre as cordilheiras e o mar. O clima se assemelha ao do Velho Mundo, e as florestas são pouco densas.

A região é habitada pelos araucos, que no passado bloquearam a expansão do Império do Sol rumo ao sul e que agora impedem os castelhanos de se instalarem. Apesar do domínio inicial dos conquistadores, os araucos reagiram e agora dividem as terras em volta da baía em terra dos araucos e terras castelhanas.

O relevo é um dos principais trunfos dos índios. A Cordilheira Oriental forma um intransponível paredão. São montanhas rochosa de quatro mil metros que terminam subitamente no planalto, sem acesso conhecido, apresentando as maiores quedas d’água de todo o mundo. A Cordilheira Ocidental apresenta uma região extremamente árida, com um imenso deserto de sal. Um pouco menos árida é a Cordilheira central. Mas o maior obstáculo às ambições castelhanas é a aparente ausência de qualquer riqueza mineral nestas terras.

Ao sul da baía, descendo o litoral de Santa Cruz após a Península Rochosa, onde as cordilheiras se encontram com o mar, há uma região ainda inexplorada. Esta região é formada por uma estreita faixa de terra entre a Cordilheira Meridional e o litoral, composta por baías, enseadas e penínsulas repletas de ilhas, ilhotas e fiordes. O clima é bastante frio e chuvoso, e a paisagem lembra a dos reinos nórdicos, com floresta de pinheiros e picos nevados.

A presença castelhana se resume a Porto Monte, uma vila construída na Ilha de Santa Inês. Os habitantes da região permanecem desconhecidos dos castelhanos, que por enquanto preferem se manter longe de mais confusões. Afinal, a região é habitada também pelos araucos.

Ilhas do Diabo

Bem afastadas do litoral, se encontra um pequeno conjunto de ilhas, dominada por uma maior, evitada pelos marinheiros. Lá foram avistadas estranhas construções e, aparentemente, nenhum indício de vida humana.

Planalto das Visões

Abaixo dos pampas, se estende um imponente planalto frio e árido, conhecido como Planalto das Visões. Apesar da maioria de suas terras não ser cultivável, ela é rica em vida animal e em lendas. É um território mágico, temido e evitado insistentemente pelos exploradores castelhanos e guias indígenas.

Os primeiros ventos da manhã parecem trazer vozes e espíritos capazes de provocar visões naqueles que por lá se aventurarem. Dizem, ainda, que uma enorme e solitária fera vaga sem destino em suas terras há milênios. Os índios dos pampas avisam que é melhor que as criaturas que lá habitam permaneçam desconhecidas. Como dizem os viajantes: “ninguém, vai ao sul, é o sul que vem até você”.

O litoral, também marcado por fiordes, abrigo de diversos tipos de pássaros, é conhecido como Costa dos Espíritos. Os navegadores que por lá ousaram passar juram terem visto no topo de suas altas encostas enormes sombras que soltavam labaredas pelos olhos. E, à medida que o barco se afastava, sumiam em uma espessa névoa vinda de lugar nenhum.

Ilha do Gelo

No extremo sul, atravessando um comprido estreito, se encontra uma enorme e fria ilha, habitada pelos índios onas. Eles não gostam de visitantes.

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Published in: on 5 de abril de 2016 at 20:16  Comments (2)