CHONOS

Os Chonos habitam principalmente as ilhas Guaitecas, ao sul de Chiloé, podendo se estender um pouco mais ao sul, onde se encontram os Kawésqar, e ao norte, chegando até o território dos Huilliches. Foram estes mapuches do sul, aliás, que praticamente expulsaram os Chonos de Chiloé antes da chegada dos Castelhanos. Assim como os Kawésqar, entranham-se pelos vales andinos, travando contato com os Patagões.

O corpo é mais proporcional, a pele mais clara e os hábitos não são muito distintos de seus vizinhos do sul: são nômades, caçam lobos marinhos e pescam. Vivem em grupos de 3 a 4 famílias, instalando-se temporariamente em uma costa, considerando aquele o seu território, mesmo que temporário. A coleta de algas e mariscos é realizada pelas mulheres. Consideram tabu jogar no mar as conchas dos mariscos que comem. A partir do século XVII, passam a plantar batatas e alguns grãos.

Andam de dalca, um tipo de piroga com cerca de 10 metros de comprimento, cabendo até 12 tripulantes. A dalca tem uma vela feita de pele de lobo marinho, bem como âncora de pedra e madeira. Assim como os Yámanas e os Kawésqar, de quem são aparentados, vivem parte do tempo em suas embarcações. Em terra, vivem em tendas ou cavernas. Usam lanças, maças, anzóis de madeira, redes de fibra vegetal e pederneiras. Cobrem o torso com capas de couro, algas marinhas ou tecido de pelo de cachorro.

A exploração Castelhana começou em 1553, com Francisco de Ulloa, quando se iniciou a ocupação de Chiloé. Inicialmente, os Chonos evitaram os Castelhanos e até mesmo apoiavam os corsários inimigos.

Os Jesuítas chegam às ilhas dos Chonos em 1612. As visitas são interrompidas em 1630. Depois, os Chonos passam a ir a Chiloé em busca de mulheres e metais. Os Castelhanos não podem evitar os ataques, mas podem retaliar, indo às ilhas dos Chonos buscar prisioneiros, que viram escravos e, nessa condição, duram pouco tempo, pois não resistem à mudança de hábitos e de alimentação.

Em meados do século XVII, um chono espalha o boato de presença britânica ao sul de Chiloé. O Vice-Rei de Nova Castela envia uma frota de 12 navios, apenas para descobrir que era um trote.

No início do século XVIII, famílias de Chonos começam a chegar ao forte San Miguel de Calbuco desejando a paz e querendo viver entre os colonos. Muitos viram cristãos e são assentados. Incomodados por madeireiros, a maioria decide voltar ao nomadismo. A missão então se muda para Quinchao, onde outras famílias haviam se estabelecido. À medida que mais assentamentos são feitos, os Jesuítas se deslocam para a vila mais populosa. As autoridades concluem que é muito difícil assentar e catequizar os Chonos, considerando-os hostis e escorregadios. Até o final do século XVIII, os Chonos praticamente desaparecem por meio da mestiçagem com os Huilliches.

Magia e Religião

Os Chonos enterram seus mortos nas cavernas, onde permanecem secos, sem apresentar sinais de decomposição, postos com as pernas flexionadas, em posição fetal.

Assim como os Yámanas e os Kawésqar, há os espíritos ligados à natureza.

PERSONAGENS CHONOS

Os personagens sem magia seguem o padrão dos personagens indígenas, sendo as habilidades Caça e Pesca, Nadar, Navegação e Senso de Orientação obrigatórias.

A magia dos xamãs recebe bastante influência dos Kawésqar e um pouco dos Huilliches, o que leva a ter um ou outro chono entre os Calcus.

Lista de Habilidade: Navegação; Cultura indígena; Ervas e plantas; Mitos e lendas; Ocultismo (atributo relacionado: Inteligência). Habilidades obrigatórias: Todos.

Lista de Feitiços: Adivinhação; Andar sobre as águas; Amaldiçoar; Aura; Barreira astral; Chamado; Comunicar-se com animais; Controlar água; Criar ilusão; Criar nevoeiro; Cura; Desviar ataques; Detectar magia; Elo mental com animais; Exorcismo; Homeotermia; Invocar Espíritos; Levitar; Metamorfose; Olhos d’água; Relâmpago; Remover magia; Respirar sob as águas; Ventania; Viagem astral; Visão astral; Visão noturna.

Published in: on 20 de setembro de 2016 at 17:26  Deixe um comentário