ATACAMA

O Atacama não faz parte da Capitania-Geral de Nova Extremadura, mas do Corregimento de Potosí, apesar de geograficamente ser mais acessível a partir da Província de Santiago. Por isso, apesar de pertencer administrativamente à Nova Castela, foi incluída na ambientação do Sul.

A região é habitada pelos índios Atacameños, exceto no vale do Copiapó, tomado pelos Diaguitas. No estreito litoral habitam os Changos.

Diferentemente do Império do Sol, os Castelhanos mantiveram pouco interesse por assentamentos na região até o século XIX, ainda que ocupassem as cidades já existentes, mas com pouco contingente de pessoas. A região é administrada pela Real Audiência de Charcas.

O Deserto

O deserto costeiro do Atacama é situado no sul do Vice-Reino de Nova Castela e norte da Capitania-Geral de Nova Extremadura. É rico em cobre, mas também podem ser encontrados ferro, ouro e prata.

É considerado o deserto não polar mais árido do planeta, podendo haver períodos de 15 a 40 anos sem chuva. Em seu centro há regiões que ficaram mais de 400 anos sem chuva. O período mais propício a chuvas é em janeiro e fevereiro, geralmente garoas muito suaves e isoladas. Ainda assim, há ocorrência de grandes tempestades elétricas. Há temporadas de ventos fortes e tornados.

A variação de temperatura entre o dia e a noite pode chegar de 50ºC a -25°C. Praticamente não há diferenças entre verão e inverno. A umidade relativa do ar é muito baixa no interior, cerca de 18%, e altíssima no litoral, chegando a 98%.

A corrente de água fria que percorre a costa não permite a formação de nuvens de chuva, fenômeno que afeta também quase toda a costa de Nova Castela. As poucas que chegam a ser formadas são contidas pela cordilheira da costa, que desce bem junto ao estreito litoral. Já a cordilheira andina é uma continuação da zona vulcânica ao sul de Arequipa, que impede a chegada da umidade proveniente da selva.

As Cidades

Toconao: povoado de mais de 12 mil anos próximo à salina de Atacama. Agricultura de sobrevivência em um oásis de água pura, que permite o cultivo de várias frutas. As casas são de pedra vulcânica branca, que mantém a temperatura interna estável.

San Pedro de Atacama: fundada antes da chegada dos Castelhanos, em 1450. Área repleta de gêiseres e salinas.

Calama: tão antiga quanto San Pedro. O clima excessivamente árido não estimula maior presença colonial. Por ela passa o principal rio da região, o Loa.

Lasana: pequeno povoado indígena que conserva sua cultura ao longo do tempo. Dedicado à cultura do milho e outras hortaliças, bem como à criação de carneiros e lhamas. O povoado se ergue a partir de uma pukará, fortaleza indígena do século XII.

Pica: fundada em 1540 ao largo de um caminho inca. Concentra a maior população castelhana da região, comerciando vinho com Potosí e Arequipa. No século XVIII é descoberta a mina de prata de Huantajaya.

Iquique: cidade da costa habitada por Kollas e Changos, havendo também uma pequena e inusitada presença de Uros.  A cidade é usada pelos Castelhanos para a coleta de guano e como porto.

San Lorenzo de Tarapacá: fundada em 1536. Diego de Almagro passou pela região voltando para Cusco e Pedro de Valdívia passou indo para Nova Extremadura. Tornou-se uma vila próspera com a fabricação de vinhos e o comércio com Lima e Potosí.

San Marcos de Arica: fundada em 1541 em um povoado indígena de mais de 11 mil anos. Foi dominada pelo Império Tiahuanaco e, posteriormente, pelo Império do Sol. A cidade tornou-se o principal porto para o escoamento da prata de Potosí. Sofreu dez ataques piratas ao longo de sua história. Nunca chegaram a tomar a cidade, mas atacaram muitos galeões que partiam de seu porto.

Published in: on 20 de setembro de 2016 at 2:05  Deixe um comentário