Do Comércio e dos Negócios

A economia em Santa Cruz sempre esteve dividida entre o poder político dos senhores de terra e a importância financeira dos negociantes. Se, no século, anterior, os senhores de terra tiveram proeminência, neste século o dinheiro do comércio virou o jogo. Nesta disputa, entra no tabuleiro um elemento novo, os metais preciosos, que pode fazer a balança pender definitivamente aos homens de negócios.

Da distribuição de terras

Sesmaria é o lote de terra, que pode ser concedido pela Coroa, pelo governador ou pela Câmara. Em regra, a distribuição de sesmarias na colônia deveria ser feita pelo governador da capitania, e restrita a cristãos e homens livres. Aquele que recebe a sesmaria tem três anos para cultivar a terra, sob pena de perder a posse dela. Porém, as primeiras doações, ainda no século XVI, foram feitas em caráter perpétuo, dando origem aos primeiros conflitos de terra. Há ainda as terras da Câmara, que pode destinar seu uso da forma que julgar necessário.

As sesmarias doadas às ordens religiosas servem para viabilizar o acesso à terra para muitos colonos pobres. Esses pequenos núcleos de lavradores dão origem a pequenos arraiais, que viram bairros ou freguesias. Para se tornar freguesia, não importa o tamanho do povoado. O que vale é a posição geográfica, que seja acessível à população crescente na região. Poucos arraiais chegam à vila.

Enfiteuse é a terra cujo direito de uso é transferido para outra pessoa, mas não a propriedade. Assim, o proprietário tem direito ao pagamento de um foro, um pagamento anual. A terra pode ser propriedade particular ou do governo.

Os arraiais espalhados pela capitania muitas vezes se originam a partir de uma pequena capela ou igreja erguida pelos senhores de engenho. A igreja é construída em meio a casas de homens livres e pobres, que cultivavam pequenas porções de terra arrendada e prestam serviço ao engenho na época da safra. Perto dessas moradias, há uma ou duas vendas, pois os arraiais também servem aos viajantes, e algumas tendas de oficiais mecânicos.

Do Dízimo

O governo cobra 10% sobre a produção na colônia. Trata-se de um tributo eclesiástico pago à Coroa porque esta detém o Padroado, e por isso ela recebe o dízimo em nome da Igreja. O dízimo também é devido ao fato da Província de Santa Cruz pertencer à Ordem de Cristo, cujo Grão-Mestre é o Rei.

Dos negócios e dos negociantes

O comerciante é impopular na classe alta, pois a função é geralmente associada ao cristão-novo, o que originou uma arraigada antipatia contra os mercadores na colônia. Por isso, tanto os comerciantes quanto os Cristão-Novos não podem ocupar cargos municipais.

Ao enriquecer, o dono de uma loja procura se distanciar das atividades manuais, associando-se a uma casa comercial que realiza empréstimos. Porém, estará sempre marcado pela origem mais humilde.

Negociante é o termo mais genérico, englobando mercadores, lojistas, mascates e também os homens de grosso trato.

Os homens de grosso trato são os grandes comerciantes, responsáveis pela exportação e importação, bem como pelo tráfico negreiro. São aqueles que financiam navios e expedições. Sua fortuna é maior que a dos senhores de engenho, mas almejam o poder que a terra simboliza, pois só a terra enobrece.

Apesar da diferença de status, muitos senhores de engenho se endividam com os negociantes. Contudo, o engenho não podia ser confiscado por credores, apenas sua produção. Mesmo assim, eles mudam muito de mãos. Na maioria das vezes, por dote e herança. Mas não só por isso. A classe de proprietários tem certa volatilidade.

Comerciantes de São Sebastião, Santo Antônio do Recife e da Capital ganham muito com a venda de escravos negros e reinvestem nos engenhos. O comércio de escravos é sem dúvida o negócio mais rentável. Uma só viagem enriquece um comerciante. Uma série de viagens, toda uma cidade. Em cada viagem são transportados, em média, cerca de 300 a 400 cativos. A seleção dos escravos começava já no embarque, no Continente Negro. Prosseguia à bordo e terminava nos trapiches coloniais. Aqueles considerados piores são vendidos na Província do Grão-Pará, com alta demanda devido a um recente surto de bexiga.

O comércio colonial depende dos produtos vindos do Velho Mundo, e os produtos de luxo são os mais significativos. Santa Cruz recebe da Metrópole o suficiente para satisfazer a elite. Logo que a frota entra no porto, todas as mercadorias são conduzidas à alfândega, que cobra 10% sobre o valor do produto. Os produtos são então estocados e vendidos nos trapiches, como são chamados os armazéns, onde também é realizado o comércio de escravos. O comércio de alimentos é sobrecarregado de taxas e impostos, o que estimula o contrabando.

Os Cristãos-Novos, com seus laços comerciais, e os Jesuítas, com seus colégios espalhados por todo o Velho Mundo, para os quais enviavam a produção de suas fazendas, popularizaram as riquezas de Santa Cruz na Europa.

Dos ofícios

Em qualquer vila e cidade não faltam ofícios que necessitam de mestres, oficiais e aprendizes. A maioria dos ofícios mecânicos é feito por mulatos livres, que têm seus próprios escravos como auxiliares. A maioria dos barbeiros-cirurgiões são escravos ou negros forros.

Os oficiais mecânicos da colônia são diversos: Tanoeiros (fabrica pipa, barris e tonéis de madeira), Sapateiros, Ferreiros, Alfaiates, Ourives, Carpinteiros, Caldeireiros, Pedreiros, Marceneiros, Mestres e oficiais de açúcar, Barbeiros-Cirurgiões, Calafates (operário especialista em construção naval), Curtidores, Serralheiros, Torneiros, Armeiros, Tintureiros, Oleiros, Cutileiros, Pintores, Seleiros, Serradores, Tabaqueiros, Tecelões etc.

Se, nas vilas, os escravos trabalham como auxiliares, nos engenhos eles têm grande participação nos ofícios mecânicos, principalmente naqueles que exigem maior esforço físico.

Com a descoberta das minas, o valor do ouro e da prata subiu muitíssimo. Devido à evasão de patacas do Reino fundidas em São Sebastião, a Coroa determinou que não poderá haver na cidade mais do que três ourives. Há muita reclamação, e até o momento a ordem não foi cumprida. Escravos não podem atuar como ourives.

A exploração do ouro aumentou muito as atividades artesanais, que são controladas pela Câmara Municipal. Ela dá condições para a organização corporativa, cuja representação tinha lugar na Câmara. É ela quem registra as cartas de habilitação, emite licenças, inspeciona as oficinas e fixa as taxas, a tabela de preços.

Muitas mulheres seguem à frente de pequenos negócios, sustentam suas casas e se tornam visíveis na sociedade. São as estalajadeiras, costureiras, tecedeiras, lojistas, padeiras etc. A prostituição, geralmente de escravas negras, pode ser estimulada por seus senhores ou praticada secretamente como forma de ganho.

Do abastecimento das vilas e cidades

Enquanto nas capitanias do Nordeste prevalece a monocultura, o que traz problemas sazonais de abastecimento nas cidades, no Sudeste a produção é mais diversificada. São Sebastião também é uma capitania tomada por engenhos de cana de açúcar, mas é uma capitania secundária para o comércio colonial em relação a Nova Lusitânia e Bahia de Todos os Santos.

A Cidade de São Sebastião é bem abastecida pelas pequenas propriedades próximas ao centro urbano, em solos inaproveitáveis para a cana, como o do vale do rio Carioca. A fundação de Colônia do Sacramento potencializa ainda mais o comércio de alimentos, oferecendo novas oportunidades aos mercadores de São Sebastião.

Apesar do isolamento de Piratininga, o planalto sempre esteve bem conectado com São Sebastião, abastecendo a cidade de trigo, marmelada, farinha de mandioca, carne de porco, legumes, panos de algodão, chapéus e assentos de couro, tendo os mercadores da Vila de Todos os Santos como intermediários.

Da exportação do Açúcar

Os portos do açúcar na colônia lusitana ficam em Vila de Todos os Santos, São Sebastião, Vila do Espírito Santo, Vila de São Jorge dos Ilhéus, São Salvador da Bahia de Todos os Santos e Vila de Santo Antônio do Recife. Nesses portos floresce a atividade mercantil, o que implica muitos indivíduos e muitos ofícios: regateiros, vendedores ambulantes, lojistas, taberneiros, caixeiros, mascates, lavradores, comboeiros de escravos (responsáveis por levar os escravos para o interior).

A partir de 1689, com o início de uma nova onda de guerras no Velho Mundo, o preço do açúcar de Santa Cruz voltou a subir. Os contratos valorizaram bastante e a produção aumentou. O século fecha com a maior cotação do açúcar da História.

Mas São Sebastião sofre muito com a vinda das frotas, pois há anos que ela simplesmente não aparece, provocando desabastecimento e crise econômica. A chegada da frota provoca alvoroço em toda a capitania, pois há pouco tempo para o embarque dos produtos. Os navios permanecem ancorados por poucas semanas, não podendo perder os ventos da volta, sob pena de ter de permanecer uma larga temporada no sul. Os navios geralmente chegam em maio e partem em julho.

Os engenhos são muito distantes da cidade e nela não há grandes armazéns para estocar o açúcar e o tabaco. Nos embarcadouros, espalhados pelo interior, não há barcas o suficiente para conduzir toda a produção à cidade em tempo. Alguns desses portos intermediários dependem do regime das marés para transportar pelos rios as caixas mais pesadas. A lavoura não se encontra limitada ao litoral apenas por questões geográficas, mas pelo alto custo do transporte, tanto em termos de despesa quanto de tempo.

Chegando ao porto de São Sebastião, ainda é preciso pesar as caixas no Trapiche da Cidade, monopólio da família do Visconde de Asseca. Em 1695, atendendo às queixas dos carregadores, a Coroa havia determinado um padrão para as caixas de açúcar. Elas teriam de pesar 35 arrobas, ter a marca do produtor e a qualidade do açúcar (fino, redondo e baixo). A pedido dos plantadores, a Coroa aumentou para 40 arrobas o limite das caixas. Qualquer excesso deve ser confiscado.

Tal medida acabou criando um novo tipo de irregularidade: a adulteração do peso das caixas. A Coroa, então, determinou que haveria um único trapiche responsável em pesar as caixas a serem embarcadas. Esse trapiche certifica oficialmente o peso e a qualidade de cada caixa ali pesada. O serviço, claro, é pago.

Enquanto a frota permanece estacionária, a cidade fica em polvorosa. A presença de muitos marinheiros aumentam os distúrbios nas tavernas, exigindo um reforço dos quadrilheiros. Carregadores, transportadores, barqueiros, escravos de ganho, todos dobram ou quadruplicam o preço de seus serviços.

Quando chegam poucos navios, a elite da colônia tem preferência no embarque de mercadoria. Como o preço do açúcar é estabelecido pelo comprador, e cobram um preço elevado pelo frete quando há mais produto a ser embarcado do que os navios são capazes de carregar, os lavradores mais pobres acabam vendendo sua mercadoria a preço ínfimo para conseguir embarcá-la. Pra piorar a situação, o capitão do navio só diz o preço do frete depois que a carga estiver embarcada.

Depois que os navios partem, a cidade volta a sua vida pacata, com atividades militares, artesanais e comerciais, voltados à nova colheita de cana.

Por essas dificuldades, apesar da força da economia se encontra no interior, muitos senhores de engenho e lavradores mantêm residência nas cidades para fazer negócios. Investem em criação de gado e em navios, no comércio ou outros negócios na região.

Do monopólio do Sal

Desde 1631, a Coroa decidiu centralizar todo o comércio de sal em Santa Cruz. Até então o comércio era livre. O sal do reino passou a ser transportado para a colônia como lastro das embarcações. Apesar de haver sal em abundância em Cabo Frio e Rio Grande, a colônia passou as ser obrigada a importar.

Mais do que um problema econômica, o monopólio trouxe uma crise de abastecimento, pois a irregularidade dos comboios vindos da Metrópole deixa os colonos um período sem o produto. No sul, o problema é ainda mais grave, pois muitas vezes o sal é todo desembarcado em Santo Antônio do Recife e na capital, chegando os navios a São Sebastião vazios.

Ano passado, a escassez foi tanta, que o governador de São Sebastião, Artur de Sá e Menezes, acertou com a Coroa que a Câmara poderia mandar vir sal da Capitania Real de Cabo Frio. Até então, este comércio era proibido, sendo realizado em forma de contrabando, principalmente com as capitanias mais ao sul. São Sebastião não pode redistribuir esse sal comprado em condições emergenciais, mas o contrabando existe há décadas e só tem se fortalecido.

Da Cachaça e do Tabaco

Cachaça e Tabaco são a principal moeda de troca do comércio entre a Província de Santa Cruz e o Reino de Ngola. Os navios saem repletos desses produtos e voltam lotados de negros escravos.

O tabaco é uma folha usada pelos nativos muito antes da chegada dos Lusitanos e Castelhanos. Logo passou a ser cultivada para consumo próprio e para exportação, que rapidamente caiu no gosto de europeus e africanos. O Nordeste é a principal região produtora. Em 1674, a Coroa instituiu o monopólio sobre o comércio do produto.

Neste fim de século, o tabaco permanece na pauta de exportação para o Continente Negro, mas é a cachaça quem se destaca no comércio escravista. A bebida é a principal moeda de troca com Ngola. Mas o interesse dos comerciantes de vinho fez com que a produção fosse interditada por um longo período. A interdição foi péssima para os engenhos de São Sebastião, principal produtor da bebida, o que incentivou o contrabando.

No período de proibição, a situação da cachaça se manteve em condição bizarra. A bebida, essencial no comércio direto que a colônia passou ter com São Paulo de Loanda, não podia ser vendida na colônia. Claro que a repressão foi pouco eficaz, com o contrabando contando com a participação das autoridades, sendo o Visconde de Asseca o principal deles. O comércio voltou a ser totalmente liberado em 1695.

Da Pecuária

Em 1699, há quase 500 currais na colônia. A grande maioria fica concentrada no Nordeste. A Capitania de Nova Lusitânia possui mais de 700 mil reses. Na Capitania da Bahia de Todos os Santos, com cerca 100 currais, já são mais 400 mil. Porém, estes são mais úteis, pois participam diretamente do comércio com a região mineira.

Das carreiras marítimas

Um quinto da população do Reino está envolvido no trabalho ultramarino. O mar, na Lusitânia, ao mesmo tempo que significa riqueza e esperança, também significa distância, espera e medo. Uma boa parte desse trabalho é dedicada às rotas comerciais marítimas, as carreiras.

Para o leste, há a Carreira das Índias, que liga a Metrópole aos portos do Oriente, entre eles Goa, Baçaim e Macau.

Durante a primeira metade do século, as colônias lusitanas no Oriente eram o principal foco de interesse da Metrópole. No Reino, no século XVI, havia escravos orientais, muito mais valorizados do que os negros. Porém, em 1595, a Coroa proibiu qualquer compra e venda de escravos orientais.

Devido à guerra contra os Neerlandeses, assim como ocorreu no Continente Negro, os lusitanos perderam colônias importantes para o inimigo, como Cochim e Ceilão. Para se fortalecerem nessa disputa, Bombaim foi entregue aos Britânicos como dote de casamento da princesa lusitana com o rei britânico.

No Extremo Oriente, os lusitanos foram expulsos de Cipango no início do século, e os cristãos nativos foram perseguidos até serem exterminados. Mais ao sul, missionários começam a investir na Insulíndia.

A decadência da Carreira das Índias fez com que a Carreira de Santa Cruz despertasse maior interesse. Porém, há nobres lusitanos que ainda lucram com o comércio de especiarias e demais artigos de luxo orientais.

Temendo pelo futuro da Carreira das Índias, em 1683, com muito empenho dos Jesuítas, foi introduzido em Santa Cruz o plantio de pimenta e canela, com ótimos resultados. O sucesso de especiarias nas províncias lusitanas da Terra de Santa Cruz só faz enfraquecer ainda mais a importância das feitorias orientais.

As duas carreiras coloniais não se conectam diretamente. A Carreira de Santa Cruz, através do Mar Oceano, negocia diretamente com a Metrópole e com o Continente Negro. A Carreira das Índias liga o Oriente à Metrópole, passando pelo Continente Negro. São Paulo de Loanda acaba funcionando como entreposto preferencial para os mercadores que compram especiarias e móveis das Índias para revenderem em Santa Cruz.

Dos Tropeiros

Os Tropeiros são os Bandeirantes do comércio. Sem eles, os colonos do interior ainda viveriam em casa de sapé e os mineiros morreriam de fome. Nem todo caminho pode ser percorrido a cavalo, em carroças ou carro de boi. Nas capitanias do sul, o interior é isolado do litoral pela íngreme Serra de Paranapiacaba. Além da ausência de pontes na maioria das travessias de rios, as travessias das serras só podem ser realizadas a pé, com raras exceções. Para a travessia da serra de Amanatykyra, são usados carregadores nativos, quando vindo de São Vicente, ou escravos negros, quando vindo de São Sebastião.

As mulas são utilizadas para transportar carga de São Vicente a Piratininga, atravessando a muralha verde. Esses animais são mais resistentes que os asnos e os equinos, próprios para tais travessias. São muito eficazes nas trilhas sinuosas, pedregosas e montanhosas. Contudo, não há criação de gado muar na província, sendo poucos os proprietários de mulas. Assim, o lombo escravo é o mais utilizado pelos bufarinheiros.

Com a descoberta das minas, os primeiros tropeiros a levarem mercadorias à região avançaram pelo vale do rio São Francisco, que permite usar cavalos e carroças. Se essa rota é a mais tranquila, ao mesmo tempo é mais demorada. Isso deixa esses tropeiros um pouco mais vulneráveis a ataques de bandoleiros, quilombolas, nativos e criaturas diversas. Assim, as caravanas acabam tendo de se precaver de tais ataques.

Das mulas

Só mesmo a indiferença pelo que se passa no interior pode justificar a indiferença do governo-geral quanto à ausência do gado muar na colônia. Como a criação de gado é forte apenas nas capitanias do Nordeste, os rancheiros de lá não têm nenhum estímulo para criar esse tipo de gado, pois os caminhos do sertão são bem mais tranquilos e acessíveis.

Conversando com um mercador de Colônia do Sacramento, soube que os muares consomem, para viver, em torno de um quarto do que um cavalo come, e menos água. Além disso, os muares resistem mais ao trabalho pesado, podendo carregar até metade do seu próprio peso, que varia entre 250 kg a 400 kg. Um cavalo mal carrega um terço de seu peso.

Seus cascos são duros e resistentes, não sendo necessário ferrá-los para carregar mercadoria em terrenos planos. Nas trilhas montanhosas, parecem cabras, subindo passo a passo sem mostrarem sinais de esgotamento. Mesmo nessas condições, são capazes de trabalhar por mais de 35 anos.

As mulas ignoram terrenos alagados e apresentam inteligência superior aos seus parentes equinos. De percepção aguçada, raramente se colocam em situação de risco. Além disso, não são afoitas e não se assustam por qualquer coisa. Diversamente ao nosso burrico, são disciplinadas e obedientes. Quando estão em seu limite, simplesmente param ou deitam para descansar. E não há santo ou demônio que as façam levantar!

Anúncios
Published in: on 10 de janeiro de 2019 at 18:57  Deixe um comentário