6ª Sessão – Luz em meio às sombras

♦ 6 de abril de 1652 – Junín

Ao acordar, Nahuapy faz “Adivinhação” para saber de Hernandez e vê uma cidade borrada.

[Nota do Mestre: o grupo abusava bastante da “Adivinhação”, de forma que eu tive de estipular apenas uma tentativa por dia para o mesmo tema.]

Rocha decide ir à vila falar com os índios e leva Ccori, Aruana e Nahuapy. Eles primeiro passam perto da casa do índio misterioso. Eles os vê, mas não é visto.

Na cidade dos índios, Ccori procura informações sobre ele. Fica sabendo que é perigoso perguntar e que ela deve ir embora. Rocha e os outros insistem e recebem a mesma resposta: eles se meteram onde não deviam.

Eles chegam em casa depois do almoço e marcham todos para o pequeno templo nas montanhas. Naomi faz “Aura” e vê que o lugar é bom.

Eles decidem bater na casa do índio. Nahuapy vai na frente em forma de falcão. Ela vê o índio sair com duas sacolas e seguir em direção sudeste, afastando-se da vila e de Junín. Resolve segui-lo.

Depois de perceber que o índio não pretende voltar, ela volta para avisar ao grupo. Ayla se transforma em falcão para ajudar na perseguição. Enquanto Nahuapy segue o índio, Ayla indica o caminho.

Porém, uma hora e meia de caminhada os fastam. O índio percebe que o falcão continua a sobrevoá-lo. Tenta controlá-lo, mas, curiosamente, não consegue. Chega à conclusão que deve ser um feiticeiro. Decide parar para comer.

Nahuapy pousa no alto de uma colina. Ele faz sinal pra ela descer. Ela se faz de desentendida e ele sobe. O índio diz pra ela se destransformar e avisa que, se quisesse lhe fazer algum mal, já teria feito.

Nahuapy confia no índio e se destransforma. Ele lhe dá um roupão e alguns pontos de “Cura”. Ele fala que não representa mais perigo e, depois de ler a aura de Nahuapy, diz ter certeza das boas intenções do grupo. Conta que Hernandez desapareceu, que nem ele nem “a sombra” sabem onde ele está. Pede pra eles largarem as adagas dele em algum canto para não darem pretexto pra ele os perseguir. E aconselha a não mais se envolverem.

Percebendo que isso não seria possível, o índio tenta ajudar Nahuapy na busca por Hernandez. Numa “Adivinhação” conjunta, ele vê a cidade borrada. Sabendo o possível destino do grupo, ele dá um pequeno cordão a Nahuapy e parte com o vento.

Nahuapy aguarda a chegada do grupo. Quando ela diz para deixarem o índio ir em paz, muitos ficam revoltados com ela. Nahuapy avisa que eles têm de ir pro Vale Sagrado.

Nahuapy se recusa a continuar e volta para casa. Ayla, Ccori, Maurice, Pierre e Tereza voltam com ela.

Os outros caminham pelas montanhas sem nada encontrar. Na volta, são atacados pela “sombra”. Aruana é acertada e cai, mas o contra-ataque é mortal e “a sombra” é morta.

Eles chegam em casa às 4h da manhã.

[N. do M.: como já foi revelado, “a sombra” se chama Nacaj. Mas o grupo nunca ficou sabendo. E a denominação “a sombra” ficou tão marcada, mesmo em conversas futuras, que assim mantive em minhas anotações. O índio é um Sacerdote do Sol. A antiga religião dos illimanis tem seu culto proibido no Vice-Reino. Além de servir para manter as tradições, sua celebração é um ato de rebeldia. Por isso seus sacerdotes recebem proteção cerrada das comunidades illimanis. Portanto, a abordagem desastrada do grupo no final de fevereiro a um líder de culto despertou a desconfiança dos sacerdotes e Nacaj foi acionado. Não me lembro das razões da captura de Ccori. Certamente não foi para matá-la, ou ela teria sido tirada de casa já morta. Talvez fosse para um interrogatório. O evento com a caixa da comunidade alertou o sacerdote para a possibilidade de ter interpretado mal as ações do grupo. De qualquer forma, já se sentia por demais exposto em Junín e decidiu partir. Nacaj não mais atacaria por determinação dele, mas isso não o impediria de ter sua própria agenda, nem que fosse recuperar suas adagas. Quanto a Hernandez, não me recordo as circunstâncias de seu desaparecimento, apenas que se encontrava em um labirinto de cavernas subterrâneas. Provavelmente, para tentar salvar Nahuapy, atraiu Nacaj para outra direção, mas acabou caindo em buraco que dava nessa rede de cavernas. Sem poder escalar de volta, tentou achar uma saída. Só lembro que era conveniente subtrair Hernandez por um tempo do convívio do grupo devido a seu poder, que, mais tarde, seria muito útil e necessário.]

♦ 7 de abril – Junín

Rocha conta que eles mataram “a sombra”, e diz que também quer ir ao Vale Sagrado. Eles fazem os preparativos e decidem ficar alguns dias para descansar.

♦ 8 e 9 de abril – Junín

Dias de descanso.

♦ 10 de abril – viagem

Partem de Junín rumo ao Vale Sagrado. Acampam nas montanhas.

♦ 11 de abril – Huaylasjirca

No final do dia, chegam a uma pequena vila, Huaylasjirca. Passam a noite numa estalagem.

♦ 12 de abril – Huaylasjirca

Ao cruzarem a praça para irem embora, Aruana cai acometida de uma estranha doença. Um casal de alemães os ajuda e leva Aruana para a casa deles.

No quarto, só Aruana, o casal (Olga e Heinz) e Naomi. Naomi percebe que eles usam alguma magia para curá-la.

Enquanto esperam Aruana se restabelecer por completo, Olga conta dos espíritos malignos da praça. Rocha sai para falar com o padre. Maurice resolve praticar seu alemão com Heinz. Tendresse percebe que Olga pode ajudá-la e decide se “confessar” com ela.

Rocha conta sobre Aruana e o padre, preocupado, decide vê-la. A conversa de Tendresse é interrompida com a vinda do padre. O casal se mostra desesperado e diz que o padre não pode saber sobre Aruana.

Acabam convencendo o padre que foi um engano e que a doença de Aruana era outra.

Tendresse e Olga têm uma longa conversa, na qual Olga revela que são protestantes e Tendresse decide se converter à nova religião.

[N. do M.: há registro de luteranos no Brasil no século XVI, ainda que não tenham se fixado. Portanto, não chega a ser muito forçado imaginar protestantes no coração católico da colônia. A inclusão teve unicamente a finalidade de dar um rumo a Tendresse, que acabou largando a batina devido ao comprometimento da jogadora, Isabela de Castro, à interpretação. Entretanto, era notório o incômodo de não poder mais usar os poderes de um jesuíta. Assim, resolvi abrir uma porta de regresso ao mundo espiritual, onde o sexo e o matrimônio não precisavam ser empecilhos (ao menos nos dias de hoje, não sei como era na época). Tive de criar uma nova classe religiosa da noite pro dia. Acredito que estabeleci penalidades ou no custo ou na dificuldade nesse processo de recuperação da fé sacerdotal.]

 À noite, eles vão pra praça. Logo Rocha cai doente e é levado para os alemães curarem. Nahuapy faz “Visão Astral” e vê que são muitos espíritos. Eles decidem fugir e se prepararem melhor. Voltam para a estalagem.

♦ 13 e 14 de abril – Huaylasjirca

Dias de descanso. Tendresse fica o tempo todo com Olga.

♦ 15 de abril – Huaylasjirca

À noite, Naomi e Nahuapy fazem “Viagem Astral”, enquanto Ayla sustenta uma forma astral para Rocha.

Os três partem para a luta, com Rocha usando sua espada astral. Enquanto isso, Tendresse tenta colocar à prova a sua fé. Ajoelha-se na praça e tenta fazer exorcismo.

Nahuapy é a primeira a perder o “poder mágico”, depois Naomi e, por fim, Ayla. Tendresse consegue exorcizar alguns, mas ainda restam 7. Com a ajuda dos protestantes, Tendresse usa de sua própria “Resistência” para exorcizar mais 6. Ayla usa o resto de seu “poder mágico” para enviar Aruana, que acaba com o último.

Exaustos, eles desabam na estalagem.

[N. do M.: ainda bem que na época seguia o mapa fictício do livro, pois, no Peru real, Huaylasjirca (que existe) fica na direção contrária ao Vale Sagrado, localizando-se ao norte de Junín (que também existe, assim como o lago). A lenda dos espíritos é específica da cidade.]

FIM DO CAPITULO 1

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5ª Sessão – Na Caverna da Sombra

♦ 3 de abril de 1652 (continuação) – Junín

À noite, ao chegarem em casa, encontram uma Aruana assustada. Uma ama-de-leite é arrumada às pressas por Ccori para alimentar Luna. Nahuapy não tem forças para ver a filha. Seus seios doem pelo leite seco.

♦ 4 de abril – Junín

O grupo vai ao centro comprar colete. Resolvem passar no Cabildo e descobrem que o Alcaide resolveu repor o dinheiro desaparecido e prometeu descobrir os culpados pelo roubo.

Ccori parte para a redução indígena. Os outros convencem Nahuapy a ficar cuidando da filha. Ela fica em casa com Richard e a ama-de-leite, mas faz elo mental com Bantô, o cachorro de Naomi.

Rocha guia o grupo em direção à caverna. Nas montanhas, são atacados por uma matilha de 100 sacha acchus. A batalha é feroz. Apesar dos tiros e golpes mortais de Rocha, Pierre e Maurice, eles são muitos. O fogo consegue afastá-los por um pouco, e os pumas conjurados por Naomi ajudam a mantê-los assim. Ayla e Aruana caem bastante feridas. Mas os cães decidem que o almoço está dando muito trabalho e resolvem recuar.

Muito feridos, resolvem não prosseguir e voltar pra cidade. À noite, Rocha chama Nahuapy para um passeio noturno. Os dois saem como corujas em direção à caverna. Nahuapy entra e vê “a sombra” sentada em frente a uma fogueira. Eles decidem dar uma volta pela região à procura de pistas de Hernandez. Então veem um índio andando. Seguem-no, e ele vai para a caverna da “sombra”.

Nahuapy entra na caverna e ouve uma conversa em illimani da qual ela entende alguma coisa. Parece que “a sombra” vai pegar alguém. Nahuapy sai e apenas faz sinal pra Rocha seguir “a sombra”, enquanto ela segue o índio.

O índio vai até uma pequena casa na zona agrícola da vila e não sai mais de lá. Nahuapy fica de tocaia e acaba empoleirada numa árvore.

Rocha segue “a sombra” até a vila e a vê entrando na casa de Ccori, mas não pode fazer mais nada. Então ela a vê saindo carregando Ccori. Ele segue “a sombra” de volta até a caverna. Então parte pra casa para convocar os outros.

♦ 5 de abril – Junín

Ao amanhecer, Nahuapy vê o índio sair de casa e ir para a vila. Ela resolve dormir, pois está quase sem poder.

Rocha leva o grupo até a caverna e ele é o primeiro a entrar. Ele vê Ccori desacordada em um canto e busca proteger o peito, mas esquece da cabeça. Acaba levando uma adaga no crânio e cai semimorto.

Miya entra e lança uma bola de fogo no escuro, enquanto Aruana e Paulo retiram o corpo de Rocha. E é a vez dela levar uma adaga no crânio e cair semimorta. Dessa vez “a sombra” não tem como recuperar as adagas, que ficam com Aruana.

Eles deixam Rocha e Miya fora da caverna com Tereza, que lhes dá “Cura”. Mas eles permanecem inconscientes.

Naomi tenta uma maneira de pegar “a sombra”, mas acaba descobrindo um buraco na caverna.

Nisso, eles veem Tereza desacordada e veem que Rocha desapareceu.

Aruana, Tendresse e Naomi entram no buraco à procura da “sombra”. Pierre e Maurice ficam cuidando de Tereza, Miya e Ccori.

O que eles não sabem é que Tereza foi atacada por alguém levitando e que levou Rocha da mesma forma.

Nahuapy acorda e vai em direção à caverna, agora em forma de falcão. No meio do caminho, avista um pequeno templo nas montanhas onde vê Rocha deitado e um índio (não sabe se é o mesmo a quem seguia, pois está escuro) fazendo um ritual.

Ela voa até a caverna e encontra Pierre e Maurice. Maurice segue Nahuapy até Rocha e Pierre continua de guarda.

Enquanto isso, as três, após passarem por uma bifurcação, chegam a um lago. Decidem voltar e pegar o outro caminho. Não acham o que procuram.

Maurice encontra Rocha sozinho estirado no templo. Ele não se lembra de nada. Eles voltam pra caverna e se juntam ao resto do grupo, que volta pra casa.

Só Nahuapy é que continua voando solitária pelas montanhas à procura de uma pista de Hernandez. Em vão. Faz uma “Adivinhação”: vê tudo escuro, mas sente alguma esperança.

4ª Sessão – O Desaparecimento

♦ 2 de abril de 1652 – Junín

Rocha decide sair como condor para dar uma olhada na região. Aruana e Tendresse ficam em casa fazendo armadilhas para a “sombra”. Naomi, Ayla e Paulo vão dar uma volta na cidade para fazer compras.

Nas compras, os três conhecem um castellano chamado Francisco. Ele pergunta onde fica a redução indígena. Intrigada com o forasteiro, Naomi decide leva-lo até lá. Rocha, como condor, acompanha a viagem deles.

Na vila indígena, Naomi faz perguntas explícitas sobre “a sombra”, mas todos acham que ela é doida.

Eles veem os índios reclamando com o padre Domingo sobre o possível roubo da caixa da comunidade.

♦ 3 de abril – Junín

Ao amanhecer, andando pela vila, o grupo vê os índios e o padre em frente ao Cabildo.

Enquanto isso, Aruana, Hernandez e Nahuapy (com Luna) caminham no bosque para colher ervas. Aruana pressente perigo e Hernandez manda todos voltarem. Nahuapy teima em investigar e vira um puma. Sabendo que é “a sombra”, Hernandez prefere atirar em Nahuapy para evitar que ela vá em direção à morte certa.

Nahuapy fica atordoada e segue ferida para outra direção. Aruana e Hernandez vão atrás, com Luna no colo. Quando Hernandez vê “a sombra” seguindo eles, pede para Aruana correr com Luna pra casa. Pouco depois disso, Nahuapy não sente mais cheiro de ninguém atrás dela.

Na cidade, o resto do grupo decide fazer algo para ajudar o povo de Ccori. Naomi faz uma ilusão sonora no ouvido do Alcaide, ameaçando-o. Logo depois, Miya faz o brasão da cidade cair sobre o Alcaide. Naomi faz mais uma ilusão sonora para enfatizar a ameaça.

Aruana chega em casa com Luna. Richard vai ao centro chamar o pessoal. Aruana conta rapidamente o que aconteceu. Ccori e Richard ficam com Aruana e Luna, o resto vai atrás de Nahuapy e Hernandez.

Nahuapy rouba as roupas de um sítio e se esconde nas pampas.

No bosque, o grupo se divide em três. Um fica no bosque e os outros dois saem em sentidos opostos, circundando o lago.

Tendresse, Pierre, Tereza e Ayla acham a pista de Nahuapy. Rocha e Maurice não acham nada no bosque e vão atrás do grupo de Tendresse. Naomi, Paulo e Miya chegam em Junín. Naomi e Paulo resolvem dar a volta por fora da cidade e Miya decide voltar sozinha para o bosque.

Nahuapy faz uma adivinhação para saber sobre Hernandez e vê tudo escuro. Ela fica quase catatônica. Nessa hora é encontrada pelo grupo de Tendresse. Pouco depois, encontram Naomi e Paulo. Nahuapy fala sobre Hernandez e todos voltam para o bosque.

Neste meio tempo, Miya encontra “a sombra” e manda uma bola de fogo como sinal de socorro, que é avistada. Mas, antes deles chegarem, Miya recebe duas adagas no peito. Quando Rocha chega, antes dos demais, só vê Miya no chão, e é atacado pelas costas pela “sombra”. Rocha resiste um pouco mais e acaba sendo salvo pela chegada de Naomi.

A “sombra”, que se encontra bastante ferida, foge para as montanhas. Tereza usa seu poder para salvar Miya e recuperar o Rocha.

Nahuapy se transforma em puma e procura por Hernandez. Rocha se transforma em falcão e segue “a sombra” pelas montanhas até uma caverna. Naomi faz “Comunhão com a floresta” e não sente a presença de Hernandez.

A noite se aproxima. Nahuapy quer continuar a busca, mas todos a convencem de que é perigoso prosseguir à noite. Eles retornam para casa.

3ª Sessão – Nasce Luna

♦ 7 de novembro a 31 de dezembro de 1651 – Junín

Alugam uma casa em Junín, uma vila nas cordilheiras perto de um grande lago, por seis meses. Vivem de caça, e Rocha e Maurice arrumam trabalho nas minas próximas dali. Acostumam-se com a altitude.

♦ 1º a 16 de janeiro de 1652 – Junín

Rocha começa a se relacionar com uma illimani de nome Ccori, que lhe fala sobre o seu povo e como ele é explorado pelos castellanos. Rocha começa a pensar em ajuda-los.

♦ 17 de janeiro – Junín

Nasce Luna, filha de Nahuapy.

♦ 18 de janeiro – Junín

Naomi parte e só fala com Nahuapy. Segue para Alcazar.

♦ 19 a 21 de janeiro – Junín/viagem

Naomi chega a Alcazar no final deste período.

Rocha compartilha suas ideias com o grupo. Ele quer andar pelas montanhas para ver se descobre uma maneira de ajudar o povo de Ccori. Resolvem esperar Luna fazer um mês.

♦ 22 de janeiro – Junín/Alcazar

Em Alcazar, Naomi não acha Paulo, mesmo conjurando um cachorro.

♦ 23 de janeiro a 1º de fevereiro – Junín/viagem

Naomi parte com o cachorro para Arica.

♦ 2 a 6 de fevereiro – Junín/Arica

Em Arica, Naomi ouve sobre Potosí. Como não acha Paulo na cidade, decide seguir rumo à cidade mineira.

♦ 7 a 12 de fevereiro – Junín/viagem

Naomi segue viagem para Potosí e escapa de um ataque de bandoleiros.

Em Junín, Armand se despede e vai para Callao.

♦ 13 de fevereiro – Junín/Potosí

Em Potosí, Naomi acha Paulo fácil, usando “Adivinhação”. Mas este a trata com certa indiferença.

♦ 14 a 16 de fevereiro – Junín/Potosí

Em Potosí, Naomi faz as vontades de Paulo, tentando convencê-lo a voltar com ela pra Junín.

♦ 17 de fevereiro – Junín/Potosí

Aniversário de Naomi. Como presente, Paulo aceita ir a Junín com ela.

♦ 18 de fevereiro – Junín/viagem

Naomi e Paulo partem rumo a Junín.

♦ 19 a 25 de fevereiro – Junín/viagem

Nada de mais acontece.

♦ 26 de fevereiro – Junín/viagem

O grupo parte rumo às montanhas. Nahuapy, Hernandez, Ayla, Tereza e Luna permanecem em Junín.

No final do dia, chegam a outra vila. Encontram um capitão falastrão (que na verdade é uma mulher) que chama todos para um porre de duplo.

♦ 27 de fevereiro – Junín/viagem

Novamente rumo às montanhas. À noite, ouvem um cântico. Rocha se transforma em coruja e vai investigar. Vê um grupo illimani fazendo um ritual presidido por um condor. Quando o ritual acaba, os índios seguem para uma pequena vila indígena com uma igreja no centro. Rocha retorna e avisa o grupo.

♦ 28 de fevereiro – Junín/viagem

O grupo chega na vila e são recebidos pelo padre. Passam o dia. Rocha identifica o índio que chefiava o ritual. Marcam um encontro pra de noite.

O índio fica desconfiado. Diz que sabe pouco. Fala que podem descobrir mais no Vale Sagrado ou em Tiahuanaco. Ele apenas tenta manter o culto vivo.

Na verdade, o índio sabe mais do que disse. Alguém avisa o grupo para que tomem cuidado com a sombra.

♦ 29 de fevereiro e 1º de março – Junín/viagem

Viagem de volta a Junín

♦ 2 a 31 de março – Junín/viagem

Nada de mais acontece. Mas as ações do grupo não tardam a render frutos.

♦ 1º de abril – Junín

Paulo e Naomi retornam a Junín e são recebidos com festa.

À noite, o cachorro de Naomi começa a uivar feito louco. Aruana chega na janela e vê um grupo fantasmagórico com tochas na mão. Assustada, corre pra cima pra fechar as janelas. Assim que fecha a janela, ela se abre. Ela sente um vulto passando por trás. Quando descem, Aruana vê seu crucifixo, que estava guardado em sua bolsa, quebrado no chão.

Começam a ouvir as janelas se abrindo. Aruana e Rocha sobem, mas ambos têm a garganta cortada. O mesmo destino tem Paulo, Naomi e Tendresse. Nahuapy, usando “Visão Noturna”, consegue avistar o agressor e Miya atira. Nahuapy ainda é atingida por um punhal, mas elas conseguem espantar Nacaj, que deixa um crucifixo flamejante para trás e um grupo muito assustado.

[Nota do Mestre: nas minhas anotações não fica claro como ninguém morreu. Acredito que eles tenham sido salvos por Tereza. Nacaj é um personagem especial de O Império do Sol.]

2ª Sessão – Alcazar

♦ 30 de outubro de 1651 – Alcazar

Todos vão à festa do Vice-Rei, mas as mulheres não gostam de ter de usar vestido.

Durante o dia, saem pela cidade. Paulo procura a igreja repleta de riquezas da qual ouvira falar em Arica. Nahuapy conhece Ayla, uma mestiça, no mercado central.

Mais à noite, na festa, Armand recusa qualquer recompensa. Porém, como não quem quer nada, lamenta a perda de sua carga numa tempestade perto do Ninho de Deus. Apesar de mais recusas, o Vice-Rei faz questão de lhe restituir a carga e já na festa lhe garante um comprador. Rocha se segura para não rir. Depois, continua de galanteios pra cima de Naomi. Vão ao Callejón.

[Nota do Mestre: Callejón era onde ocorria as festas populares de rua.]

♦ 31 de outubro – Alcazar

Armand está de ótimo humor e avisa que todos na cidade querem lhes dar uma festa. Na empolgação, dá um beijo em Naomi. Paulo vê e o chama para um duelo.

Os dois caminham até os limites da cidade. Tendresse, Naomi e Nahuapy tentam de tudo para evitar. Ao chegarem ao outro lado do rio Rímac, encontram Pierre apontando um mosquete pros dois. “Quem pegar na arma eu atiro”, fala. Rocha se junta a ele.

Neste momento, Naomi pega uma faca e corta os pulsos. Um culpa o outro pelo estado dela. Paulo se afasta e se desfaz das armas. Os outros levam Naomi pra casa.

Mais tarde, Armand tenta fazer uma visita, mas é rechaçado por Tendresse. Acaba conseguindo deixar um presente: um vestido.

Tendresse fica deprimida e se tranca no quarto. Tem uma longa conversa com Tereza.

Uma parte do grupo chega a ir à festa.

Naomi acorda e pede pra Miya ir atrás de Paulo e lhe entrega um bilhete. Tendrese e Nahuapy pedem para Hernandez ajuda-la.

Enquanto isso, Paulo passa no porto e deixa uma garrafa de duplo de presente para Rocha com um dos marinheiros.

Depois da festa, Rocha decide procurar o amigo e segue pro porto. Enquanto fala com o marinheiro, Miya e Hernandez se dirigem ao porto. Rocha alcança Paulo e respeita a sua decisão de partir. Tomam um último duplo juntos e Rocha lhe dá uma espada. Miya espera Rocha passar e alcança Paulo. Entrega-lhe o bilhete, mas Paulo continua firme em sua ideia.

Miya considera Paulo um covarde. Acaba decidindo trazer Paulo à força. Os dois fazem uma briga feia. Hernandez dá um tiro pra chamar a atenção de Rocha, que volta e desfaz a confusão. Hernandez acaba levando Paulo a cavalo para fora dos limites da cidade.

♦ 1º de novembro – Alcazar

Naomi acorda e fica louca ao saber que Paulo se foi. Pega um cavalo e pede pra Aruana ajuda-la a ir atrás dele. Como Naomi está doente, ela ajuda.

Naomi só encontra Paulo no meio da tarde, no deserto costeiro. Paulo continua firme, mas chama Naomi para ir com ele. Eles conversam muito. Naomi decide ficar, mas diz que vai procura-lo dentro de dois meses, esteja onde estiver.

Enquanto isso, Tendresse decide dar um rumo a sua vida. Resolve ficar com Pierre.

Rocha e Armand vão para o porto carregar e vender a mercadoria. O dinheiro é repartido entre todos.

Armand anuncia que partirá em três dias. Dorme no navio.

♦ 2 de novembro – Alcazar

Naomi procura Armand e diz que gostaria que ele ficasse com o grupo.

Tendrese pede a Aruana para lhe ensinar a usar a espada. Larga de vez a batina. Ela e Pierre decidem se casar no dia seguinte.

♦ 3 de novembro – Alcazar

Casamento de Pierre e Tendresse. A cerimônia é reservada e secreta.

♦ 4 de novembro – Alcazar

O barco parte e Armand fica, para surpresa de Naomi. Mas Armand combina com Sombrero, seu imediato, de encontrá-lo em Callao dentro de três meses.

♦ 5 e 6 de novembro – viagem

Partem de Alcazar para as montanhas, rumo a Junín, onde esperarão o nascimento da filha de Nahuapy. São guiados por Ayla, a mestiça que eles conheceram na feira.

[N. do M.: esse é aquele momento em que qualquer coisa que o mestre do jogo havia preparado para a sessão é atropelada pela agenda própria do grupo. Talvez os ares de Nova Castela tenha influenciado o estilo novela mexicana.]

1ª Sessão – Aventuras em Alto Mar

♦ 27 de setembro a 5 de outubro de 1651 – navio

Quase nada acontece. Maurice não sai do lado de Tereza, assim como Tendresse, que vive terríveis conflitos de consciência.

Miya vai se enturmando com o grupo e aprendendo várias coisas.

No final deste período, eles chegam à Península Rochosa, que marca a entrada das Baías Gêmeas. Nahuapy lembra que Calel disse que eles seriam bem vindos nas terras araucanas, mas não é hora de novas aventuras.

Tereza já não possui cascas. Seu corpo está todo vermelho e roxo. Todo dia ela gasta seu poder inteiro para se recuperar. No final deste período ela acorda. O fato é comemorado por todos. Ela reclama da coceira e de algumas dores. Seu humor é bom.

♦ 6 a 11 de outubro – navio

Tereza se recupera muito bem. Já fala, já anda. Tendresse não pensa mais tanto em abandonar o grupo. Como tudo vai bem, Nahuapy e Hernandez resolvem se casar.

♦ 12 de outubro – navio

Casamento de Nahuapy. Obviamente, Tendresse fez questão de fazer a cerimônia. No final, Hernandez começa sentir dores nos olhos e desmaia. Sente que seu poder estar voltando. No colo de Nahuapy, começa a chorar, pois vê o bebê dentro da barriga: é menina.

♦ 13 de outubro – navio

Viagem sem incidentes. Armand avisa que vão parar em Arica.

♦ 14 de outubro – Arica

Aniversário do Rocha. Ele vai comemorar num bordel em Arica e acaba pegando doença venérea. Muito sem jeito, acaba pedindo ajuda a Naomi (já em alto mar). Esta pensa que precisa pegar no dito cujo e se recusa. Mas após saber que isso não é necessário, dá “Cura” para o pobre rapaz.

[Nota do Mestre: o aniversário de Rocha é uma referência ao do jogador. Portanto já estávamos em meados de abril de 1996. A doença foi rolada nos dados.]

Em Arica, Paulo e Rocha investigam a cidade e ouvem sobre Potosí e suas ricas minas de ouro. Eles querem ir para lá, mas o grupo quer um descanso de tantas aventuras.

Paulo vai à igreja se confessar. Mais tarde, descobre o “Duplo”, bebida alcoólica típica, estilo levanta defunto.

[N. do M.: o Duplo se tornou uma bebida bastante apreciada pelo grupo. Não me perguntem a receita.]

O navio é reabastecido e o dinheiro praticamente se vai todo. Enquanto Paulo e Rocha bebem, Armand dá uma cantada em Naomi que a deixa estremecida. Pierre pergunta a Tendresse quando eles se casam, e ela fica em dúvida e se cala.

♦ 15 a 17 de outubro – navio

A viagem segue sem grandes incidentes. Paulo treina esgrima com Naomi, Miya treina capoeira.

♦ 18 de outubro – navio

Avista-se uma pequena ilha, mas até o fim do dia não haviam chegado nela. E ela vai aumentando mais e mais no horizonte.

♦ 19 de outubro – navio

Ao amanhecer, avistam o Ninho de Deus em todo o seu esplendor. Uma ilha de pedra que se ergue do mar a 6 mil metros de altura. A aproximação do barco seria perigosa, pois as ondas batem violentamente contra a rocha. Não dá pra ver o cume, coberto de nuvens.

Rocha não resiste à tentação e se transforma em gaivota. Aproxima-se da ilha, mas tem dificuldade de manter o voo devido aos fortes ventos. Percebe que não há praia, apenas a própria montanha seguindo reta mar adentro. Vê, então, uma reentrância mais acima. Transforma-se em um passarinho e voa junto ao paredão. Vê que dentro da ilha há outras montanhas, todas unidas à mesma base. Vê um condor voando bem acima. Tenta virar um, mas não consegue. Sem poder, não se arrisca a voltar. Ainda por cima, é ameaçado por um lagarto. Passa a noite sobre um arbusto como uma andorinha.

Nahuapy percebe que Rocha não voltou. Mas ninguém pode fazer nada. O navio apenas reduz a marcha.

♦ 20 de outubro – navio

Rocha consegue se transformar em um pássaro para voltar ao navio.

♦ 21 a 28 de outubro – navio

A viagem segue sem incidentes rumo a Alcazar.

♦ 29 de outubro – Callao

Aproximam-se da costa no final da tarde. Mas Armand percebe uns barcos estranhos. Pede a luneta emprestada a Richard. Vê que se trata de um pirata flandrino. Mantém o navio afastado.

À noite, o grupo parte num bote até a praia. Veem que Callao está ocupada por piratas e elaboram um plano mirabolante. Miya coloca fogo nos barcos enquanto Naomi faz ilusões de fantasmas. Na praça central, Rocha e Paulo cuidam de tocar fogo na cruz da catedral, sob a proteção de Aruana. Aos poucos, a confusão está instalada. Rocha acaba acertando um tiro na cabeça do líder do capitão pirata. Os piratas partem da cidade. Depois disso, enquanto a guarda Vice-Real se aproxima, Armand chega atirando com seu navio, para melhorar as explicações de como colocaram os piratas pra correr. O governador de Callao os recebe como heróis. Um nobre de Alcazar oferece-lhes a casa para passarem alguns dias. No dia seguinte, o próprio Vice-Rey os receberá com uma festa.

[N. do M.: Callao é uma vila portuária junto a Alcazar (Lima, na vida real).]

Para quem chegou sem dinheiro de uma viagem bastante atribulada, virar herói foi no mínimo um lucro inesperado.

Capítulo 1 – O Vice-Reino de Nova Castela (sessões 1 a 6)

Personagens principais: Aruana (rastreadora maoári); Rocha (bandeirante); Naomí (feiticeira negra); Nahuapy (feiticeira mestiça chiquitana); Tendresse (ex-jesuíta); Richard (naturalista); Miya (feiticeira de ferro e fogo).

Personagens convidados: Paulo Ferreira (ladrão); Ayla (feiticeira mestiça illimani ).

NPCs principais: Hernandez (zaorí); Tereza (estigmata); Pierre Armand (ex-pirata); Maurice (viajante imortal); Pierre Bellac (ex-soldado); Ccori (índia illimani).