10ª Sessão – Um acidente com Tereza

♥ 19 de setembro de 1651 – Cordilheira Meridional

Armand e Maurice chegam na vila e pegam o barco. Armand permanece na vila como garantia, e metade da tripulação é trocada por membros da guarda.

No continente, o grupo atravessa um platô e acampa junto às montanhas, numa pequena reentrância.

O navio, antes disso, é avistado pelo grupo e Rocha faz reconhecimento aéreo. Vê Maurice no convés e consegue lhe chamar a atenção.

O navio chega na praia durante a noite. Uma negra clandestina, que havia decidido não ficar na ilha com os demais escravos libertos, vê uma canoa descendo em direção à praia com seis homens. Decide nadar até a praia um pouco mais tarde. Sem ser vista, observa que cinco estão acampados na praia, mas o sexto não está à vista. Decide então procura-lo e sobe a colina, alcançando o platô.

Acaba avistando uma fogueira, mas não há ninguém em volta dela. O homem que procurava, Maurice, surgi por trás dela. Ela se assusta, mas Maurice a tranquiliza e acaba conseguindo se comunicar, apesar de um não falar a língua do outro. O nome da negra é Miya, uma feiticeira de ferro e fogo (é claro que isso ela não conta). Os dois caminham quase a noite toda, alcançando o resto do grupo no início da manhã.

♥ 20 de setembro – Cordilheira Meridional

Todos ficam felizes em rever Maurice, e Naomi se empolga com uma outra negra no grupo. Tenta pegá-la como aprendiz, mas Miya não aceita, apesar de simpatizar com Naomi.

Eles caminham o dia inteiro até penetrar num desfiladeiro. Durante a noite, ouvem um estrondo e percebem que é uma avalanche. Conseguem se safar.

Resolvem não parar e continuar a caminhada. Logo são vítimas de uma nova avalanche, ainda mais forte. Desta vez, vários ficam soterrados, mas acabam todos bem. Acreditando não haver mais neve para cair, decidem passar a noite por ali mesmo. E tinham razão.

♥ 21 de setembro – Cordilheira Meridional

Durante uma caminhada, uma flecha é atirada na frente do grupo. O atirador não é identificado. Pensando, equivocadamente, tratar-se de um símbolo universal, amarram uma fita branca na flecha e a atiram de volta.

Mais tarde, o céu se põe escuro.

No fim do desfiladeiro, ao pé de outra montanha, eles veem surgir uma terrível criatura. Enorme, peluda e com garras. A criatura é poderosa, mas eles acabam vencendo. Ela se desmancha ao ser derrotada. Assim que a batalha cessa, inicia-se uma tempestade elétrica. Um raio cai perto e atinge a todos, mas pega Tereza em cheio, que fica carbonizada no chão. Acreditando que a menina esteja morta, Aruana não permite que Tendresse encoste suas mãos no corpo quente de Tereza. Entre impressionado e assustado, Maurice garante a Tendresse que ela está viva.

Sentindo um estranho sentimento de culpa, Maurice envolve Tereza em uma manta, a pega nos braços e começa a subir as montanhas. Pierre segue logo atrás. Tendresse, extremamente abalada, corre atrás, juntamente com Rocha. Os outros seguem pouco depois. Ninguém no grupo tem dúvidas de que Tereza é uma espécie de santa.

No início da noite eles chegam a um platô cercado de cavernas. Maurice coloca o corpo de Tereza no centro. Então surge um ser coberto por um manto de pele com capuz. Logo é travado um diálogo tenso entre a misteriosa figura e Tendresse, que se encontra extremamente exaltada.

O estranho ser, na verdade o líder de uma comunidade de feiticeiros indígenas, diz que, antes do grupo o responsabilizar pelo estado de Tereza, deveria se perguntar por que estava ali. Enfim, as coisas só acontecem quando se está no lugar errado.

No fim, os feiticeiros decidem ajudar Tereza e a levam para dentro. Rocha pede para ver o mestiço. Após relutar muito, o feiticeiro o chama.

O mestiço se apresenta como Calel, um líder dos Araucos que se colocou contra a paz com os castellanos. Por isso foi preso e enviado a Santa Inês. Sua execução em terras araucanas traria muita confusão. Pra piorar a situação do grupo, todos simpatizam com o mestiço e com a sua causa. Decidem voltar sem ele. Passam a noite com os feiticeiros, que em momento algum revelam qualquer coisa sobre eles, nem mesmo serem feiticeiros (o que o grupo deduz sem dificuldade).

[Nota do Mestre: caso alguém estranhe Tendresse não ter chamado um anjo ou usado “Cura”, isso se deve ao reencontro dela com Pierre e o conflito que isso provocou em sua vocação.]

♥ 22 de setembro – Cordilheira Meridional

O grupo volta para Santa Inês. Tereza continua mal, mas os índios garantem que ela se recuperará rápido.

Improvisam uma maca. Tereza se encontra toda envolta por pastas e ervas.

O caminho de volta é triste e silencioso. Tendresse parece estar de luto, pensando em abandonar tudo e voltar para a França, levando Tereza.

♥ 23 e 24 de setembro – viagem

Retorno a Santa Inês.

♥ 25 de setembro – Santa Inês

Eles retornam de navio. Ao chegar no porto, contam que acharam o mestiço. A imagem de Tereza acaba com qualquer pergunta que pudesse vir a ser a feita. Os problemas de Armand também terminam. Com a tragédia, a presença de Miya passa despercebida. Miya começa a aprender castellano com Maurice.

♥ 26 de setembro –navio

Pela manhã, o navio parte rumo a Alcazar, com previsão de um mês e uma parada. Nahuapy está com 5 meses de gravidez.

Aruana e Rocha seguem firme no propósito de voltar à Cidade Sagrada, apelidada por Aruana de “Buraco do Tatu”.

[N. do M.: o fim dessa parte da campanha ocorreu provavelmente no verão de 1996, marcando quase dois anos de sessões, iniciadas em abril ou maio de 1994.]

FIM DA PARTE 3

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9ª Sessão – A Procura

♥ 14 de setembro de 1651 – Santa Inês

Ao amanhecer todos ficam sabendo do destino de Gonzalez. Todos na vila pensam que o diabo veio buscar a alma dele. Só o grupo desconfia de Naomi. Chegam a fazer uma missa para expulsar de vez o mal da vila. Com isso, a partida é adiada para o dia seguinte.

♥ 15 de setembro – Santa Inês

A ilha é bastante grande e pouco explorada. Não fazem a menor ideia de onde procurar pelo tal mestiço. Buscam pegadas, mas não encontram nada de mais. À noite, enfrentam um Calchona, uma fera superforte que atormenta os viajantes.

♥ 16 de setembro – Santa Inês

Mais um dia de buscas e nada de novo. À noite, Rocha se afasta com Aruana para fazer uma busca aérea. Rocha se transforma em coruja e Aruana fica guardando suas roupas. Longe dali, ele vê duas pessoas na beira do mar. Uma delas é o mestiço que procuram. O outro é um homem de manto e capuz. Este assobia e Rocha vê um cavalo aparecendo do nada e cavalgando sobre as águas. O mestiço sobe no cavalo e os dois desaparecem.

Enquanto isso, Aruana é abordada por um Thrauco, um duende que se diverte seduzindo mulheres. Ele consegue seduzir Aruana, que mais uma vez é levada no bico. Mas desta vez ela nem lembra o que aconteceu. É encontrada pelo grupo que, preocupado com sua demora, sai à sua procura e a encontra nua. Alguns pensam que ela e Rocha têm um caso. Rocha chega logo em seguida e tem dificuldades em se explicar. Só Naomi ainda fica na dúvida. Rocha, então, conta o ocorrido. Eles decidem aguardar o sol.

♥ 17 de setembro – Santa Inês

Eles chegam nas rochas onde Rocha avistou o mestiço. Rocha lembra que alguém assobiou, Ele assobia, mas nada acontece. Outros tentam, mas com o mesmo resultado.

Naomi faz “Viagem Astral” e vê o cavalo aguardando sobre o mar. Aproxima-se, mas o cavalo a ignora. Ela volta. Só quando Nahuapy decide finalmente assobiar (era a única que não havia tentado), é que o cavalo surge.

É que o Cavalo-do-Mar só atende aos bruxos indígenas. Vendo que o cavalo a obedece, ela começa a mandar atravessar o grupo de dois em dois. Essa operação demora um tempo. Armand e Maurice resolvem ficar na tentativa de construir uma balsa e garantir um meio de voltar.

Chegam todos só no fim da tarde. É uma praia de cascalho, próxima a montanhas de vegetação baixa e solo rochoso. Passam a noite na praia. Durante a noite, ouvem ruídos trazidos pelo vento.

♥ 18 de setembro – continente (Cordilheira Meridional)

Richard vai investigar os ruídos e descobre uma colônia de pinguins. Aruana procura rastros do mestiço e acaba seguindo as pegadas de um mamífero peludo.

Aruana se encontra num dia infeliz para seguir trilhas. Para piorar, é Pierre quem acaba achando as pegadas. A trilha leva para o alto das montanhas.

Enquanto isso, Armand e Maurice decidem voltar para a vila para pegar o navio.

No continente, o grupo acampa no alto da colina.

8ª Sessão – Santa Inês

♥ 11 de setembro de 1651 – navio

Eles perguntam aos negros se eles topariam ficar numa das ilhas da região. O principal desafio é o frio. Eles topam. Eles vasculham a região à procura de uma ilha boa.

♥ 12 de setembro – navio

O grupo desce na ilha para ver se o local oferece perigo. A caça não é muito rica, e Naomi conjura um casal de coelhos e um casal de veados. Richard e Maurice veem um Deñi observando o grupo. Trata-se de um pássaro no qual se transforma um bruxo Araucano.

Eles explicam pros negros como sobreviver ao frio e evitar os brancos. Aruana vê um Camahueto.

[Nota do Mestre: trata-se de um espécie de unicórnio marinho, só que em forma de vaca ou touro.]

Eles partem para Santa Inês, pois os suprimentos estão no fim

♥ 13 de setembro – Porto Monte

Chegam em Porto Monte, única cidade castellana de toda região, pouco antes do nascer do sol.  Dá pra avistar as luzes do porto.

[N. do M.: Porto Monte é uma referência à cidade de Porto Montt, a mais importante do sul do Chile, que não fica na ilha, mas no continente. Montt é o nome de um presidente do século XIX, então fiz uma pequena adaptação pra fazer referência. A ilha de Santa Inês, por sua vez, seria uma versão da ilha de Chiloé. Tivesse mais informações na época, teria batizado a cidade de Castro, fundada no século XVI.]

As ruas são pura lama. Eles descem para comer algo decente e comprar armas e equipamento.

Quando retornam ao barco, são surpreendidos pela guarda municipal. O comandante pede para revistar o barco, dizendo que recebeu notícias de que carregam uma carga roubada, mas, obviamente, não acham nada. Pede para Sombrero, antigo imediato de Armand e atual capitão, ficar mais uns dias para averiguação.

Durante o almoço, Naomi vê Gonzalez os observando. Quando este percebe que foi visto, sai correndo. Naomi corre atrás. Os outros correm atrás de Naomi, mas só Nahuapy sabe o que aconteceu. Devido à gravidez, fica no bar com Hernandez, Tereza e Maurice. Eles resolvem ir para a Casa da Guarda.

Naomi persegue Gonzalez pelas ruas de Porto Monte. Chega a pedir ajuda a Alijenu, mas este pede uma alma em troca, e ela não concorda. Acaba achando as roupas e ouve um barulho de asas. Descobrem que ele é um bruxo.

Nahuapy e seu grupo veem Gonzalez entrando na Casa da Guarda. Eles voltam ao restaurante e avisam aos outros que haviam retornado. Eles decidem voltar pro navio.

Lá, o comandante da guarda pede para irem à Casa da Guarda, pois há um homem que diz ser perseguido por eles e também ter tido sua carga roubada. Eles vão.

Quando o grupo chega na Casa da Guarda, Gonzalez não se encontra lá. Conversam com o comandante, mas nada adianta.

Maurice lembra que, se provarem que ele é bruxo, isso poderia ajudar. Então, Tendresse, Nahuapy e Naomi fazem um plano. Quando Gonzalez chega, Tendresse começa a excomunga-lo. Ao mesmo tempo, Nahuapy faz “Criar dor intensa” e o bruxo começa a se contorcer. Para os outros, parece óbvio que se trata de um possuído. Prendem Gonzalez na igreja e começam a associá-lo com as coisas ruins que vem acontecendo em Porto Monte.

Naomi, que também colaborou com o “Criar dor intensa”, prometeu a Yorka o olho de Gonzalez, e ficou sabendo por ele Alijenu não a deixará se ela não matar o bruxo.

À noite, com a ajuda de Nahuapy, Naomi invade a igreja sem que ninguém a veja. Entra na cela de Gonzalez, que se encontra amarrado, amordaçado e vendado. Então, corta-lhe a garganta e lhe arranca um olho. Ao sair, tranca a porta e coloca a chave no lugar.

Paulo acompanhou seus movimentos até a entrada da igreja e nada revelou a Naomi, que pensou que ele estivesse dormindo.

Antes disso, o chefe da guarda insinua que sabe quem é Armand, e pede um favor em troca de sua liberdade incondicional: procurar um mestiço foragido e procurado por questões políticas.

[N. do M.: já rendi as devidas homenagens ao jogador que interpretou Rocha. Agora é a vez de fazer uma homenagem a Gabriela Werneck, que interpretava Naomi. É uma combinação jogadora-personagem que todo mestre do jogo deseja. Quando a inspiração faltava, bastava virar para Gabriela e perguntar “o que Naomi está fazendo?” Geralmente salvava a sessão. Ela tinha uma vocação inigualável para se meter em encrenca. Sem pudor de usar todo o seu arsenal de feiticeira negra, tive bastante espaço para explorar o lado negro (sem trocadilho) da personagem. As negociações de Naomi com os espíritos eram um espetáculo à parte. Como foi a única classe de personagem que não foi testada antes de O Desafio dos Bandeirantes ser lançado, posso dizer que foi Naomi quem moldou e explorou toda a potencialidade do feiticeiro negro, que, para mim, tornou-se uma das classes mais interessante do jogo.]

7ª Sessão – Navio Negreiro

♥ 29 de agosto de 1651 – navio negreiro

Muitas discussões. Tendresse convence o capitão de que é um padre e vai falar com os negros. É levada por Gonzalez, um homem sombrio. Depois que ela vai embora, Gonzalez mata o homem com quem ela falou. Naomi, que tinha feito “Viagem Astral”, assiste à cena.

♥ 30 de agosto – navio negreiro

Naomi procura ser simpática com o capitão.

♥ 31 de agosto – navio negreiro

Richard, sabendo das intenções do capitão de entregar Armand às autoridades, procura fazer um acordo, dizendo saber onde se encontra o covil do pirata (o que é mentira). O capitão aceita se Richard leva-lo lá prisioneiro. As negociações não vão muito pra frente.

♥ 1° de setembro – navio negreiro

Tendresse vai conversar com Tereza e explicar o fato de ser mulher. Tereza estranha, mas aceita.

♥ 2 a 8 de setembro – navio negreiro

Nada de novo sobre as águas. A situação continua tensa, mas sem grandes mudanças. Tendresse conversa com Pierre. Apesar das dúvidas, ela diz que quer ficar com ele.

♥ 9 de setembro – navio negreiro

À noite, Naomi tenta se entrosar com os marinheiros, que resolvem tirar umas lasquinhas. Paulo vem em seu socorro, mas acaba é dando uma bronca nela. Rocha vê um ponto negro no horizonte.

♥ 10 de setembro – navio negreiro

O navio é atacado faltando um dia para chegar em Santa Inês. O outro navio parece ser um navio pirata. O grupo aproveita para libertar os negros, que lutam por sua liberdade.

Os tripulantes do navio negreiro são todos mortos e o navio explode. Gonzalez escapa. É um bruxo, mas ninguém sabe, e ninguém percebe quando se afasta como um pássaro.

Só há um problema: o que fazer com tantos negros. Não podem leva-los à cidade, nem de volta ao Continente Negro, pois necessitaria de muito mantimento.

[Nota do Mestre: Armand largou a pirataria e deixou seu barco nas mãos de seu imediato. Não me recordo das razões, mas acredito que tenha sido influência de sua amizade com Pierre, buscando um novo tipo de aventura. Também desconfio que a chegada do navio não foi coincidência, mas não me lembro mais qual foi a trama paralela.]

Capítulo 3 – A Ilha de Santa Inês (sessões 7 a 10)

Personagens principais: Aruana (rastreadora maoári); Rocha (bandeirante); Naomí (feiticeira negra); Nahuapy (feiticeira mestiça chiquitana); Tendresse (jesuíta francês); Richard (naturalista).

Personagens convidados: Paulo Ferreira (ladrão); Miya (feiticeira de ferro e fogo).

NPCs principais: Hernandez (zaorí); Tereza (estigmata); Pierre Armand (ex-pirata); Maurice (viajante imortal); Pierre Bellac (ex-soldado).

6ª Sessão – Ilha do Gelo

♥ 26 de agosto de 1651 (continuação) – Ilha do Gelo

Tendresse é abandonada por Taquatu na caverna. Procura mas não acha saída. Há restos humanos em um canto. Depois chega Rocha. Quando o Taquatu parte mais uma vez, ela chama um anjo, que os desce até o alto das montanhas mais baixas.

Aruana e Richard chegam na ilha e seguem o som de uma festa indígena. Avistam uma aldeia e tentam se aproximar sorrateiramente. Aruana é capturada e Richard retorna para avisar aos outros.

♥ 27 de agosto – Ilha do Gelo

Na manhã seguinte, Aruana é levada pelos índios Onas aos feiticeiros nas montanhas.

Tendresse e Rocha, que caminham a esmo pela ilha, encontram um grupo de onas. Eles se aproximam. Tendresse usa “Comunicação” para falar com os índios, que os levam aos feiticeiros.

Enquanto isso, Richard, exausto, leva Naomi e Paulo até onde Aruana foi capturada.

Tendresse e Rocha encontram Aruana junto com os feiticeiros. O colar guajára de Aruana impede que os feiticeiros tomem medidas mais hostis. Eles apenas pegam alguns fios de cabelo de cada um para futuros rituais. Avisam que é para eles abandonarem a ilha até o próximo nascer do sol.

Paulo, Naomi e Richard chegam à aldeia na hora em que os outros retornam do encontro com os feiticeiros.

Eles voltam até a praia. No final do dia, Maurice, Armand, Nahuapy, Hernandez e Tereza chegam numa balsa improvisada. A canoa afundou com o esforço de levar três tripulantes (Naomi, Paulo e Richard). Tendresse e Armand se recusam a sair da ilha sem achar Pierre. Armand tem certeza de que ele está na ilha. E revela que Pierre deixa pequenas marcas só identificáveis por ele.

♥ 28 de agosto – Ilha do Gelo

Eles partem bem cedinho. Armand acha uma pista. Rocha se transporta em um pássaro e encontra uma caverna de onde sai uma preguiça gigante. Ele retorna e eles decidem investigar a caverna.

Lá encontram Pierre deitado ao lado de um mosquete, delirando. Tendresse lhe dá “Cura” e Pierre acorda. Ele acha que continua delirando, Tendresse lhe convence que não.  Para o espanto de todos, menos de Naomi, Hernandez, Nahuapy e, por que não dizer, Armand, Tendresse e Pierre se beijam apaixonadamente.

Aruana e Rocha ficam indignados quando Tendresse revela que é mulher. Eles saem da caverna em direção à praia.

Os outros saem algum tempo depois. Pierre e Tendresse ainda ficam. Pierre lhe explica que a criatura que habita a caverna cuidou dele como filhote, e quer agradecer e se despedir.

Enquanto caminham para a praia, são atacados pelos onas. Eles correm todos até a praia e entram na balsa.

Um ona começa a lançar relâmpagos. Outros surgem em canoas. A balsa começa a afundar. De repente, tiros de canhão. Aparece uma caravela, que espanta os onas e resgata o grupo.

O capitão conhece Armand, e não parecem amigos. Não demora muito para perceberem que é um navio negreiro.

Aruana e Rocha se mantém afastados do grupo, e pensam abandoná-lo no próximo porto. O capitão avisa que o próximo porto é na Ilha de Santa Inês. Também insinua que Armand é um pirata e se interessa por Naomi ao saber que ela é livre.

FIM DO CAPITULO 2

5ª Sessão – O Rapto de Tereza

♥ 8 de agosto de 1651 – viagem

Eles caminham para o norte.

♥ 9 a 11 de agosto – viagem

Sem incidentes.

♥ 12 de agosto – viagem

Encontram um cordão com uma cruz próximo a uma árvore. É o cordão de Pierre, mas como quem fez a “Aura” não o conhece, não ligou a pessoa às imagens.

♥ 13 de agosto – viagem

Começam a subir uma colina e param para acampar.

♥ 14 de agosto – viagem

Ao amanhecer, quando começas a caminhadas, Tendresse pensa ouvir alguém lhe chamando. Continua a caminhar e ouve de novo. Olha pra trás e só vê as montanhas.

Então chega à conclusão de que Pierre está lá, em algum lugar. Consegue convencer a todos que há alguém para ser achado. Seguem rumo ao sul.

♥ 15 de agosto – viagem

Veem um vulto observando eles do alto das montanhas.

♥ 16 de agosto – viagem

Param pra caçar. Aparece um homem caminhando, que chama por Richard. É Maurice, um integrante da caravana de Richard e Antoine. É uma figura simpática, porém estranha. Se integra ao grupo.

[Nota do Mestre: Maurice é meu NPC imortal. Serviu não pra testar o personagem como para servir de conselheiro do grupo em situações de impasse (ou seja, uma forma de eu dar toques no grupo). Mais tarde, utilizei o personagem para uma campanha de Imortais do Carlos Klimick, quando tive de pensar em uma origem para ele (comerciante grego, marinheiro, pescador). A diferença é que em Imortais eles têm poderes e são divididos em grupos como no World of Darkness. Em O Desafio dos Bandeirantes, planejei algo nos moldes do Highlander, só que sem os raios e o lance de cortar cabeças. E o retorno à vida também não é imediato, como ocorreu com o Kunta e veremos mais adiante.]

♥ 17 a 20 de agosto – viagem

Sem incidentes.

♥ 21 de agosto – viagem

Mais uma vez veem um vulto lhes observando. Decidem subir as montanhas. Não acham ninguém. É um platô de pedra. Cai a noite. De repente as trevas caem sobre eles. Quando se dissipa, Tereza desaparece.

Descobrem que o raptor entrou numa caverna. Eles entram e vão descendo cada vez mais. A trilha termina em um rio subterrâneo. Metade sobe o rio e a outra desce.

O grupo que sobe vê que o rio sai de um buraco na pedra. Aruana decide mergulhar. Já sem fôlego, sai num lago. Deduz que o raptor não teria conseguido passar por ali com Tereza. Volta, mas tremendo de frio, pois a água estava geladíssima.

O grupo que desce chega à saída da caverna, numa cachoeira. Alguém sobe para chamar o outro grupo.

Eles descem, mas o rio segue num canyon estreito. Só é possível seguir por cima. Rocha se transforma numa águia e consegue avistar o raptor.

♥ 22 de agosto – viagem

A perseguição continua pela manhã. O grupo demora bem mais do que o raptor, pois ele estava de canoa.

Chegam ao ponto onde ele desceu só no final do dia.

Aproximam-se silenciosamente. É uma caverna com um platô. Há vários homens de manto e capuz em volta de uma fogueira. Parecem estar fazendo um ritual.

O grupo ataca, mas eles também têm muito poder. Acabam fazendo uma barreira de fogo. Nesse meio tempo, desaparecem. Naomi faz um trato com Yorka, que pediu uma vida humana.

Eles entram na caverna, encontram Tereza e derrotam Antônio, um bruxo lusitano que também era da caravana de Richard, Antoine e Maurice. Ele fez um pacto com aqueles bruxos, os Yakamouch, para sobreviver naquela região. E pretendia fazer um ritual com Tereza.

Naomi quer mata-lo, mas todos são contra, menos Rocha. Tendresse briga com Naomi e Maurice ganha a sua inimizade ao criticá-la. Naomi dá um tiro na cabeça de Antônio, que estava amarrado.

♥ 23 de agosto – viagem

O grupo dorme quase o dia inteiro. Antônio havia mencionado que encontrara Pierre Armand, e que este procurava pelo outro Pierre, rumo ao sul.

♥ 24 e 25 de agosto – viagem

Sem incidentes

♥ 26 de agosto – viagem

No final da tarde, chegam ao canal da Ilha do Gelo. Há um ponto no mar. Parece um homem numa canoa. Rocha se transforma numa gaivota e vai investigar.

Paulo dá um tiro pro alto para chamar a atenção. Conseguem convencer o sujeito a voltar. É Pierre Armand. Um dos motivos pra ele voltar foi uma chuva invocada por Naomi. Ele não fica nada contente. E fica encantado com a beleza de Tendresse. E não acredita quando ela fala que é homem. “Eu conheço mulher pelo cheiro”.

[N. do M.: sempre utilizava gente de fora do grupo para mostrar o quanto Tendresse havia se desleixado de seu visual . O grupo só não se dava conta de que ela era mulher (aqueles que já não o sabiam) porque já estavam acostumados com o fato dela ser homem. Mas para Pierre Armand, assim como para os patagões, tal hipótese soava absurda.]

Também manda um “boa noite” para Naomi. Tendresse o convence de cque é amigo de Pierre, e que eles também estão atrás dele.

Pierre é convencido a construir uma balsa. Enquanto isso, Tendresse e Rocha irão de canoa.

[N. do M.: como marinheiro experiente, Armand era o único do grupo capaz de orientar a construção de uma balsa firme o suficiente para a travessia.]

Quando estão atravessando, próximo à Ilha do Gelo, são atacados por Taquatu, um ser invisível que anda numa canoa voadora.

Ele pega Tendresse e a coloca na canoa e a leva para uma caverna que fica no alto de um pico inacessível. Depois volta pra pegar Rocha, que perde sua escopeta e a munição.

Ninguém que ficou no continente viu o ocorrido, pois estavam pegando madeira. Só veem a canoa boiando.

Aruana mergulha no mar, mas morre de frio no meio do caminho. Armand alcança o bote e resgata aruana.

Aruana e Richard partem à procura de Tendresse e Rocha.

Capítulo 2 – Em busca de Pierre (sessões 5 e 6)

Personagens principais: Aruana (rastreadora maoári); Rocha (bandeirante); Naomí (feiticeira negra); Nahuapy (feiticeira mestiça chiquitana); Tendresse (jesuíta francês).

Personagens convidados: Paulo Ferreira (ladrão); Richard (naturalista).

NPCs principais: Hernandez (ex-zaorí); Tereza (estigmata); Pierre Armand (ex-pirata); Maurice (viajante imortal); Pierre Bellac (ex-soldado).

4ª Sessão – A Cidade dos Césares

♥ 26 a 30 de julho de 1651 – viagem

O grupo viaja até as geleiras e desce na fenda mágica parar entrarem no túnel de gelo. Na última noite, avistam mais uma vez as luzes nas montanhas.

♥ 31 de julho – túnel de gelo

É um túnel estreito, parece não ter fim. Aruana, Rocha e Paulo já se sentiram assim antes, mas menos gelado. Acabam tendo que dormir no gelo.

♥ 1° de agosto – túnel de gelo

Eles chegam a uma espécie de escorrega que os leva até uma caverna, onde parece haver umas pedras. Rocha avista um vulto por trás de uma parede de gelo. Após investigações mágicas de Nahuapy e Naomi, notam que é um mamute congelado, e, pior, ainda há vida nele. Saem de fininho.

O caminho acaba. A única chance é um buraco que leva para o alto. Não dá para ver o final. Nahuapy tenta fazer uma metamorfose, mas sente dores horríveis. Chega à conclusão que é por causa da criança.

Nahuapy e Naomi sobem levitando um trecho. Os outros seguem, mas a subida é difícil e muito cansativa. A saída é num buraco debaixo de uma pedra. Eles estão no alto da montanha, entre os dois picos.

Paulo pega o facão e vislumbra a Cidade dos Césares. Eles começam a descer a montanha. Passam a noite.

♥ 2 de agosto – lago

O facão revela uma ponte mística. Eles seguem o caminho até chegarem no lago, que é imenso. No centro há uma ilha que abriga uma grandiosa cidade. Ao pisarem nas águas, ergue-se uma serpente que cospe fogo. O seu último ataque é provocar uma onda que os joga longe. Como ninguém mais entra na água, a serpente desaparece.

Eles caminham para a montanha de diamante. Ela termina na água. Tentam, mas não conseguem, tirar uma lasquinha. Decidem dar a volta por trás. Acampam no alto de um barranco, perto do lago. À noite, são vencidos por um sono irresistível.

♥ 3 de agosto – Cidade dos Césares

Eles acordam num quarto na Cidade dos Césares. O quarto é luxuoso, mas estão presos. Entram uns homens com barba, bem vestidos e altivos. Não explicam nada, apenas pedem para que Tendresse, Nahuapy, Hernandez e Aruana o acompanhem. Naomi e Paulo acham uma passagem secreta e chegam ao corredor. Chegam a vislumbrar uma sala de tesouros, mas sem entrada. Acham uma porta para a rua, mas decidem voltar.

Os homens voltam e carregam Rocha. Ele é levado a um quarto ainda mais luxuoso. Umas mulheres lhe dão banho. Depois disso, surge uma mulher irresistível e eles transam.

A Tendresse e seu grupo é explicado a origem do lugar. Eles vieram de Roma há muito tempo atrás, pois sabiam que os caminhos da civilização não seriam de seu agrado. Eles vivem por muito tempo.

Decidiram vir para Santa Cruz, numa área mais deserta, e construir sua cidade. Os índios não mais o incomodam e há tempos não recebem visitas. O facão que encontraram na montanha é de um deles, que partiu para ver como anda o mundo. Assim, eles pedem o facão de volta, para que retorne ao seu lugar.

Eles passeiam pela cidade. À noite, todos voltam para o seu quarto. São avisados que terão de partir no dia seguinte.

♥ 4 de agosto – viagem

Um barco os espera para atravessar o lago. Chegam a ver alguém diferente observando do alto do muro. Parece ser um casal de índios, mas bem diferentes. São dois Guajáras que circulam livremente pela Terra de Santa Cruz.

O guia deles os leva até uma trilha esfumacenta. Dá uma moeda de ouro a Naomi, uma de prata a Paulo, um cordão de água a Nahuapy, outro de lobo a Tendresse. A Aruana, um colar indígena com um sol de pedra (presente dos guajáras, mas ela não sabe).

Depois, diz que eles se esquecerão do que aconteceu, lembrando apenas em sonhos. Naomi não se conforma. Eles andam e surgem numa floresta, sem lembrar o que aconteceu.

Ao acampar de noite, reparam nos presentes e estranham. Fazem “Aura”, mas as leituras são confusas, como um sonho.

[Nota do Mestre: aparentemente, Rocha ficou sem presente. Quando fiz o encontro dele, a ideia inicial era dar uma compensação pelo que estava por vir. Depois, pensei em usar isso da mesma forma que o pingente de pedra da Cidade Sagrada (que só podia ser usado uma vez), como algo que lhe desse uma bonificação. Pedi para ele me lembrar disso posteriormente. O evento foi chamado de “Encontro com Vênus”. Toda vez que a coisa apertava, o jogador me lembrava: “Ô, mestre! Lembre-se que eu tenho esse Encontro com Vênus”. Não sabia ao certo como encarar os habitante da Cidade dos Césares. Uma raça de “deuses”? Humanos longevos? Após essa sessão, passei a considerar seriamente a possibilidade de introduzir imortais no grupo, numa versão adaptada da série Highlander. Nesse caso, esses “deuses” seriam imortais muito antigos que souberam acumular muito poder. Mas como eles surgem? Como nascem? Seria uma raça antiga? Magia? Ritual? Genético? Acaso, mutação? Pensei que, talvez, uma raça muito antiga tivesse o dom de gerar novos imortais, algo como se apenas os antediluvianos pudessem fazer novos vampiros. Com essas ideias na cabeça, passei a considerar a possibilidade de transformar Rocha em um imortal, um prêmio mais do que merecido para o personagem mais antigo de O Desafio dos Bandeirantes. De qualquer forma, achei por bem testar primeiro a concepção de imortal por meio de um NPC.]

♥ 5 de agosto – viagem

Sem incidentes

♥ 6 de agosto – viagem

Eles saem da floresta, no alto de um barranco. Abaixo, veem um homem, parece branco, sendo perseguido por dezenas de índios. Naomi faz uma ilusão do mamute para assustar os índios. Isso funciona muito bem, mas bem até demais, pois o homem começa a gritar feito louco. Eles descem o barranco correndo e tentam acalmá-lo.

Ele parece em estado de choque e ligeiramente perturbado. É um bretão ruivo, cabelos de fogo. Seu nome é Richard.

À noite, ele apaga de esgotamento físico e mental.

[N. do M.: Richard é o personagem inspirado no naturalista da minha antiga sessão passada no Planalto das Visões. Eu já tinha concebido ele como NPC, mas calhou de, nesta sessão, aparecer um jogador novo. Richard, posteriormente, mudou de mãos, mas o outro jogador nunca se sentiu à vontade em interpretar um personagem mais cerebral, de forma que, eventualmente, ele acabou virando um NPC.]

♥ 7 de agosto – viagem

Eles têm a oportunidade de conversar com o sujeito. É um bretão, naturalista, totalmente racionalista, apesar de religioso. Ele fazia parte da caravana de Antoine.

Tendresse pergunta por Pierre. Ele diz que havia dois. Um muito calado e misterioso, outro muito expansivo e carismático. Ambos ele conheceu em Santa Fé. A caravana era um misto de missão científica, exploratória e caça ao tesouro.

Ele reconta a história do ataque do mamute, dizendo que viu dois homens serem devorados.

À noite, Tendresse volta a sonhar com a caverna e a água pingando. Acorda chorando, com a certeza de que era Pierre. O grupo decide voltar para o norte no dia seguinte.

[N. do M.: os eventos dos dois últimos dias eram pra acontecer na sessão seguinte, mas os jogadores ficaram muito frustrados com a resolução da Cidade dos Césares. Então resolvi dar outra coisa pra eles pensarem.]

FIM DO CAPITULO 1

3ª Sessão – Agschen

♥ 3 de julho de 1651 – viagem

Eles decidem deixar as lhamas para trás. Tentam, sem sucesso, convencer Nahuapy de não ir. Sobem as cordilheiras.

♥ 4 a 7 de julho – viagem

Quase não avançam nestes dias. O frio é intenso e quase todo o grupo fica doente.

♥ 8 de julho – viagem

O grupo está decidido a voltar quando Naomí pede conselhos aos seus espíritos, que avisam que uma boa dose concentrada de “Cura” deve resolver o assunto. E resolve.

♥ 9 a 11 de julho – viagem

Sempre subindo.

♥ 12 de julho – viagem

Chegam ao lago e ao início das geleiras. O grupo tem alguma dificuldade em andar sobre elas, principalmente em saltar as enormes fendas. Mas acabam se acertando.

A noite cai e têm que dormir sobre o gelo. Ao longe, nas montanhas, veem uma pequena fila de tochas passando ao largo.

♥ 13 de julho – geleira

Uma das fendas está camuflada por uma ilusão, mas Aruana pressente algo errado. Eles decidem descer abaixo da aparente camada de gelo. Lá embaixo eles encontram um túnel de gelo, mas não entram. Tendresse acha que este deve ser o túnel de seu sonho e comenta que vai querer voltar lá depois.

À noite eles voltam a avistar as luzes nas montanhas.

♥ 14 de julho – montanha

Chegam à Montanha do Trovão. Começam a subi-la.

♥ 15 de julho – montanha

No final da tarde, começa a ventar fortemente. Eles mal conseguem ficar de pé. Têm que dormir todos juntos. O frio é intenso. É uma nevasca. O grupo sente o vento frio cortar como lâmina. É Agschen, o espírito protetor da montanha.

♥ 16 de julho – montanha

Paulo amanhece congelado. Eles conseguem reanima-lo.

Durante uma escalada, ocorre uma avalanche. Não há pra onde fugir. Naomi levita; Nahuapy consegue desviar a neve dela e de Hernandez; Aruana e Rocha conseguem se abrigar, embora Aruana chegue a ser arrastada, mas tem sorte. Tendresse é arrastada e perde os sentidos na queda, ficando muito mal.

Após Tendresse se recuperar, retomam a caminhada.

♥ 17 de julho – montanha

O morro tem o formato de “U”, sendo a Montanha do Trovão a ponta mais alta e íngreme. Eles chegam ao ponto intermediário entre os dois picos. É uma área rochosa coberta de neve. A montanha segue por um paredão de pedra enorme.

Eles não têm coragem de escalar. Aí alguém se lembra da flauta, e Tendresse começa a tocá-la. Depois disso, o tempo se abre e surge um dia magnífico.

Rocha decide colocar em prática a magia que aprendeu. Transforma-se num condor e voa até o alto da montanha. Avista a flor num pequeno platô mais abaixo, e um facão fincado bem no topo da montanha.

Ele retorna e precisa do amuleto de Nahuapy para voltar ao normal. Aí conta o que viu. Após discutirem o que fazer, Nahuapy e Naomi resolvem usar quase todo o poder delas para levitar até o alto. Pegam a flor, mas ficam em dúvida sobre o que fazer com o facão.

Nahuapy resolve pegar. As duas acabam puxando o facão juntas. Nessa hora, sentem um brilho às costas. Quando se viram, veem, do outro lado da montanha, uma montanha de ouro e outra de diamante em volta de um lago coberto por brumas. Percebem que só aquela que segura o facão pode ver. Elas descem.

Todos ficam empolgados com a descoberta. Descobriram a Cidade dos Césares. Para acabar com a festa, Tendresse lembra que precisam voltar à aldeia com a flor. Ninguém se mostra muito interessado. O primeiro a ficar do lado de Tendresse é Hernandez, seguido de Aruana. Logo depois é a vez de Nahuapy. Rocha, muito, mas muito a contragosto, acaba aceitando. Paulo e Naomi não acreditam que vão ter de voltar. Paulo ainda pensa em botar o padre pra dormir, mas desiste da ideia.

Rocha só aceita com a condição de voltarem lá, afinal, vieram ao sul para isso. Levam o facão, que é de prata.

♥ 18 a 23 de julho – viagem

Retorno à aldeia, sem incidentes. Numa noite, durante a travessia da geleira, voltam a avistar as luzes nas montanhas. Nahuapy completa três meses.

♥ 24 de julho – aldeia patagã

Eles chegam cedo na aldeia. O pajé pega a flor e prepara a poção. Mais tarde, pede a flauta de volta. Tereza parece entrosada com os índios.

À noite, o pajé diz que só pela manhã o branco estará recuperado.

♥ 25 de julho – aldeia patagã

O francês se recupera. Seu nome é Antoine. Ele estava numa caravana com mais seis franceses, três castellanos, um lusitano e um bretão. Ele fala em francês com Tendresse, que teve dificuldade de convencê-lo de que é homem.

O grupo foi atacado por um mamute. Ele conseguiu escapar e vagou sozinho pelas terras dos patagões. Não se lembra de mais nada. Isso deve fazer quatro meses. Tendresse pergunta se ele conhece algum Pierre. Ele diz que havia dois no grupo, os dois louros.

Rocha e Paulo olham feio o tempo todo para ele, culpando-o por terem perdido a chance de entrarem na Cidade dos Césares.

Tendresse o convida a se juntar ao grupo, mas ele prefere retornar a Santa Fé.