KAWÉSQAR

Vivem nas ilhas do arquipélago voltadas para o Pacífico, do Estreito até o Golfo de Penas, onde uma geleira desce as cordilheiras até quase se encontrar com o mar. Por ocupar um território tão extenso e descontínuo, os Kawésqar são compostos por três grandes grupos com diferenças dialetais mais marcadas do que os Yámanas.

Os Kawésqar são bem mais baixos que os patagões, não passando muito de 1,60 m. A baixa estatura é compensada pelo tórax e costas largas e fortes. As pernas, entretanto, são curtas e finas, consequência de uma vida quase toda passada dentro de uma canoa, a hallef. A hallef possui de 8 a 9 metros de comprimento, sendo feita uma fogueira em seu centro. Possui uma manta de couro para cobri-la por inteiro em forma de toldo.

Não possuem casas ou aldeias, vivendo em suas canoas com a família, deslocando-se entre uma ilha e outra, sempre em busca de alimento. Só quando o clima não permite é que acampam em terra firme. Nestas ocasiões, montam sua choça com madeira e peles.

Como os Yámanas, a unidade é familiar, vivendo em pequenos grupos. Ocasionalmente, juntam duas ou três famílias para tarefas específicas. As vestimentas são iguais às dos Yámanas, mas sem proteção dos genitais. A poligamia é rara, mas não proibida. A infidelidade feminina, entretanto, é severamente punida.

Alimentam-se de peixes, leões-marinhos, foca e lontra. Às vezes matam uma ave para comer. A carne pode ser assada, mas muitas vezes é comida crua e sem sal. Não possuem vasilhas para armazenar comida, apenas pequenas bolsas de couro. Também deixam sambaquis no litoral, pois julgam que jogar as conchas de volta ao mar traz má sorte. Quando, eventualmente, conseguem caçar uma baleia, chamam outros grupos por meio de sinais de fumaça para repartir a carne e a gordura abundantes, bem como os ossos e nervos.

Usam ferramentas de osso, pedra, madeira, conchas, peles e nervo de baleia. Como armas, usam o arco e flecha, fundas, arpões e facões de ossos de baleia. Eles encontram pirita de ferro para fazer fogo em uma ilha que divide o seu território com os Yámanas, no final do Estreito.

Com as hallef, exploram as reentrâncias da cordilheira e avançam para dentro do território dos patagões. Comerciam com os Selknam, Yámanas, Aonikénk e Chonos, sendo a única etnia a manter contato com todos os povos do extremo sul. O primeiro contato com homens brancos foi em meados do século XVI.

Magia e Religião

Da mesma forma que os Yámanas, não possuem culto. A morte é razão de reunião de todo o grupo familiar. O morto é velado com dor e silêncio, enquanto uma fogueira é mantida acesa para manter Ayayema afastado. Depois, o morto é envolto em pele de foca e entregue a Ayayema. De acordo com as circunstâncias, a sepultura pode ser uma fenda na rocha, o fundo do mar, um pequeno mausoléu ou o pântano.

Ówurkan é o xamã.

Alep-láyp é o deus bom.

Ayayema é o espírito do caos.

Assim como os Yámanas, há os espíritos ligados à natureza.

PERSONAGENS KAWÉSQAR

Os personagens sem magia seguem o padrão dos personagens indígenas, sendo as habilidades Caça e Pesca, Nadar, Navegação e Senso de Orientação obrigatórias.

Ówurkan

Xamã, tanto homem quanto mulher, responsável pela sabedoria e transmissão oral do conhecimento de seu povo. A magia dos Kawésqar é similar a dos Yámanas, com pequenas diferenças.

Lista de Habilidade: Navegação; Cultura indígena; Ervas e plantas; Mitos e lendas; Ocultismo (atributo relacionado: Inteligência). Habilidades obrigatórias: Todos.

Lista de Feitiços: Adivinhação; Andar sobre as águas; Amaldiçoar; Aura; Barreira astral; Controlar água; Criar nevoeiro; Cura; Desviar ataques; Detectar magia; Elo mental com animais; Exorcismo; Homeotermia; Invocar Espíritos; Levitar; Nevasca; Olhos d’água; Ouvir o vento; Relâmpago; Remover magia; Respirar sob as águas; Ventania; Viagem astral; Visão astral; Visão noturna.

Published in: on 20 de setembro de 2016 at 17:24  Deixe um comentário