FON

No Continente Negro, os Fon estão concentrados no Reino de Dahomey, na costa ocidental, na região conhecida como Costa do Ouro. O reino sofreu recente derrota na luta contra o Império Oyo, dos Iorubá. Assim, uma boa leva de escravos fon foi exportada para o Novo Mundo. A maioria, entretanto, não veio para a colônia lusitana, mas para as ilhas do norte, dominadas por Castelhanos e Franceses.

Mesmo sendo tendo uma presença numericamente inferior, sua cultura não foi dominada pelos Banto. Sua religião, o Vodum, praticada também por povos vizinhos, é fortemente estruturada e disciplinada. Sua organização e hierarquia acabam servindo de parâmetro para as demais religiões negras.

Com o início da mineração no interior da colônia, aumentou a procura por escravos vindos da Costa do Ouro, uma vez que já possuem experiência com o trabalho nas minas. Assim, os Fon, que até então estavam mais presentes no Norte e no Nordeste, começam a se multiplicar na terra dos bandeirantes.

VODUM

O Vodum é uma tradição religiosa baseada nos ancestrais, que tem as suas raízes entre os povos dos reinos do Benim e Dahomey. Vodum, na língua Gbe (falada por várias etnias na Costa do Ouro, entre elas os Fon), significa “espírito”. Os voduns representam ancestrais divinizados e forças da natureza.

Em Dahomey, os ancestrais da realeza viram culto nacional e sufocam as casas familiares, que também possuem cada uma os seus voduns. Há também os voduns públicos, mais antigos, associados às grandes forças da natureza, como o trovão, o mar e a terra; ou de caráter territorial, protetores de locais específicos.

De acordo com os Fon, a pessoa integra quatro almas: um destino (kpoli), um princípio dinâmico (legbá), o espírito guardião de um ancestral (djoto) e uma divindade principal (vodum).

Na Costa do Ouro existe a crença em um mundo invisível, paralelo ao nosso, morada das forças espirituais, uma réplica do mundo sensível dos viventes. A morte é uma viagem para este outro mundo, o país dos mortos. Mas se trata de mortos que continuam a agir e interagir com o mundo dos vivos. A relação entre família, clã e reino gera conexões de parentesco indissolúveis mesmo com a morte.

Porém, a identidade familiar dos Fon não pode ser replicada na colônia devido à ruptura de laços e ao afastamento geográfico das sepulturas. O culto passa, então, a se concentrar nos grandes voduns públicos.

A travessia do Mar Oceano serviu para aprofundar laços de solidariedade entre aqueles que foram afastados de suas famílias. Os companheiros de viagem, chamados de Malungos, passam a ser os novos parentes. Entre eles vale inclusive o tabu do incesto.

Uma vez já estabelecidos na colônia, os Fon sofrem com o isolamento e falta de contato com outras regiões. Com o tempo, entretanto, novas genealogias vão sendo formadas, e a ancestralidade tende a ocupar novamente um lugar de destaque. Enquanto isso, em Dahomey, novos voduns reais vão se formando. As próximas gerações de Fon a chegarem à colônia trarão voduns desconhecidos por aqueles que aqui estão.

COSMOGONIA

Mawu é o ser supremo dos povos Fon, quem criou a terra, os seres vivos e os voduns. Lissá, ao lado de Mawu, é o vodum da Criação, pai e ancestral de todos os demais voduns. Enquanto Mawu representa o frescor e os prazeres da vida, Lissá encarna o trabalho, a seriedade e a determinação.

A divindade dupla Mawu-Lissá é intitulada Dadá Segbô (Grande Pai Espírito Vital). Em seu primeiro parto, Dadá Segbô gerou Sakpatá. Depois gerou Heviossô, que é macho e fêmea ao mesmo tempo. No seu terceiro parto, Dadá Segbô gerou o casal de gêmeos Agbê e Naeté. Na sua quarta concepção veio Agué e na quinta veio Gu, ambos machos. Na sexta veio Djó, a atmosfera, sem gênero definido, e em sétimo veio o caçula, Legba.

Depois de criar Ayìkúngban, o Mundo, Mawu deu seu domínio a Sakpatá. Heviossô, por ser muito parecido com seu genitor, permaneceu no Céu, governando os elementos e o clima. Agbê e Naeté receberam o domínio de Hu, o mar, que refresca a terra. Agué foi encarregado das plantas e dos animais que a habitam. Gu, que tinha o corpo feito de pedra e uma lâmina no lugar da cabeça, ficou responsável por auxiliar os homens a dominar o mundo criado e garantir seu sucesso e felicidade em suas cidades. Djó foi responsável por separar o Céu da Terra e dar trajes de invisibilidade a seus irmãos. Já o caçula, Legba, permaneceu junto de Mawu.

A cada filho, Mawu ensinou uma língua diferente, que deveria ser usada em seus próprios domínios. Djó ficou encarregado de ensinar a linguagem aos homens, mas todos se esqueceram como falar a linguagem de Mawu, com exceção de Legba, que nunca se separou dela. Assim, todos, até mesmo os voduns, precisam recorrer a Legba para se comunicar com Mawu.

OS VODUNS

Legba: representa as entradas e saídas e a sexualidade. Geralmente instalado na entrada da aldeia, afasta todos os maus espíritos. É invocado antes de qualquer cerimônia, para garantir a calma e o bom andamento do ritual. Esta regra jamais é esquecida pelo povo Fon, pois  Legba é o mensageiro entre os homens e os voduns, o intermediário, o linguista, o tradutor. Legba sabe falar todas as línguas. Mas não faz nada sem uma oferenda. Ele pode ser encontrado em todos os templos, pois é aquele quem abre o caminho para os demais voduns poderem atuar. O fetiche de Legba é colocado nas portas, pois protege o lugar com Barreira Astral. Jovial, astuto, audacioso, vaidoso, suscetível, irascível, caprichoso, grosseiro, indecente, que pode atrapalhar ou resolver qualquer problema. Legba é um desordeiro, gosta de disputas e intrigas, perturba a harmonia e semeia confusão, mas é reverenciado como um transformador, e não visto como um mal.

Heviossô: vodun que comanda os raios e relâmpagos. É o vodum do céu, que se manifesta em forma do trovão e do raio. É considerado um vodum de justiça que castiga ladrões, mentirosos, criminosos e malfeitores, incluindo os feiticeiros. Os seus emblemas são o Sô-kpé (“pedra de raio”) e o Sossiovi (machado de uma lâmina com forma de cabeça de carneiro).

Djó: vodum do ar, da atmosfera. Sua característica é a invisibilidade. Vive entre o céu e a terra.

Agbê: vodum dono dos mares. Senhor de Hu, o mar. Ele é representado por uma serpente, um símbolo que representa tudo o que é perene.

Naeté: irmã de Agbê, é a vodum das águas calmas.

Aziri: vodum das águas doces. Vive nas profundezas dos rios e lagoa. É uma serpente aquática.

Sakpatá: vodum da varíola. Por extensão, é o vodum de inúmeras enfermidades contagiosas que deformam o corpo. Todo o povo Fon o teme e o cultua fervorosamente. Seus sacerdotes são os únicos capazes de realizar a cura da doença, da mesma forma como podem também castigar com a varíola. Em Dahomey, o culto de Sakpatá é olhado com suspeita e, em alguns lugares, banido. Há sempre a suspeita de que seus sacerdotes espalham deliberadamente a doença para aumentar seu poder. Uma vodúnsi de Sakpatá não pode ser dada como esposa para o rei.

Gu: vodum dos metais, da guerra, do fogo, e da tecnologia. O ferreiro e agricultor, dono e criador de todas as armas. Caçador e guerreiro, o cão. O emblema principal de Gu é o Gubassá, uma adaga metálica adornada com desenhos místicos utilizada em diversos rituais, incluindo o culto de Fá, para abrir caminho para o mundo dos espíritos. Em segundo plano fica o Gudaglô, menor que o Gubassá, que Gu utiliza para defender seus filhos dos inimigos. Gu é representado portando estes dois sabres, o Gubassá na mão direita e o Gudaglô na mão esquerda.

Ayizan: “a esteira da terra”, vodum feminino da crosta terrestre e dos mercados, onde as pessoas se encontram e interagem. A ela também é atribuído o dom da palavra e da comunicação, e desta forma está estritamente ligada à Legba. Vodum responsável pela proteção da comunidade, guardiã do portal entre os dois mundos, espiritual e material.

Dan Ayidohwedo: vodum da riqueza, representado pela serpente que se rasteja e se esconde na terra, mas que ascende ao céu na forma de arco-íris. Dan rege a imortalidade, a duração das coisas, a preservação da vida.

Agué: vodum da caça e protetor das florestas. Ele tem uma só perna, às vezes representado também com um só braço e um só olho. Ensinou aos homens o segredo das plantas. Agué é também o chefe de todos os Aziza, os espíritos da floresta. Seu emblema é o arco e flecha, e encarna a inteligência e a sensibilidade do indivíduo para se adaptar à natureza. Reina sobre as aves e todos os animais.

Loko: o vodum dentro da árvore. Loko é cultuado em toda parte. Vodum das árvores sagradas, associadas às práticas terapêuticas. Seus altares são chamados Atínsá (no pé da árvore).

Fa: vodum da adivinhação e do destino. Fá é o deus da adivinhação ou da mensagem divina. Seus sacerdotes não entram em transe.

Agassu: vodum que representa a linhagem real do Reino de Dahomey. Herói mítico fundador da linhagem dos Kpòvĭ (filhos do leopardo). Seu nome significa “bastardo”. Seus descendentes fundaram os reinos de Allada, Hogbonu e Abomey, na Costa do Ouro. O rei é o leopardo, visto como divindade da guerra.

OS SACERDOTES

A manipulação dos elementos cerimoniais, sacrifícios e oferendas constitui o saber especializado dos sacerdotes como mediadores entre o mundo material e o espiritual. O ritual tem como principal finalidade a revelação através da adivinhação, acompanhado de oferendas e sacrifícios nos altares.

Os sacerdotes são chamados de Vodunon (o homem) e Vodúnsi (a mulher). Os vodunons são, em regra, os chefes dos cultos. Raras são as vodúnsis que ocupam essa função. Os sacerdotes de Fa (Bokonon) e de Agassu (Agassunon) atuam de forma distinta.

Os sacerdotes não dão ordens aos voduns. Eles pedem ajuda e os voduns respondem. Os voduns não trabalham para os devotos, eles fazem o que querem. O ritual apenas os convoca. A religião é apenas um caminho para os voduns se comunicarem com o mundo dos homens.

Hunkpame: templo dedicado ao culto vodum, existente apenas no Continente Negro.

Força vital: a força vital circula e é transmitida de um ser a outro. Uma pessoa pode ganhar ou perder força vital. Princípio semelhante ao ntu dos Banto e ao axé dos Iorubá.

VODUNON

O Sacerdote, o “detentor do vodum”. É ele quem mais acumula força vital. Enquanto chefe da aldeia, o vodunon pode ser também o chefe da família. Ele é obrigado a conhecer todos os segredos do vodum, as maneiras de tratá-lo para manipular suas forças, mas sem necessidade de entrar em relação mística com ele, ou seja, em transe. Sua atividade religiosa, além de gerar bens materiais, aumenta seu prestígio social. Ele é o símbolo da coletividade. A comunicação com os ancestrais e forças místicas é que legitima a sua autoridade como chefe. Na Terra de Santa Cruz, por sua vez, a aldeia se transforma na senzala. O clã é substituído por laços de solidariedade formados pelas circunstâncias.

Em Dahomey, o vodunon raramente incorpora seu vodum. Não há nenhum impedimento para que o faça, mas suas funções políticas e administrativas exigem total controle de seus atos. Na colônia, sua realidade é diversa. Não há Hunkpame para administrar, apenas a sobrevivência: sua e de sua religião.

O vodunon só pode incorporar o seu vodum. Aos demais, porém, pode pedir e negociar ajuda. Menos a Fá e a Agassu, cujos sacerdotes seguem práticas distintas.

VODÚNSI

Vodúnsi é o nome genérico para as sacerdotisas dos voduns. A iniciação é dividida em dois estágios. O primeiro é a iniciação simples, Vodúnsi-he. O segundo é celebrado com intervalo de vários anos, tornando-se Vodúnsi gonjaí. Só estas podem assumir a função de Noché (chefe da casa), um ano após a conclusão da iniciação.

Em Dahomey, a vodúnsi enfrenta, desde nova, um longo processo de iniciação no Hunkpame. Lá, a sacerdotisa sofre uma morte ritual, para renascer como esposa do vodum. No final de todo o processo, ela é reintegrada à sociedade, um processo difícil, longo e doloroso.

Para chamar o vodum, a vodúnsi esfrega de leve as mãos uma na outra. Quando ele chega, ele se levanta de súbito. As vodúnsis não dançam para iniciar a possessão; é o gesto de ficar em pé que marca o momento.

A vodúnsi incorpora a dignidade, calma e sobriedade atribuídas ao vodum. A expressão do vodum é reelaborada cada vez que ele é incorporado e se manifesta na vodúnsi. Mas os voduns não podem ficar por muito tempo, pois as vodúnsis se cansam.

Na Terra de Santa Cruz, não há templos, não há sequer, na maioria dos casos, um vodunon capacitado para dirigir a iniciação da noviça. Isolados em suas áreas de servidão, afastados por uma imensidão de água de sua terra de origem, de seu clã, de seus espíritos, a iniciação de uma nova vodúnsi é um período de descobertas tanto para a iniciada quanto para o seu mestre, na base da experimentação e intuição, com uma pequena ajuda dos próprios espíritos.

A vodúnsi-he, tradicionalmente, só pode incorporar o vodum no qual ela for iniciada e pedir auxílio a Legba. Entretanto, em Santa Cruz, o isolamento necessário para o “casamento” da iniciada é impossível. Ela desenvolve muito a sua capacidade de incorporação, mas a sua relação com o mundo dos voduns é desenvolvido de forma precária, incompleta.

Assim, algumas vodúnsis descobriram que são capazes de incorporar outros voduns. Só não é aconselhável que o façam. Sem atingir um alto grau de conhecimento religioso (dominado pela vodúnsi gonjaí), correm o risco de irritar os voduns, principalmente o seu próprio. Além disso, pode ocorrer de atrair outro tipo de espírito (qualquer outro espírito!).

Em Dahomey, as vodúnsis são extremamente respeitadas em suas comunidades e por seus familiares, mas raras são as que atingem relevância política, sendo a maioria gente do povo. Assim, a incidência de vodúnsis nos navios negreiros é bem maior do que a de vodunons. Enquanto o vodunon domina a arte da iniciação, a vodúnsi-he só tem como referência o seu próprio processo de aprendizado.

AGASSUNON

Sumo-sacerdote de Agassu, possui o papel de chefe de cultos dentro da cidade real. Seu emblema é o leopardo, cuja pele faz parte das insígnias tanto do rei como do Agassunon.

A presença de um sacerdote de Agassu no Novo Mundo é um tanto improvável. Isso só seria possível a partir da escravização de um membro da família real ou de um Agassunon. Porém, a escravização de um sacerdote real é rara, ocorrendo apenas em circunstâncias excepcionais, como nas brigas de sucessão.

O Agassunon, assim como o rei, tem o poder de se transformar em um leopardo. Essa transformação ocorre em três níveis, sem entrar em transe:

Sobre-humano: o sacerdote adquire habilidades e sentidos de um leopardo, bem como garras nas mãos.

Híbrido: o sacerdote se transforma em um ser semelhante a um Kanaíma. Caminha ainda ereto, mas adquire feições animalescas, bem como uma pelagem de leopardo. É a forma que atinge o maior nível de força e de capacidade destrutiva.

Animal: o sacerdote se transforma em um leopardo de fato.

Contudo, a não ser que seja um Agassunon iniciado no templo real de Dahomey, uma iniciação em Santa Cruz será necessariamente precária e incompleta, havendo um grande risco do sacerdote perder o controle nas formas híbrida e animal. Para tanto, será preciso um grande conhecimento e domínio da religião vodum.

Como os demais sacerdotes, o Agassunon poderá chamar Legba.

BOKONON

Sacerdote de Fa, “aquele que carrega os amuletos”. Atua de forma mais independente e individualizada, sem estar sujeito a organização de um templo, vivendo de seus serviços, preparando poções e fetiches. É um especialista com funções principalmente de cura e adivinhação, que atua segundo a demanda dos clientes, sem entrar em transe. No Continente Negro, a remuneração constitui elemento central da prática religiosa: cobrar ou exigir retorno material pelas consultas oraculares, processos de iniciação (inclusive das vodúnsis) ou pela fabricação de bŏs. Assim como os demais sacerdotes, o Bokonon poderá, ainda, pedir auxílio a Legba. Ele diferencia-se do bruxo por ser um ator benéfico. Bruxo é o praticante de atividade antissocial e agressiva.

Os Bokonons não são escravizados em quantidade significativa. Poucos estão atuantes na colônia lusitana. Entretanto, sua atuação e aprendizado mais despojado permitem um ensinamento mais eficiente de suas habilidades, que são basicamente a Adivinhação, a Cura e a fabricação de Bŏs e Botchios. Bŏ e Botchio são pertences do Bokonon, mas podem ser vendidos ou utilizados por terceiros.

Bŏ: remédios, amuletos e talismãs. Enfim, magia, feitiço e contrafeitiço. Medicina sagrada e outros objetos de poder de caráter defensivo, propiciatório ou agressivo. Os escravos em Santa Cruz chegam a usar bŏs para proteger os senhores que consideram bons. Já o uso dos bŏs contra a escravidão deu nova funcionalidade a esses objetos, sendo associados pela sociedade colonial à feitiçaria.

Botchio: o “cadáver” do Bŏ. São figuras antropomórficas de madeira que podem constituir um dos elementos do Bŏ. Podem, inclusive, exigir sacrifícios para serem reativados. Alguns brancos confundem o botchio com o próprio vodum, mas não se venera um botchio, usa-se o botchio. Ele não representa um vodum, mas pode servir para invocá-lo. Em Dahomey, seu uso recebe algumas proibições, segue algumas regras. No Novo Mundo, tais limitações inexistem.

Bokanto: adivinho convocado após o sepultamento de uma pessoa. É uma especialidade: o Bokanto aprende um ritual extra que lhe permite escutar os mortos. Não há diálogo: o morto só falará aquilo que deseja. O adivinho esfrega as mãos sobre um pote invertido, até que a voz do defunto seja escutada, com a revelação da causa da sua morte. Mas tal magia só pode ser realizada até dois dias após a morte da pessoa.

DJOTO

Espírito de um ancestral da linhagem que acompanha o indivíduo como um anjo da guarda. Ele não apenas acompanha, mas é um elemento espiritual constitutivo da pessoa.

Qualquer pessoa sensível à magia pode ter um djoto, mas um sacerdote poderá se comunicar com ele de forma mais direta. Uma pessoa comum poderá até ter um djoto sem se dar conta disso.

Published in: on 8 de janeiro de 2019 at 18:15  Deixe um comentário