RITUAIS, AMULETOS E IMAGENS SAGRADAS

Challanco

É uma pedra cristalina similar a um espelho, com o qual o Calcu, o feiticeiro mapuche, pode observar as pessoas de longe. Entretanto, para funcionar com este objetivo, é necessário ter um objeto mágico no local a ser observado, como um espelho ou uma estatueta.

Ao ser usado com o feitiço Adivinhação, é capaz de localizar pessoas e objetos. Aparecerá na pedra a imagem do lugar onde a pessoa se encontra. Caberá ao feiticeiro deduzir onde é tal lugar.

Os bruxos da Recta Provincia também usam o Challanco para monitorar seus membros. No caso, cada bruxo recebe uma lasca de Challanco, que pode ser usada como pingente. A pedra principal fica na caverna que serve como sede ao conciliábulo.

Chemamull

Estátua de madeira mapuche que adorna o altar sagrado da aldeia. São repositórios de poder mágico acionados por rituais específicos, do qual costumam fazer parte os espíritos ancestrais, os Pillán e Wangulén. Nesses rituais, é utilizado o poder da estátua, não de quem conduz o ritual, que não precisa ser necessariamente um machi.

Cultrún

Tambor cerimonial sagrado dos mapuches, capaz de invocar os espíritos ancestrais. Mas só funciona com a condução correta do ritual.

 Guillatún

É um ritual mapuche de proteção da tribo, que segue o mesmo padrão do Machitún. Por alguns dias, a aldeia se encontrará protegida de espíritos malignos ou malefícios provocados à distância.

Não se deve negligenciar as relações com os espíritos. Portanto, convém também fazer o ritual para agradecer à proteção recebida, ou mesmo outras bem aventuranças, sob pena dos espíritos deixarem a tribo na mão quando necessário.

Imagem de Nossa Senhora de Nahuel Huapi

Imagem pertencente, originalmente, à missão de Nahuel Huapi. Após ter resistido à destruição da missão, a imagem foi acolhida pelos habitantes da vila de San Carlos. A imagem sustenta uma barreira astral abençoada ao redor da pequena vila capaz de manter afastado qualquer espírito e também criaturas malignas. Contudo, a imagem está destinada a ornamentar o altar da igreja de Nossa Senhora do Loreto, na ilha de Quinchao, próxima a Chiloé, o que lança uma sombra sobre o destino do vilarejo.

Imagem do Senhor e da Virgem do Milagre

Uma imagem de Cristo em tamanho natural e outra menor, de Nossa Senhora do Milagre, localizadas na Catedral de Salta. As duas imagens, quando unidas e fortalecidas com orações, tornam-se capazes de impedir a destruição da cidade por terremotos.

Imagem da Virgem do Vale

Uma pequena imagem da Virgem, com o rosto moreno como os índios, foi encontrada em uma gruta na serra sendo adorada por um grupo de índios. Avisado da descoberta, o encomendero da região levou a imagem para a igreja de Catamarca. A imagem tem o poder de Abençoar.

Machitún

Ritual praticado pelos mapuches para realizar curas de grande complexidade. Para isso, o machi invoca os principais espíritos dos antepassados de sua tribo. O ritual é realizado ao som do Cultrún (tambor sagrado) e diante de uma Chemamull (estátua de madeira postada no altar sagrado). A poção, uma vez energizada, torna-se capaz de curar a enfermidade outrora incurável.

Macuñ

Poncho mágico feito com a pele de um morto, elaborado por um intrincado ritual ensinado por espíritos malignos. O Macuñ permite ao Calcu, o feiticeiro mapuche, voar e ficar invisível.

O voo é lento, como se estivesse levitando, mas com total controle da direção. Para utilizar o poncho para voar, o Calcu precisa dizer Arrahuel!.

A invisibilidade só é possível enquanto o feiticeiro permanecer imóvel. Para isso, será necessário gastar 1 ponto de poder mágico.

Além desses dois feitiços, o Macuñ pode emitir uma luz alaranjada, chamada Luz do Mal (ver a lista de Feitiços).

A partir do ritual do Macuñ, os bruxos do Recta Província elaboraram, com a ajuda do Diabo, um ritual para criar o seu próprio colete mágico, que pode ser usado por baixo da roupa. Ele também é feito da pele de um morto, mas funciona de forma distinta do Macuñ dos Calcus: enquanto usá-lo, o sucesso do feitiço é automático, precisando o bruxo apenas gastar o poder mágico.

Pimuntuhue

Pedras perfuradas de dimensões variadas, de quatro a vinte centímetros de diâmetro, que chegam a pesar cinco quilos. São procuradas para fazer amuletos mágicos, pois são capazes de absorver poder mágico. Os machis são os únicos que conhecem todas as propriedades dessas pedras.

Através de um ritual, o machi descarrega seu poder mágico, e depois verifica qual poder que a pedra concederá seu usuário, que podem ser: Adivinhação; Ventura; e aumento dos atributos Destreza (+10), Força (+10) e Resistência (+15) enquanto durar a cena.

Cada 30 pontos de poder mágico permite 4 doses de magia.

Sol de Incahuasi

Pequena escultura do sol, esquecida nas ruínas de Incahuasi, próximo a Salta. Funciona como uma bateria solar de poder mágico. A cada hora sob a luz direta do sol, ela carrega 5 pontos de poder mágico. Este poder só pode ser usado por um sacerdote do sol, de qualquer origem.

Toqui

Nome do machado que é símbolo da liderança dos Toquis. É feito de pedra muito dura e compacta, geralmente decorado com acessórios e até gravações na pedra, representando batalhas passadas.

Como arma, pode causar até 1d6+3 de dano. Como item mágico, fornece +20 pontos de Resistência à magia. Nas mãos de um machi, o machado se transforma em um amuleto de até 20 pontos de Cura. Para isso, ele passará a parte suave da pedra sobre a região enferma. Possui ainda o poder de invocar Epunamum (ver Mitos e Lendas).

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Published in: on 22 de setembro de 2016 at 17:59  Deixe um comentário