PRINCIPAIS PERSONAGENS DO VICE-REINO

Abade Tito

Descrição: sacerdote franciscano de grande popularidade, preocupado em registrar a ação da Igreja na colônia através de várias cartas e manuscritos, alguns publicados na Metrópole. Possui o respeito dos diferentes grupos da Igreja, mantendo uma postura distanciada e interessada. Suas idéias agradam tanto aos defensores dos índios quanto aos seus detratores, pois o único alvo real de suas críticas é o governo. O abade exalta a importância do trabalho da Igreja na manutenção da colônia, e a defende como principal sustentáculo político da realeza, colocando-a como peça fundamental da sociedade, sem a qual esta se desmancharia no caos. O abade é uma figura simpática, de comentários irônicos e fala mansa. Possui sangue mestiço. Vive em Trujillo, mas viaja muito.

Arcebispo Dom Garcia de Toledo

Descrição: sacerdote agostiniano de grande popularidade e influência. Muito preocupado com os assuntos da Igreja e a proteção dos índios, mas não se envolve com os assuntos dos outros. Apesar de sua influência, procura se afastar das tramas políticas e se envolve apenas com aquilo que está diretamente ao seu alcance. Sua total falta de ambição é bastante apreciada por seus colegas. É responsável pela fundação de algumas igrejas e conventos. É bastante admirado pelo povo. Além disso, seus feitos ganham maior notoriedade e divulgação. No jogo, seria plausível se, após a sua morte, quiserem santificá-lo. Vive em Lima.

Bispo Martínez de La Torre

Descrição: sacerdote dominicano do Santo Tribunal, extremamente influente e conhecedor da religião que prega. Faz parte do grupo que vê os índios como seres inferiores e responsáveis por sua própria desgraça. Suas declarações contra os índios e sua atuação frente ao Santo Tribunal, ao contrário do que pode parecer, não vão contra a religião católica, estando de acordo com a filosofia e a crença religiosa da época. O bispo La Torre apoia fervorosamente a ação dos missionários, mas considera ingratidão quando o resultado não é satisfatório. De fato, o bispo La Torre se encontra mais preocupado com a política e a riqueza da Igreja do que com o bem estar dos índios, e por isso está na posição que ocupa. Sua dedicação à Igreja é sincera e fervorosa.

Capitão Antônio de Eranzo

Descrição: aventureiro castelhano muito hábil com a espada, boêmio, contador de histórias e temperamental, sempre se envolvendo em brigas. Por isso, está sempre mudando de cidade. Apesar de ser personagem de destaque do exército real, poucos toleram sua capacidade de criar confusão. Se não fosse tão hábil e corajoso combatente, capaz de aceitar as mais impossíveis missões, já se encontraria na cela de uma prisão. Com certeza, tolerariam bem menos se soubessem que Antônio de Eranzo é na verdade Catalina de Eranzo, uma destemida mulher de origem humilde que decidiu não levar a vida submissa e sem graça das mulheres de Castela. Tem 28 anos.

Nota: este personagem foi inspirado num caso real. Quando o capitão foi condenado à morte por causa de uma de suas brigas, buscou refúgio num convento e contou toda a verdade. Assim, a aceitaram como reclusa e ela ficou longe das mãos do governo e da população irada.

 

Dom Francisco de Castro

Descrição: visitador do Conselho das Índias, enviado a Nova Castela para supervisionar o cumprimento das ordens do Conselho. D. Francisco tem 32 anos e é irmão de um influente jesuíta que se preocupa bastante com a situação dos índios nas colônias. Nobre e idealista, aceitou a sugestão do irmão e partiu para Lima clandestinamente. Em seu lugar enviou um outro irmão, um pouco mais novo, apostando ser pouco conhecido em Nova Castela. O objetivo de D. Francisco é viajar incógnito pela colônia e observar a real situação dos índios. Mas ele conhece bem o Conselho e sabe que os maus tratos aos índios apenas resultará em mais uma ordem do Conselho para ser ignorada pela Audiência. Assim, tentará levar para Castela relatos sobre irregularidades políticas e administrativas danosas aos cofres da Coroa. Para ajudá-lo, seu irmão jesuíta forneceu alguns nomes de confiança na Igreja.

Dom Gaspar Hernandez

Descrição: ouvidor da Real Audiência e descendente de Pizarro. Portanto, possui sangue da nobreza inca. É um forte defensor dos interesses dos senhores-de-terra e dos mineradores castelhanos. Muito ativo politicamente, é fonte de preocupação para o vice-rei, que, discretamente, procura aumentar o poder político de alguns corregedores ligados a Gaspar para criar uma incômoda concorrência. Ganancioso e arrogante, Gaspar se orgulha de ter conquistado a sua posição sem recorrer aos seus ilustres antepassados. Como D. Gaspar existem vários, de menor ou igual expressão.

 

Dom Martín Velasco de Mendoza

Descrição: atual Vice-Rei de Nova Castela, 40 anos de idade. Homem de caráter nobre, de bastante cultura e conhecimento político. Portanto, sabe tudo sobre as intrigas da Audiência e a influência da Igreja. Embora não tenha ambições de riqueza, quer voltar para Castela com o status de grande administrador. Dessa forma, procura não se envolver diretamente em questões domésticas, como o problema dos índios. Bastante diplomático, vem conseguindo agradar os principais grupos de poder. Como todos os vice-reis deste século, não se destaca por grandes feitos, se limitando a manter funcionando bem o que já está pronto. E nem a Coroa exige mais do que isso.

Mendoza é um homem calmo, atento e sempre simpático, nunca deixando transparecer o que realmente pensa. É sensível aos apelos da Igreja em favor dos índios, mas não tomará nenhuma atitude que possa por em risco o equilíbrio estabelecido. É casado e tem quatro filhos. Cabe ao mestre do jogo decidir se Mendoza está no início, no meio ou no final do mandato.

Fernando Salinas

Descrição: principal contrabandista de Lima, morador do callejón. Conhece cada palmo do porto de Callao. É um líder da marginalidade das duas cidades. A Guarda Real o procura, mas nem ao menos conhece o seu rosto. Consegue colocar ou tirar da colônia qualquer objeto ou indivíduo. Freqüenta festas da sociedade com seus inúmeros disfarces. A invasão de Callao pelos piratas anda fazendo muito mal para os seus negócios. Até mesmo figuras importantes recorrem a seus serviços.

 

Isabel Flores

Descrição: é um símbolo da religiosidade colonial. Piedosa, terna, humilde e delicada. Mortifica seu corpo e jejua continuamente. Vive reclusa no jardim de sua casa, em Lima, numa pequena choça, onde brotou espontaneamente um rosal. Tem 37 anos e passa os dias dedicada a oração e penitência. Possui os seguintes poderes divinos: Abençoar, Amizade, Comunicação, Cura, Evocação divina e Remover magia. Além disso, tem domínio sobre os animais domésticos e os bichos da cidade, sem que para isso necessite usar algum poder.

Nota: o personagem foi baseado na vida de Santa Rosa de Lima, que viveu entre 1587 e 1627. Na adaptação para o jogo, a data foi alterada e Rosa ainda se encontra viva. Quando Rosa morreu, uma imensa multidão foi à igreja de Santo Domingo, onde seus restos são venerados. Os católicos do Peru pediram ao Papa para beatificá-la, o que só aconteceu em 1671. Quando o Papa teve dúvidas sobre a sua santidade, nasceu uma rosa em sua mesa.

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Published in: on 15 de março de 2010 at 1:37  Comments (2)