28ª e 29ª Sessões – Entre os Jívaros (anotações de jogo)

Nota do Mestre: o próximo par de sessões aborda o contato do grupo com os temidos e misteriosos Jívaros, os encolhedores de cabeça, e a preparação da base se operações que dará início à rebelião contra o domínio de Castela.

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28ª Sessão – A Fortaleza de Cuélap

♦ 30 de julho a 1° de agosto de 1653

Viagem.

♦ 2 de agosto

Nahuapy faz reconhecimento aéreo.

♦ 3 de agosto

Dia da caça.

♦ 4 e 5 de agosto

Viagem.

♦ 6 de agosto

Chegam na fortaleza.

♦ 7 e 8 de agosto

Explorando a cidade.

♦ 9 de agosto

Começa a limpeza.

[Nota do Mestre: o grupo gostou da fortaleza, do nível de proteção, do espaço, da localização e decidiu fazer dali o seu centro de operações.]

♦ 10 e 11 de agosto

Sem anotações.

♦ 12 de agosto

Ayla voa com Rocha. Nahuapy vai investigar os índios.

♦ 13 de agosto

Ayla vai fazer feira e Rocha vai na olaria.

[N. do M.: os dois voaram até uma cidade próxima para comprar material e mantimentos.]

♦ 14 de agosto

Aruana, Nahuapy e Naomi vão investigar os Jívaros e são presas.

Aruana duela com um aprendiz e depois com Manuatu, o líder.

Naomi é jurada de morte por ser feiticeira. Naomi manda um caô pra cima do pajé e consegue adiar a decisão.

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29ª Sessão – Os Jívaros

♦ 15 de agosto de 1653

Os Jívaros liberam Naomi e Nahuapy, mas Aruana tem de ficar na tribo.

♦ 16 de agosto a 12 de setembro

Limpam o lugar, montam a tecelagem. Rocha e Ayla seguem na cidade. Rocha vai embora e Ayla fica.

Aruana entre os Jívaros:

1ª semana: Adaptação.

2ª semana: Caça e pega desafio de iniciante.

3 ª semana: Teste de rastreamento.

4 ª semana: Treino e teste de luta.

♦ 13 de setembro a 14 de outubro

Construção da olaria. Fabricam tijolo e telhas.

Aruana entre os Jívaros:

5 ª semana: Treinamento de rastrear.

6 ª semana: Mais treinamento de rastrear.

7ª semana: Rastrear Nahuapy.

8 ª semana: Treinamento.

♦ 15 de outubro a 14 de novembro

Nahuapy, Aylla e Rocha espalham a notícia entre os enviados. Rocha inicia o foco central.

Aruana entre os Jívaros:

9 ª semana: Treinamento.

10 ª semana: Treinamento.

11 ª semana: Vigia a fortaleza.

12 ª semana: Rolou!!! [Nota da Jogadora: Aruana deu!!!]

13ª semana: Guerra! Shansa (Destreza +1).

♦ 15 de novembro de 1653 a 14 de fevereiro de 1654

Neste meio tempo, Aruana engravida de gêmeos.

[Nota do Mestre: a minha ideia ao fazer com que Aruana passasse uma temporada com os Jívaros era fazer com que ela se transformasse numa exímia e furtiva rastreadora. Uma habilidade que certamente seria útil ao grupo. Só que a jogadora, Luciana Werneck, sempre foi bastante dedicada à interpretação de sua personagem Aruana. Às vezes era até difícil encontrar motivação para seguir com o grupo. Para simplificar, definiu ter com Rocha aquela fidelidade inquebrantável. Com essa temporada entre os Jívaros, achou pouco provável que Aruana não se encantasse com o imponente chefe dos Jívaros, Manuatu. E, a partir do momento que a relação aconteceu, seria quase impossível fazê-la se afastar da tribo. Pra agravar a situação, Aruana engravida. Ficou decidido que ela e Manuatu ajudariam no início das operações, particularmente no treinamento. Mas, em determinado momento, ficaria com sua nova tribo cuidando dos filhos até determinada idade. Nesse meio tempo, faria outra personagem para continuar jogando. No final do período de treinamento, Aruana participa de uma guerra tribal e ganha sua primeira shansa (cabeça encolhida do inimigo derrotado), que lhe dá +1 de “Destreza”. na 11ª semana, sua missão era vigiar a fortaleza (os Jívaros monitoravam cada passo dos novos vizinhos), um teste de sua lealdade.]

FIM DO CAPÍTULO 3

25ª a 27ª Sessão -Norteñas (anotações de jogo)

Nota do Mestre: as três sessões a seguir se passam ao norte de Nova Castela, a maior parte do tempo na costa.

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25ª Sessão – A Revolta dos Artefatos

♦ 7 a 30 de abril de 1653

Estada em Trujillo.

♦ 1° de maio

Batizado de Vida por Tendresse.

♦ 2 de maio

Batizado de Vida na igreja. Chegam os refugiados de Zaña.

[Nota do Mestre: Zaña, uma importante cidade próxima, foi atacada por piratas. A maioria dos brancos fugiram da cidade, deixando suas casas e fazendas nas mãos dos negros.]

♦ 3 de maio

Os gaviões partem. Acham Chán-Chán.

Eclipse. Artefatos ganham vida. Ataque a Trujillo, pacto de Naomi, Tendresse chama o anjo. Fim do eclipse.

Naomi conta o pacto a Tendresse, que fica revoltada.

[N. do M.: o objetivo era ver o que estava acontecendo em Zaña, mas eles são atraídos pelas ruínas de Chán-Chán, a cidade dos Chimu, no deserto costeiro. Com o fim do eclipse, o efeito da magia sobre os artefatos (particularmente as armas) cessa. Não faço ideia qual foi o pacto de Naomi.]

♦ 4 de maio

Mais uma vez, Rocha e Nahuapy voam até Zaña. À noite, Nahuapy fica nua e tenta entrar numa casa. É vista por dois piratas e é perseguida. Consegue matar um, leva um tiro e assusta o outro. Três negros assistem à cena e ajudam a sumir com o corpo. Ela apaga.

Naomi se confessa.

♦ 5 de maio

Os piratas querem a cabeça de Nahuapy. Rocha procura por ela.

Nahuapy acorda numa fazenda. Espera a noite para sair.

♦ 6 de maio

Nahuapy e Rocha saem de Zaña em direção a Trujillo.

O grupo parte de Trujillo em direção a Zaña.

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26ª Sessão – Entre Negros e Piratas

♦ 7 de maio de 1653

Segundo dia de viagem a Zaña.

♦ 8 de maio

Terceiro dia de viagem. No fim da tarde, chegam a Zaña.

Naomi faz ilusão e Nahuapy explode o navio.

[Nota do Mestre: a sessão foi basicamente o combate aos piratas. Eles seguiram mais ou menos a mesma estratégia utilizada pra expulsar os piratas de Callao, além de contar com a ajuda dos negros.]

Acampam na fazenda onde tem a sacerdotisa negra. Naomi e Nahuapy vão batizar Vida.

[N. do M.: múltiplos batizados devido às exigências sociais, à exigência da amiga e religião dos pais. É possível que Nahuapy tenha conhecido a sacerdotisa em sua primeira passagem por Zaña.]

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27ª Sessão – Renovando as energias

♦ 9 de maio de 1653

Nahuapy e Aylla pescam nos destroços do navio pirata. Festa à noite.

♦ 10 de maio

Partem pra Lambayeque, onde se hospedam. Pretendem ficar por dois meses. Muitos vão pescar.

[Nota do Mestre: Lambayeque bem mais ao norte de Trujillo. Eles ficam mais em uma vila pesqueira junto ao mar. O tempo, assim como aquele passado em Junín, está relacionado ao nascimento de Vida. Não faria sentido pegar estrada com um bebê recém-nascido.]

♦ 11 a 19 de maio

Sem anotações.

♦ 20 de maio

Aylla e Rocha partem pro Ninho de Deus. Demoram 10 dias.

Polêmica em relação aos negros de Zaña. Nahuapy vai falar com a sacerdotisa de Zaña.

[N. do M.: após serem abandonados por seus senhores brancos e ajudado a expulsarem os piratas, os negros decidiram tomar conta da cidade.]

♦ 21 a 29 de maio

Sem anotações.

♦ 30 de maio

Rocha e Aylla chegam ao Ninho de Deus.

[N. do M.: não me recordo como foi esse passeio dos dois pelo Ninho de Deus. Acho que foi aqui que eles encontraram o condor mítico (certamente ele estaria por lá).]

♦ 1° a 8 de junho

Sem anotações.

♦ 9 de junho

Rocha e Aylla chegam em Lambayeque.

♦ 10 de junho a 8 de julho

Sem anotações.

♦ 9 de julho

Partida de Lambayeque. Uma semana de viagem.

♦ 10 a 15 de julho

Viagem.

♦ 16 de julho

Chegada a Cajamarca. Ficam uma semana pra vender mercadoria.

Nahuapy faz “Aura” no trono Inca.

[N. do M.: Cajamarca foi a sede de Atahualpa durante a guerra civil com Huáscar, baseado em Cusco.]

♦ 17 de julho

Sem anotações.

♦ 18 de julho

Encontro de Naomi e Nahuapy com Huáscar, o enviado.

♦ 19 a 22 de julho

Sem anotações.

♦ 23 de julho

Partida de Cajamarca.

[N. do M.: o objetivo do grupo ao voltar para as montanhas e seguir além das cordilheiras era encontrar os misteriosos índios encolhedores de cabeça, os Jívaros.]

♦ 24 a 25 de julho

Condores batedores. Nahuapy encontra Cuélap.

Caminhada pras ruínas.

[N. do M.: fortaleza construída pelo índios Chachapoyas no século XI, mas que não impediu a conquista da região pelos Incas. Na vida real, foi redescoberta apenas no século XIX, em 1843. Apesar de localizada a 3 mil metros de altitude, a fortaleza permanece escondida pela floresta no alto de uma larga montanha rochosa.]

♦ 26 de julho

Acampam perto do lago de Cochaconga.

♦ 27 de julho

Touro de Cochaconga.

[N. do M.: a lenda é abordada em O Império do Sol. Creio que eles se tocaram que bastava se afastar do lago que o perigo passava.]

♦ 28 de julho

Viagem.

♦ 29 de julho

Enfrentam o Mapinguay. Aruana e Rocha apagam. Ccori acerta o olho.

[N. do M.: é mais difícil matar um Mapinguay do que seu “primo” Mapinguari, pois ele tem apenas um ponto fraco, e geralmente as suas vítimas não têm conhecimento disso.]

20ª à 24ª Sessão – Endiabrados (anotações de jogo)

Nota do Mestre: essa sequência se trata do Diabo tentando revidar a ofensa de Naomí e as interferências do grupo em seus planos. Como as primeiras tentativas não dão muito certo e o grupo se mostrou muito mais maduro do que aquele que correu de medo do Touro Negro há mais de um ano, dessa vez ele utilizou os serviços de um Compactado, um poderoso bruxo que logrou se estabelecer na alta roda Vice-Real.

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20ª Sessão – Túpac Amaru

♦ 23 a 26 de fevereiro de 1653

Viagem a Alcazar.

♦ 27 de fevereiro

Ataque de TA. Naomi faz trevas e a galera fuzila. Maurice morre.

Rocha segue o grupo até o acampamento.

Eles decidem não enterrar Maurice. À noite, o Diabo aparece pra levar Maurice. Tendresse chama um anjo guardião.

[Nota do Mestre: queimando os neurônios pra lembrar o que significa “TA”, lembrei de Túpac Amaru, o último líder rebelde Inca, ainda no século XVI. No século XVII, o líder de um levantamento indígena adotou o nome de Túpac Amaru II. No século XX, um grupo terrorista peruano adotou o nome Movimento Revolucionário Túpac Amaru, e mesmo os Tupamaros uruguaios, do qual saiu o presidente Mujica, tem seu nome derivado do último Inca. O que me lembro com certeza foi que o grupo, nesta cena, foi cercado por bandoleiros numa trilha das montanhas. Então, é bem possível que o grupo ou seu líder se chamasse Túpac Amaru (mais provavelmente o líder), uma referência, no caso, ao Túpac Amaru II. O grupo formado por índios e mestiços estava posicionado mais acima, cercando a trilha pelos dois lados. O líder mandou a caravana parar e deixar a carga, principalmente as armas. Sem aviso prévio, Naomi fez “Trevas” SOBRE o grupo. Ou seja, o que os bandoleiros viram foi uma névoa negra, de uma hora pra outra, cobrir a caravana e o fundo da trilha. Então um deles gritou “Bruxaria!!!” e todos começaram a disparar suas armas feito loucos na direção ao breu. Como não havia mira, contei todos os integrantes, inclusive as lhamas de carga, totalizando 15 alvos. Rolava um d20, sendo que de 16 a 20 o tiro não pegava em ninguém. Nessa morreram Maurice e uma lhama. Maurice é um imortal, mas eles não acordam imediatamente como em Highlander. O tempo de despertar pode levar dias, de acordo com o dano levado. Só resta ao imortal torcer para que nada aconteça com seu corpo neste meio tempo. Kunta, por exemplo, foi enterrado. Não sei se eles não enterraram Maurice porque os jogadores já suspeitavam disso, ou se eu os desencorajei (e nisso levantando suspeitas) falando que o solo era muito duro, pedregoso.]

♦ 28 de fevereiro

Na manhã seguinte, o Diabo envia o Touro Negro. Tendresse chama um anjo protetor.

[N. do M.: ao contrário do sufoco que levaram da primeira vez, dessa vez o Touro Negro foi morto antes do anjo chegar. O grupo levou 3 rodadas para fatiá-lo com requintes de crueldade.]

Miya morre em combate. Naomi tem que fazer ritual. Maurice é deixado no templo.

[N. do M.: podia jurar que Miya havia morrido no tiroteio do dia anterior, mas não vou questionar minhas próprias anotações. Creio que os bandoleiros atacaram mais uma vez. O ritual de Naomi deve ter sido algo exigido pelos espíritos. O templo em questão é um dos vários pequenos templos espalhados pela cordilheira.]

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21ª Sessão – Retorno a Alcazar

♦ 1° de março de 1653

O grupo permanece próximo ao acampamento dos bandoleiros. Após alguns problemas, eles entram em contato com o TA e chegam a um acordo.

[Nota do Mestre: deduzo que o acordo referido seja uma eventual aliança em caso de revolta contra o governo Vice-Real.]

♦ 2 a 5 de março

Viagem a Alcazar. Sonho de Naomi com o Diabo.

♦ 6 de março

Chegada em Alcazar. Casa de Dom Garcia. Compras.

[Nota do Mestre: mesmo com a partida de Armand e a atual missão do grupo, o status deles na sede do Vice-Reino ainda é de heróis que expulsaram os piratas. Portanto, o mesmo nobre que os hospedou quando chegaram volta a capitalizar socialmente ao oferecer-lhes hospedagem.]

♦ 7 de março

Festa na casa de Dom Gaspar. Roubo do colar. Prisão de Naomi.

[N. do M.: não confundir com Dom Gaspar Hernandez, ouvidor da Real Audiência, personagem oficial de O Império do Sol. Este Dom Gaspar é o Compactado. O roubo do colar foi armação do Compactado para prender Naomi. O Diabo se vinga daqueles que zombam dele. Os desdobramentos da prisão só não são piores devido à gravidez avançada de Naomi.]

♦ 8 de março

Tendresse fala com o chefe da Guarda. Pierre e Tendresse falam com a dona do colar. Naomi é libertada e vai pro cortiço de negros.

[N. do M.: por “libertada” entenda-se que alguém a ajudou a fugir. Na verdade, alguém a fez fugir, pois ela não estava procurando por isso, tampouco sabe quem é seu benfeitor. Em sua primeira passagem por Alcazar, ela andou sassaricando com Armand pela noite do Callejón e pode ter angariado alguma simpatia. Ela é levada pro cortiço que fica em um bairro pobre da cidade, habitado em sua maioria por negros, índios e mestiços. Ela é aconselhada a manter-se longe das ruas.]

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22ª Sessão – O Compactado

♦ 9 de março de 1653

O capitão da Guarda vai à casa de Dom Garcia avisar da fuga de Naomi.

Naomi fica trabalhando com os negros.

Rocha e Pierre vão à casa de Dom Gaspar à convite.

Aruana conversa com Paulo. Hernandez fica procurando Naomi.

[Nota do Mestre: creio que a razão da conversa seja que Aruana desconfie de Paulo estar envolvido na fuga. Hernandez enxerga longe, mas é como procurar uma agulha no palheiro.]

♦ 10 e 11 de março.

E o tempo passa…

♦ 12 de março

Festa do Barão Ruiz de Alcântara. Dom Fernando. Caso de Aylla.

Aylla faz “Aura” em Dom Gaspar.

[N. do M.: mesmo que Naomi tenha sido presa por roubar, o prestígio do grupo ainda se mantinha. Afinal, Naomi era negra e um roubo desse tipo foi visto como algo natural vindo de uma “serviçal”. É possível que esse Dom Fernando seja Fernando Salinas, o grande malandro da praça, personagem oficial de O Império do Sol. Não sei se o caso em questão era com ele, o que explicaria seu possível envolvimento com Naomi. Não me recordo o que a “Aura” revelou, mas a partir daí o grupo passou a investigá-lo.]

♦ 13 de março

Hernandez acha Naomi. Rocha sonda Dom Gaspar. Papagaios. Rocha volta à noite.

[N. do M.: creio que alguém se transforma em papagaio para falar com Naomi.]

♦ 14 de março

Richard encontra informações sobre os Jívaros.

[N. do M.: o objetivo de Richard é colher a maior quantidade possível de informações sobre Nova Castela. Os Jívaros são os temidos índios encolhedores de cabeça, que habitam as florestas altas (que cobrem as montanhas da vertente das cordilheiras descendo para a floresta amazônica).]

“Viagem Astral”. Aylla e Nahuapy ficam presas no plano astral.

Naomi faz “Viagem Astral” e percebe o que aconteceu. Tenta ir para casa de Dom Garcia e é escoltada por um guarda.

Rocha e Ccori procuram um feiticeiro.

[N. do M.: Aylla e Nahuapy ficam presas em alguma armadilha astral, provavelmente uma “Barreira Astral” que impede que retornem aos seus corpos. Provavelmente aconteceu ao entrarem na casa de Dom Gaspar pelo plano astral. Creio que a escolta de Naomi foi uma cena cômica, na qual o guarda não fazia a menor ideia de tratar-se de uma fugitiva. Rocha procura um feiticeiro indígena na tentativa de libertar Aylla e Nahuapy.]

♦ 15 de março

Ida a Pachacámac.

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23ª Sessão – A Morte de Rocha

♦ 15 de março de 1653 (continuação)

Pachacámac. Viagem astral. Ritual de feiticeiros. Espíritos destroçados – várias lembranças (encontro com jaguar). Eles se concentram para reuni-las.

Naomi faz adivinhação e vê o grupo queimando na fogueira.

[Nota do Mestre: Pachacámac é um templo mais antigo que os próprios Incas, há poucos quilômetros ao sul de Lima, voltado para o mar. Foi destruído pelos espanhóis, mas no jogo considerei que ainda tivesse alguma atividade mística clandestina. Os contatos de Rocha em Alcazar recomendaram que eles fossem para lá. Pelo que eu entendi das minhas anotações, eles conseguiram reunir o corpo astral ao físico, mas não recuperá-los totalmente do dano provocado pelo longo período de separação forçada.]

♦ 16 de março

Eles voltam. Ccori recebe o aviso de que a Guarda está vindo. Rocha vai investigar de águia e é alvejado por um tiro. O resto segue para Junín, para disfarçar.

Ccori retorna a Alcazar para avisar aos outros.

[N. do M.: isso tudo ocorre no caminho de volta a Alcazar. Não lembro se a Guarda estava atrás deles ou não. Mas me lembro que, ao ver uma águia (Rocha), dois soldados resolvem praticar tiro por diversão. E foi assim que Rocha morreu. Os outros não sabem do ocorrido, e Rocha caiu bem distante dos soldados. Não me recordo de como o grupo estava dividido, mas Aruana estava junto e segue com Aylla e Nahuapy , ainda desacordadas, para Junín, provavelmente acompanhada de Hernandez e Luna. É quase certo que Richard, Tereza, Tendresse, Paulo e Pierre tenham permanecido em Alcazar.]

♦ 17 de março

Viagem a Junín. Nada de novo acontece em Alcazar.

♦ 18 de março

Tereza conta todo o ocorrido a Naomi. Naomi faz adivinhação e vê Rocha com Maurice.

[N. do M.: imagino que ela tenha concluído que Rocha morreu, uma vez que ela pensa que Maurice está morto.]

À noite, Rocha desperta.

[N. do M.: quando Rocha desperta, encontra Maurice a seu lado. Maurice acordou no templo onde foi deixado e partiu em busca do grupo. Ao pressentir o “despertar” de Rocha, foi procurá-lo para zelar por sua integridade física e explicar o que aconteceu. Claro que a primeira coisa que passa pela cabeça de Rocha ao ver Maurice é que ele também está morto. O “Encontro de Vênus” finalmente se revela a Rocha.]

♦ 19 de março

Rocha chega em Alcazar.

[N. do M.: Maurice segue para uma vila nos arredores da cidade, pois a sua morte deve ter sido mencionada pelo grupo.]

♦ 20 de março

Aruana e os outros chegam a Junín. Procuram um enviado. Rocha voa até Junín.

♦ 21 de março

Aruana e Rocha vão pra vila onde haviam visto o ritual presidido por um condor.

Em Alcazar, Naomi é descoberta e presa.

Ritual do Condor.

♦ 22 de março

Nahuapy e Aylla acordam em Junín.

♦ 23 de março

Passa o dia.

♦ 24 de março

Partida de Junín.

♦ 25 de março

Viagem a Alcazar.

Nada de novo acontece em Alcazar.

♦ 26 de março

Naomi é libertada.

[N. do M.: ou seja, fugiram com ela de novo.]

♦ 27 de março

Chegam em Alcazar.

Naomi é levada por seu “salvador” até a vila pesqueira. Encontra Maurice e vai pra Chimbote.

[N. do M.: não sei se o encontro de Maurice com Naomi foi casual ou não. Chimbote é uma cidade costeira bem ao norte de Alcazar (e de Lima). Eles foram de barco.]

♦ 28 de março

Encontro com Dom Fernando.

Naomi chega a Chimbote e vai a Trujillo.

[N. do M.: não me lembro qual era a desse Dom Fernando, mas imagino que fosse ele mesmo quem estivesse por trás das fugas de Naomi. Deve ter avisado ao grupo da nova fuga e alertado para não partirem em sua busca agora, pra deixarem a poeira baixar. Se for mesmo Fernando Salinas, é um aliado de peso para o grupo. Trujillo fica ainda mais ao norte, também na costa. É a cidade mais importante da região.]

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24ª Sessão – A Vingança

♦ 29 de março de 1653

Naomi fez adivinhação em um convento.

O grupo faz um plano. Um demônio escuta. Nahuapy faz “Barreira Astral”.

♦ 30 de março

Ilusão de santa na missa dizendo que o mal está na casa de Dom Gaspar.

Todo mundo vai pra lá. Dom Gaspar faz ilusão. Tendresse chama um anjo. Passagem secreta.

Missa campal.

Rocha segue as pedras. Nahuapy procura o livro de magia e uma passagem no porão.

Aylla vira uma mariposa, entra, vira humana e faz “Viagem Astral”. Ela acha a passagem e o corpo de Dom Gaspar. Faz uma ilusão e leva o padre até lá, onde estão os livros e os rituais.

[Nota do Mestre: pelas anotações fica um pouco confuso acompanhar a ordem dos eventos. Mas está claro que a ilusão colocou o povo contra Dom Gaspar e provocou uma invasão a sua casa. Dom Gaspar usa uma ilusão pra evitar a turba e escapar por uma passagem secreta, mas não escapa do Diabo, que tem como hábito levar a alma quando a pessoa não lhe tem mais serventia.]

♦ 31 de março

Dom Gaspar será queimado na fogueira. Burburinho na cidade.

[N. do M.: imagino que tenha sido o corpo dele. Embora na descrição do livro esteja que o corpo desaparece numa nuvem de enxofre, acabei considerando que este é o efeito da alma sendo levada, quedando o corpo inerte e sem vida.]

♦ 1° de abril

Nasce a filha de Naomi, Vida.

♦ 2 e 3 de abril

Os dias passam.

♦ 4 de abril

Partem de Alcazar e chegam na vila de pescadores. Encontram Maurice.

♦ 5 de abril

Partida de barco para Trujillo.

♦ 6 de abril

Chegada a Trujillo. Encontram Naomi e passam a noite.

17ª à 19ª Sessão – Na Mina de Santa Bárbara (anotações de jogo)

Nota do Mestre: as sessões na mina de Santa Bárbara foram essenciais para mostrar ao grupo onde se encontrava o problema mais imediato da dominação colonial. Boa parte das sessões, principalmente a 18ª, são conversas e informações obtidas pelo grupo sobre a realidade da vida dos mineiros, cujos detalhes não ficaram registrados. A mina de Santa Bárbara existiu, e era chamada de “Mina da Morte”. Era uma mina de mercúrio, metal utilizado para trabalhar o ouro e a prata. Era possível entrar a cavalo dentro dela, onde havia casas, ruas e até mesmo uma plaza de toros.

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17ª Sessão – A Mina de Santa Bárbara

“Mina de Santa Bárbara: maus tratos, enfermidades e mortes. Morte ou fuga. Cidade com 43 minas. Desabamentos. Vila Rica de Oropesa: 20 mil habitantes. Huancavelica: relevo acidentado, cortado por rios, vales estreitos. 20 lagos.”

[N. do M.: anotações prévias da sessão.]

♦ 11 de janeiro de 1653

Zanzando pelas montanhas.

♦ 12 de janeiro

Ida a Ayacucho. Estalagem.

♦ 13 de janeiro

Encontro com o enviado.

♦ 14 de janeiro

Partem de Ayacucho. Rocha se transforma em condor. Ritual noturno.

[N. do M.: acredito que, voando, Rocha tenha avistado um ritual noturno. Talvez não tenham se envolvido.]

♦ 15 de janeiro

Viagem

♦ 16 de janeiro

Chegam a Oropesa. Estábulo. Briga na estalagem. Cantoria da mina, passeio dos franceses.

♦ 17 de janeiro

Rocha e Paulo no bar. Tendresse e Pierre na mina. Aruana e Naomi na igreja. Nahuapy na feira. Ayla conversando com os illimanis. Conversa o dia inteiro. Encontro com Francisco.

♦ 18 de janeiro

Tour pela mina. Criar ilusão. Terremoto.

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18ª Sessão – Depois que a terra tremeu

♦ 18 de janeiro (continuação)

Pós-terremoto. Enviado morto. Crianças feridas. Mayta conversa com Naomi e Tendresse.

Igreja. Padre Juan. Padre Julio. Governador (diabo) – diabo de verdade!

Plano maluco de roubar armas e enterrá-las.

[N. do M.: terremotos eram comuns na área devido à instabilidade do terreno. Mayta talvez seja algum personagem illimani da mina, que possivelmente apareceu na sessão anterior. E mais uma vez o caminho do grupo se cruza com os interesses do Diabo. Havia uma intriga política envolvendo o governador, mas não me recordo.]

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19ª Sessão – A Inquisição

♦ 19 de janeiro de 1653

Ajuda às vítimas

♦ 20 de janeiro

Tendresse e Naomi falam com o Padre Julio. Pierre fala com o Padre Julio. Rocha, Nahuapy, Aruana e Ayla vão pra Ayacucho.

Encontro com Tziu.

[N. do M.: Tziu era um personagem negro feito por um jogador que participou só dessa sessão.]

♦ 21 de janeiro

Pierre vai falar com o governador e é preso. À noite, em Ayacucho, conversa com outro enviado. Aparição do diabo gay.

[N. do M.: por algum motivo relacionado à trama política, Naomi resolveu fazer uma ilusão com o Diabo, para convencer as pessoas de que tudo o que estava acontecendo era obra do demo. Ela não sabia, entretanto, que o Diabo estava de fato envolvido, ainda que não com o terremoto (não me lembro qual era o plano dele). Certamente ele não gostou nem um pouco de se ver dançando em frente à multidão e mostrando a bunda.]

♦ 22 de janeiro

Tendresse conversa com o padre. Naomi faz a ilusão de uma santa. Tendresse visita Pierre.

♦ 23 de janeiro

Pierre pede pra comungar. O grupo retorna de Ayacucho.

♦ 24 de janeiro

Ayla vai procura erva pra fazer dormir.

♦ 25 de janeiro

Ayla acha a erva.

♦ 26 de janeiro

Pierre pede pra falar com Tendresse.

♦ 27 de janeiro a 20 de fevereiro

Sem anotação.

[N. do M.: há essa passagem de tempo sem maiores indicações. É possível que Pierre tenha pedido a Tendresse que não tentassem libertá-lo. O tempo decorrido, pelo visto, seria para aguardar a chegada da Inquisição. Então, parece que Pierre estava sendo acusado de bruxaria. Tenho a vaga lembrança de Rocha criticar a ilusão de Naomi com o Diabo por causa disso.]

♦ 21 de fevereiro

Pierre é torturado pela Inquisição. Tendresse evoca o anjo.

[N. do M.: creio que a ideia de Pierre era dar um jeito de sair disso limpo, pela porta da frente. Acho que foi bem sucedido.]

♦ 22 de fevereiro

Partida rumo a Alcazar.

16ª Sessão – Entre os Morochucos (anotações de jogo)

♦ 29 de dezembro de 1652 (continuação)

Nazca à noite. Nahuapy faz “Aura” e perde a memória.

♦ 30 de dezembro

Naomi faz “Viagem Astral” e entra no deserto. Depois volta lá com Aruana, Nahuapy e Tendresse. Rocha e Maurice o deserto. Pé na estrada. Dormem.

[Nota do Mestre: eles ficaram muito bolados com o sonho e permaneceram na região para tentar descobrir o que havia acontecido. Acredito que não tenham descoberto muita coisa.]

♦ 31 de dezembro

Chegam ao rio. Sobem as montanhas.

♦ 1° de janeiro de 1653

Aruana na caça. Punas. Naomi pega o cavalo. Contato com os Morochucos. Contam histórias.

♦ 2 a 6 de janeiro

Entre os morochucos. Conversa franca.

[N. do M.: os Morochucos são o primeiro grupo nativo que eles abordam para sondar uma eventual participação em uma revolta. O contato foi positivo. Tenho quase certeza que usei o Vaqueiro Borges pra tirar onda com o grupo.]

♦ 7 a 9 de janeiro

Entre os morochucos. Seguem viagem. Acampamento nas montanhas.

♦ 10 de janeiro

Investigação de Rocha. Contato com os Iquichanos. Huaro, o feiticeiro.

[N. do M.: Huaro, o feiticeiro dos arredios Iquichanos demonstrou abertura, mas Rocha o reconheceu do sonho. E, no sonho, ele agiu como um traidor. Com isso, o grupo decidiu não envolver os iquichanos na revolta e, quem sabe, podem ter alterado o trágico futuro.]

15ª Sessão – O Deserto de Nazca (anotações de jogo)

♦ 21 a 25 de dezembro de 1652

Viagem até Pisco.

♦ 26 de dezembro

Pernoite em Pisco. Encontro com o enviado. Viagem.

[Nota do Mestre: enviados eram contatos dos illimanis de Paititi espalhados por Nova Castela. O grupo não sabia quem eram, eles é que se apresentavam.]

♦ 28 de dezembro

Chegada a Nazca. Nahuapy faz “Visão Astral”. Naomi faz “Adivinhação”.

♦ 29 de dezembro

Retorno.

[Nota do Mestre: esta seção foi uma das mais emblemáticas em Nova Castela. O grupo havia passado a noite no deserto e, antes disso, explorado suas estranhas linhas. Enquanto dormiam, todos tiveram um estranho sonho, o mesmo sonho, muito real. O sonho se passa no futuro. Eles estão em um sítio nas montanhas, totalmente sitiados. Possuem um pequeno exército. Clima de 300 de Esparta. A batalha acontece e fica claro que não sairão vivos. Tudo é jogado e rolado pelos jogadores. Rocha acorda embaixo de uma pilha de corpos. Maurice o aguarda com um semblante triste. A seguir, minhas ideias para o sonho antes da sessão: “luta premente / filha de Ayla / tropas em volta, situações estranhas mas familiares, com naturalidade / Luna pequena, ainda bebê / surge Kunta / Capitão Eranzo? / guerreiro Jívaro / Tendresse no túmulo de Pierre, Tereza já jovem / Paulo e Armand jogando tapira e bebendo duplo / Xica? E mais filhos da Naomi / Rocha se preparando pra grande batalha / Maurice cuida das crianças e mulheres / Ccori guerreira e líder / menção sobre Richard estar na Europa para divulgar as ideias / Aruana junto com guerreiro jívaro / Miya liderando os negros / Hernandez não está e não se fala sobre o paradeiro / Morochucos / bruxo Iquichano pessimista”. A ideia era justamente passar um possível desfecho trágico para a missão deles. Queria testar a determinação dos jogadores. Eles ficaram boladíssimos, mas não recuaram. Curioso que um dos personagens morre mais adiante e não poderia estar nesta cena, mas Aruana de fato se junta a um jívaro, e eu nada tive a ver com isso. “Tapira” era um jogo de cartas popular entre o grupo desde a primeira campanha. Os Morochucos entram em cena próxima sessão, assim como os Iquichanos. Escrevi também um texto a ser dito por um viajante que eles encontram cruzando pelo deserto antes do sonho. É o que reproduzo abaixo.]

“Olá, terei chegado cedo ou chegado tarde demais? Soube que por aqui cairia uma tempestade, que muitos trovões seriam ouvidos, desde Alcazar até as margens da floresta, e que rios de sangue cairão das nuvens, e a terra se revolverá fértil com o banquete dos abutres. Poderia me sentar com vocês, mas ouço o silêncio se aproximando. Creio que é chegada a hora. Procurarei uma pedra melhor para assistir ao espetáculo. Sabe, nessa época do ano a aranha fica indócil, não convém ficar muito perto. Até os condores preferem arrastar suas penas para longe de suas teias.

“Ouvi dizer que haveria uma luta. Que homens e heróis  gritariam por liberdade. Contudo, só vejo um mar de destinos. O que, afinal, escondem em suas almas? Estarei eu no lugar certo?”

Capítulo 3 – Desbravando o Império do Sol

Personagens principais: Aruana (rastreadora maoári); Rocha (bandeirante); Naomí (feiticeira negra); Nahuapy (feiticeira mestiça chiquitana); Tendresse (pastora protestante).

Personagem convidado: Paulo Ferreira (ladrão).

NPCs principais: Hernandez (zaorí); Tereza (estigmata); Maurice (viajante imortal); Pierre Bellac (ex-soldado); Richard (naturalista); Ayla (feiticeira mestiça illimani); Ccori (índia illimani).

Nota do Mestre: este capítulo segue integralmente com as anotações breves feitas durante as sessões (ou mesmo antes). Dessa vez o grupo estava devidamente motivado para fazer o que eu queria desde o início – conhecer os diversos aspectos da nova ambientação. Pena que nada disso foi registrado com detalhes, pois foi a melhor fase de O Império do Sol, salvo a luta contra “a sombra”. Eles desceram a cordilheira de Arequipa até a costas desértica. Voltaram a subir pelos vales desolados das cordilheiras até as minas inóspitas. Depois desceram novamente a Alcazar e depois subiram pela costa até o norte de Nova Castela. Então, voltaram novamente para o interior, desta vez a parte montanhosa da Floresta de Santa Cruz, embora este nome não mais se aplique, pois a esta altura eu já utilizava o mapa do Peru real.