CIDADES E TEMPLOS PERDIDOS

Espalhadas pelo Vice-Reino de Nova Castela, há diversas cidades e templos construídos pelos incas ou por culturas ainda mais antigas. Algumas foram descobertas pelos castelhanos; outras são conhecidas apenas pelos incas. Algumas, sua localização se perdeu há muito. E há aquelas que, de tão antigas, foram totalmente esquecidas pelas civilizações serranas e já eram ruínas antes dos castelhanos pisarem no Novo Mundo.

Chanchán

Era a principal cidade dos Chimus, bem próximo a Trujillo. A maior cidade da costa, rivalizando com Cusco. Construída com adobe, se estende sobre uma superfície de 18 km². É composta por nove unidades de casas, rodeadas por muralhas de até 7m de altura e 700m de comprimento. Cada vez que morria um curaca, seu palácio era selado com todos os seus servidores, virando um mausoléu. O povo ocupava os setores próximos a estes palácios gigantescos em vivendas precárias. Quase todas as unidades possuem um reservatório de água, jardins irrigados, ruas, casas, lagos artificiais, pirâmides-cemitérios e outras construções. Os castelhanos já a encontraram em ruínas.

Chavín

Centro cerimonial de 2 mil a 3 mil anos atrás. Chavín já era ruína quando os incas surgiram. Porém, o seu interior permanece bem conservado. Foi ignorada por castelhanos e incas. O culto era ao Felino Alado. A cidade fica próxima a Huaraz, do outro lado da Cordilheira Branca. A cidade é composta de várias estruturas e praças. São diversos edifícios piramidais de mais de 10 m de altura. As praças são rebaixadas e possuem portais e escadarias. As pirâmides abrigam uma rede de passagens e recintos internos que, em alguns casos, se sobrepõem. Pedras com figuras míticas em alto e baixo relevo decoram edifícios, praças e muros. Do alto do muro surgem pedras esculpidas em forma de cabeças ferozes, eqüidistantes e em fileiras horizontais. Nas passagens internas reina a penumbra total e perpétua, a não ser por fios de luz que penetram por respiradouros que se comunicam com o exterior e renovam o ar constantemente. Por estes mesmos dutos se propagava a voz dos oráculos de Chavín. Luz e escuro, dia e noite, são temas sempre presentes na sua arquitetura. No portal do templo principal, uma coluna é branca e a outra é negra, assim como as escadarias de acesso. A cidade se encontra desabitada há séculos… pelos vivos.

Templo principal: estrutura de 5.000m² e melhor conservada, com 10m de altura. Estrutura piramidal formada por três plataformas: a primeira e a segunda de 4m e a terceira de 2m. O portal consiste em um vão onde aparecem duas colunas cilíndricas de 2,30m que conduz a duas escadas íngremes, que levam à base de outras escadarias e à entrada do edifício. O interior do templo é composto por passagens e galerias revestidas de pedra. As passagens não têm largura nem altura uniforme, mas permitem transitar confortavelmente. Os dutos de ventilação também são capazes de produzir estranhos efeitos sonoros. Na parte central e principal do templo, em um cruzamento, encontra-se um monólito de 4,60m, com figuras míticas e aterrorizantes esculpidas em pedra. O templo possui passagem subterrânea para outra unidade.

Praça circular: junto ao templo principal, tipo arena, com 21m de diâmetro. Possui ornamentos sobrenaturais, colocados de perfil e virados para a mesma direção, além de dois felinos situados a seus pés.

Pirâmide: colado ao templo principal, se encontra uma pirâmide de 60 x 50m já bastante destruída. Suas galerias internas já se encontram quase à flor da terra. Ao longe, parece um morro.

Praça Quadrangular: praça escavada e cercada por escadarias. A parede se encontra revestida de pedra e há um obelisco em seu centro, semelhante ao existente no interior do templo. Mede 47 x 49m. É flanqueada pelas plataformas norte e sul, duas outras estruturas retangulares, com galerias internas, medindo 64 x 26m.

Cuélap

Na vertente da selva, perto de San Juan de La Frontera, se encontra uma gigantesca fortaleza, desconhecida tanto para os incas quanto para os castelhanos. É formada por altas muralhas de granito rosado que alcançam mais de 20m de altura. A fortaleza se encontra a 3 mil metros, construída na ponta de uma montanha cujas ladeiras são muito abruptas e inacessíveis, numa queda de 500m. A fortaleza fica no meio de um bosque compacto que não permite ter uma boa visão de seu conjunto. No alto há diversos postos de observação.

O portal principal cuida do único acesso. A entrada dá em um corredor que se alarga e depois vai se estreitando até passar um homem apenas. No final do corredor, há um precipício. Na parte superior da entrada, há duas grandes torres circulares.

A primeira murada tem 582m de comprimento e 20m de altura. A segunda, 275m de comprimento e 15m de altura. Ao sul e ao norte, a 350m de distância, duas construções similares: a primeira tem 600m de comprimento e 5m de altura, e a segunda tem 100m de comprimento e 8m de altura. O abastecimento de água é subterrâneo.

A fortaleza é totalmente voltada para a defesa. Imprensada contra o precipício, é como se seus antigos ocupantes não precisassem sair, exceto por alguma passagem secreta. Cuélap se encontra abandonada, mas em condições de ser usada novamente.

Eldorado

O que todo mundo sabe: é a mais conhecida e comentada lenda entre os conquistadores. Uma cidade esplendorosa, toda coberta de ouro, para onde foi levada grande parte da riqueza do Império do Sol. Segundo as lendas, sua localização seria na selva. Em busca do Eldorado partiram os mais ousados e ambiciosos aventureiros, dando origem às mais arrojadas expedições já vistas na Terra de Santa Cruz. Nenhuma delas, porém, teve sucesso. As de mais sorte conseguiram, ao menos, desbravar um território até então desconhecido e intensificar a colonização e o trabalho dos missionários. Devido a isso, poucos atualmente realmente acreditam em sua existência.

O que ninguém sabe: o Eldorado realmente existe. Porém, não é uma cidade inca e nem sua riqueza provém do Império do Sol. Seus habitantes são originários das cordilheiras, mas de uma cultura anterior ao Império. Pouco numerosa, construíram esta grandiosa cidade em meio à selva com a ajuda de tribos locais, entre elas as lendárias Amazonas. Cultuam o Sol e também o Jaguar. Com o tempo, porém, as relações com seus vizinhos ficaram bastante estremecidas, originando diversos conflitos que destruíram boa parte da cidade. Se hoje parte da cidade ainda se mantém de pé e seus habitantes ainda estão vivos, embora sem o brilho e a arrogância de outrora, isso se deve a uma pequena e misteriosa interferência externa, conhecida apenas pelos líderes das tribos envolvidas.

Huacas

São locais sagrados, centros da devoção popular dos incas. Podem ser locais abertos ou fechados. Não se trata do culto oficial dos incas, embora houvesse uma preocupação do Império em mantê-las e preservá-las. Na colônia, há vários destes pequenos templos e locais de culto espalhados pelo Vice-Reino. Alguns foram destruídos pelos castelhanos, outros transformados em capelas ou igrejas, mas muitos se encontram em atividade, mantidos pelos incas. A igreja tenta a todo custo diminuir o culto às huacas, mas são tantas, e algumas tão discretas, que o próprio governo vem relaxando no controle, só agindo em flagrantes ou em casos específicos. Segundo a tradição, a huaca protege a comunidade local e dela se obtém oráculos se for oferecido um sacrifício. Geralmente, o culto é feito através de oferendas.

Kuntur-Huasi

Templo de culto ao condor, ainda desconhecida dos castelhanos. É um edifício de três plataformas, um pouco em ruínas, construído a 2.110m em Cajamarca. Nas imediações há um abismo com ninhos de condores. Na terceira plataforma há uma capela e os lugares sagrados, com imagens dos condores.

Machu Pichu

A 2.700m de altura, na vertente da selva, próxima a Ollantaytambo, se encontra encravada uma monumental cidade de pedras trabalhadas e polidas. Em cima de uma íngreme montanha, entre profundos abismos do vale do Urubamba, limitada por quatro montanhas, é praticamente impossível avistá-la de longe, muito menos de baixo.

A cidade foi construída no crepúsculo do Tahuantinsuyo, e com a função de ser uma cidade sagrada, habitada por sacerdotes, acllas e amautas (sábios). Para a manutenção da cidade foi criado um setor agrícola, um muro de defesa e tudo o que fosse necessário para uma cidade, como prisão e cemitério. Portanto, junto aos ilustres habitantes também havia um pequeno contingente de soldados e yanas.

Com a chegada dos castelhanos, a cidade foi esquecida. Como havia sido recém criada, apenas duas gerações foram necessárias para que ninguém mais soubesse da existência de Machu Pichu, ou do caminho tortuoso que segue para lá. Informados sobre o que acontecia a seu povo, seus governantes decidiram manter a cidade isolada do resto do mundo: ninguém saía, e não havia ninguém para entrar.

Apesar de seguir os costumes incaicos, politicamente a cidade acabou seguindo rumos diferentes. Ao invés de um Inca, há um conselho sacerdotal, cuja liderança não é hereditária. Muito de seus habitantes são celibatários e, como a cidade se encontra impossibilitada de crescer, a população segue um rígido controle de natalidade. Além disso, ¾ da população original era de mulheres. É um misto de convento e universidade, voltada para o conhecimento e o desenvolvimento espiritual. Porém, trata-se de uma cultura estagnada, sem renovação intelectual, espiritual ou tecnológica. Apenas a forte influência dos sacerdotes e a rigidez de seus métodos conseguem domesticar a inquietude espiritual e intelectual de seus habitantes.

Na entrada da cidade, uma grande escadaria leva a um pequeno observatório e um conjunto de construções rústicas. Rodeando toda a cidade se encontra uma muralha de 5m de altura por 1,80m de espessura. Em seguida, um setor agrícola, com plataformas de cultivo (sucres) ligadas por escadas. Em seguida, construções separadas por ruelas estreitas, onde se sobressai um tambo de dez portas e um mirante da cidade. Toda a cidade é cortada por canais de irrigação. Há o cárcere, onde surgem nichos das rochas para a aplicação de castigos. O cemitério, perto da Pedra Ritual, que apresenta a forma de uma mesa funerária, onde é rendida homenagem póstuma aos defuntos. O mausoléu é constituído por um bloco de pedra em cujo interior se efetuam ritos e sacrifícios. Na parte superior, há uma torre militar semicircular com duas janelas. Há um palácio (a princípio construído para o Inca) formado por um corredor, um pátio e três habitações com vários nichos.

No centro destas construções, se encontra a Praça Sagrada, de 60m², para onde convergem os edifícios principais. Do outro lado da praça, o Templo das Três Janelas e o Templo Sagrado, ambos de três muros e dispostos em forma de altar. Ao lado, a mansão sacerdotal, com uma enorme sala com duas portas. Sobre uma colina artificial, subindo por uma escada de 78 degraus que se comunicam com a Praça Sagrada, estão quatro plataformas onde, no topo, se encontra o Intihuatana, um polígono esculpido em um bloco de granito branco, no centro do qual se levanta um prisma retangular. Trata-se de um relógio solar.

O Huayna Picchu é a montanha que se ergue imponente sobre a cidade, como uma espécie de marco. Para se chegar ao topo, há uma série de caminhos estreitos e difíceis, passando por grutas, cavernas talhadas e escadas íngremes. No alto há muros semicirculares, casas e uns poucos sucres.

Marka-Marka

O que todos sabem: é a residência mítica do condor, nos picos mais altos das cordilheiras. Nesse santuário, invisível aos fiéis, o condor recebe os cultos que lhe são devidos. A localização obviamente, é desconhecida.

O que ninguém sabe: em Marka-Marka reside o espírito maior dos condores. É onde está encerrada a origem do culto ao condor, o porquê desta ave ser venerada pelos povos da cordilheira e da costa. Somente o mais sábio entre os amautas e o mais dedicado dos sacerdotes do sol podem vislumbrar, sem muita certeza, o verdadeiro espírito do condor.

O condor está intimamente ligado aos céus, mas em especial às montanhas. E, assim como as montanhas, eles observam impassíveis o que acontece sob os seus olhos. Como se já soubessem, como se apenas esperassem, pacientes, encastelados em seus ninhos.

Pachacámac

Importante centro religioso do Império do Sol (e muito antes dele), a 30km ao sul de Lima, próximo ao mar. Os peregrinos traziam ouro, prata e roupa como oferenda. As pessoas comuns faziam da praça, de 300m de comprimento, o seu albergue.

Os privilegiados que adentravam no Templo do Sol tinham que jejuar por vinte dias. Esses privilegiados eram geralmente enviados especiais dos curacas, viajando em nome de seu ayllu. Para se chegar ao topo do templo, se passava por muitas portas. O ídolo-oráculo ficava numa câmara pequena, de porta ornamentada, cheia de objetos de ouro (que foi esvaziada antes da chegada dos castelhanos). A câmara se encontrava cercada por cinco cercas em forma de caracol. Não era permitido ver o ídolo, que falava através dos sacerdotes. A câmara era escura, sem janelas e cheirava mal devido a decomposição dos corpos de animais e pessoas sacrificadas. No centro, o ídolo de madeira colocado como estaca, com figuras talhadas em toda a sua superfície. Tinha o dom da cura. O ídolo foi destroçado publicamente pelos conquistadores castelhanos. Os incas, estarrecidos, esperaram a vingança dos deuses, que nunca veio. Fatos como esse diminuíram o ímpeto de possíveis revoltosos. Os sacerdotes não tinham como explicar o silêncio de seus deuses. O Templo do Sol tem 40m de altura, sendo a maior estrutura da cidade.

Paititi

O que todo mundo sabe: enquanto a lenda do Eldorado ganhou muita força nos primeiros anos da conquista, a lenda de Paititi começou a tomar vulto com o fim definitivo da resistência e a morte do último Inca. Segundo esta nova lenda, alguns nobres e familiares incas teriam conseguido fugir para a selva e lá construído uma nova cidade, levando consigo boa parte da riqueza do Império. Esta cidade se encontraria não muito longe das montanhas. Algumas expedições foram feitas na região, mas já sem muito apoio da Coroa, que teme o mesmo fracasso de Eldorado. O terreno acidentado e inóspito também pouco estimula novas investidas. Alguns acreditam que se trata da mesma lenda do Eldorado, e que este não havia sido encontrado porque todos procuravam no lugar errado.

O que ninguém sabe: um pequeno grupo de nobres incas e sacerdotes realmente conseguiram fugir para a selva e construir lá uma pequena cidade. Porém, não levaram nenhum grande tesouro consigo. Com o tempo, secretamente, num trabalho extremamente minucioso, alguns deles retornaram às cordilheiras e espalharam a notícia entre os incas, sem, contudo, revelar a localização da cidade. Muitos conseguiram escapar para a floresta e chegar a Paititi. Boatos desta história não demoraram em chegar aos ouvidos dos governantes castelhanos, que logo enviaram algumas expedições militares que nada encontraram. Porém, ficou mais difícil para os incas guiarem seu povo a Paititi sem correr o risco da cidade ser descoberta. O novo Inca decidiu abandonar a cidade. Mais do que isso: destruí-la, como se tivesse sido atacada pelas tribos locais. Então, partiram para as montanhas, numa região inexplorada e de difícil acesso. Chegando a uma região de geleiras onde dificilmente achariam condições de viver, o grupo encontrou um grande e profundo vale verdejante.

Neste pequeno e chuvoso refúgio, os incas vêm conseguindo, aos poucos, restaurar a dignidade de sua cultura. A nova Paititi lembra muito Cusco em seus primeiros anos, ainda sob o comando de Manco Cápac. Paititi não é desprovida de riqueza, mas está muito aquém do esperado pelos aventureiros castelhanos. Em Paititi se vive exatamente como viviam os incas antes da conquista, com uma única e fundamental mudança: graças aos castelhanos, agora eles conhecem a escrita. Esta foi a única herança da colônia que os incas aceitaram manter.

Enviados: em seu lugar definitivo, os métodos de recrutamento foram radicalmente transformados. Um pequeno grupo composto de sábios, sacerdotes e líderes comunitários foi enviado a Nova Castela com a missão de se espalhar pelo Vice-Reino e manter viva a esperança entre seu povo. Os componentes deste grupo são conhecidos como Enviados. Eles devem divulgar as antigas crenças, estimular o culto ao sol, preservar as huacas, criar novos líderes e sacerdotes, fomentar indiretamente a revolta entre os mineiros e espalhar boatos sobre a ressurreição do Inca, mas sem jamais mencionar a existência de Paititi. Porém, se algum inca estiver em perigo e se mostrar merecedor de tamanha confiança, ele pode ser conduzido a Paititi. Mas isto é feito de uma forma bem discreta. Um Enviado (a quem caberá tal decisão), ao decidir proteger uma pessoa e enviá-la a Paititi, se limitará a dizer a ela que existe um lugar seguro, indicará uma direção a seguir e lhe presenteará com um cordão, avisando para nunca tirá-lo ou dá-lo a outra pessoa. Mais cedo ou mais tarde, se o protegido seguir corretamente as indicações que foram dadas, ele acabará encontrando outro enviado, que reconhecerá o cordão. Este enviado lhe mostrará um cordão igual, perguntará quem lhe deu o cordão e puxará uma conversa ligeira. Se o contato for satisfatório, o enviado fornecerá ao protegido novas indicações. E seguirá assim por diante até que o protegido chegue a um guia que poderá levá-lo em segurança até Paititi. Em nenhum momento o protegido terá conhecimento de seu destino.

Pajatén

Cidade em ruínas desconhecida dos castelhanos e esquecida pelos incas. No final do Império, os incas fizeram várias tentativas de povoar a selva. Todas foram um fracasso, tendo problemas com as tribos da selva e com a própria floresta. Pajatén foi construída a 2.880m, numa região desabitada num raio de 200km entre Moyobamba e San Juan de La Frontera. São 16 torres circulares ornamentadas em sua base. A maior delas possui 15m de largura. Como Pajatén, há muitas espalhadas pela selva. Todas com o mesmo destino… ou não.

Sechin

Ruínas na costa de Huaylas, na descida de um monte rochoso. Construção de paredes decoradas com pinturas e cercada por um muro de 51m de comprimento. No lado exterior do muro há monólitos representando imagens de vítimas de sacrifícios ou guerras, com membros e órgãos mutilados, cabeças decapitadas. Foi construído pelas primeiras civilizações das cordilheiras há mais de um milênio.

Si-An

O templo da Lua, deusa dos chimus. A deusa é representada pela serpente e pela raposa. Encontra-se perdida no deserto costeiro. No deserto, o sol parecia um inimigo. Portanto, sua principal divindade era a Lua. O eclipse do sol era bastante festejado pelos chimus, pois se tratava da vitória da lua sobre o sol. Quem profanava um templo era enterrado vivo e atado aos ossos de animais impuros. Eram bons metalúrgicos e artisticamente mais avançados que os incas. O templo é cercado por um muro de 6m de altura, inteiramente trabalhado, repleto de imagens monstruosas e cenas mitológicas. O seu interior é composto de vários recintos e uma pequena sucessão de rampas que levam até um recinto superior onde eram feitas as principais cerimônias. A princípio, se encontra inteiramente abandonado e parcialmente coberto pela areia do deserto.

Templo de las Nieves

Pequeno templo no pico de um vulcão em Arequipa, a 5.240m. Segundo as lendas, é assombrado pelo espírito de um antigo guardião. Em seu interior há pequenos ídolos metálicos, tecidos e cerâmica.

Published in: on 12 de março de 2010 at 18:36  Comments (2)