Dragão Dourado Nº 6

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Se a Dragão Dourado tivesse acabado no quinto número, ninguém teria estranhado. Mas ter acabado após o sexto foi uma surpresa.

O Attila nos chamou dizendo que faria uma reformulação total na revista. Editorialmente e visualmente. Como já nem contávamos com a continuação da revista, qualquer coisa já seria uma boa notícia.

O Caderno RPG não existiria mais, pois os textos seriam distribuídos ao longo da revista, misturando-se às HQs. Assim, a revista abriria com algumas matérias, depois viria a história do Diucênio, mais matérias, a história do Antonio Lobo, e fecharia com a seção de cartas. Colocar a seção de cartas no final, achei legal. Afinal, as cartas também diziam respeito às histórias. Mas quebrar a parte de texto não me pareceu favorecer a revista. Pelo contrário, achei que prejudicou o impacto inicial da HQ e a leitura de quem estava interessado no Caderno.

Assim, o Attila escreveu o editorial da primeira página anunciando as mudanças, e apresentando também as desculpas para o novo atraso: a edição saiu apenas em julho. As mudanças foram capitaneadas pelo Daniel Morena, que deu um ar mais profissional à diagramação e mudou a logomarca da revista. Até o papel mudou, e pra melhor. E dessa vez não viria a miniatura de brinde.

Lembro apenas de ter sido agradável o trabalho com o Daniel, mas creio que a abordagem dele, dando às matérias um visual mais sisudo, teria ficado melhor numa revista colorida. Em P&B, a revista ficou soturna, com um fundo muito escuro, atrapalhando a leitura. Como a paginação útil do ex-Caderno caiu ainda mais, para 14 páginas, ele compensou isso com um corpo de letra menor, o que não ajudou muito. A formatação de texto também ficou embolada em alguns pontos. Tudo um aprendizado a ser corrigido para o próximo número, que nunca veio.

Não lembro bem o que aconteceu. Só resta o estranhamento de um impulso de retomada acabar na primeira tentativa. Como disse acima, teria feito mais sentido ter acabado no 5.

O “Caderno” abordou a onda do momento, Vampire, as seções de praxe, e uma reportagem minha com os dois eventos do 1º semestre: um evento no Barrashopping, bancado pela Ediouro, que marcava a publicação de Shadowrun e as revistas The Universe of RPG (feita pelo pessoal da finada RPG Magazine) e Animação (feita pelo pessoal da Japanimation). O outro evento foi o ciclo de palestras RPG & Arte, realizado no Centro Cultural Banco do Brasil. Nenhum dos eventos se notabilizou pelas mesas de jogos. Mas as palestras foram excelentes!

Eis o PDF: DD6

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Published in: on 10 de abril de 2019 at 19:31  Deixe um comentário  

Dragão Dourado Nº 5

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A quinta edição da Dragão Dourado extrapolou todos os atrasos, sendo publicada apenas em abril de 1995. Quatro meses! Sinal de que as coisas não iam bem. Uma alteração significativa foi que o Caderno RPG perdeu espaço para os anúncios. Reduzimos de 24 para 19 páginas úteis.

Tinha muita gente pedindo para que falássemos de GURPS. Talvez este tenha sido o último suspiro do sistema como carro-chefe do cenário nacional de RPG. Até o final da década, o Mundo das Trevas não deixaria espaço para a concorrência. Publicamos duas resenhas sobre o sistema.

O resto da revista foi tomado pelas seções fixas: Correio RPG, Quando os dados rolam…, Arquivo do Mestre, Nova Geração e a aventura pronta. Esta última também sofreu com a necessidades comerciais da editora: uma aventura para Hero Quest.

Eis o PDF: DD5

 

Published in: on 10 de abril de 2019 at 17:39  Deixe um comentário  

Dragão Dourado Nº 4

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O quarto número da Dragão Dourado saiu apenas em dezembro. Apesar de se dizer bimestral, seria mais honesto ela se assumir trimestral. Em todo seu curto período de vida, apenas entre o 2º e o 3º números o período foi de dois meses.

Para esta edição, criamos mais duas seções: Arquivo do Mestre, com o objetivo de fornecer ferramentas para aventuras, como NPCs, tavernas, navios, vilas etc. E Nova Geração, dirigida a jogadores iniciantes que queriam se tornar mestre de jogo. Esta seção eu entreguei ao Mauro Lima de porteira fechada, para que ele escrevesse o que bem entendesse.

Desde o número 2 nós publicávamos ilustrações dos leitores na seção de cartas. E passamos a fazer o mesmo na seção do Mauro, desde que houvesse material para tanto.

Por falar em seção de cartas, nesta eu destilei um pouco o meu descontentamento com termos que começam a surgir na época, como RPGista (achava muito feio!) e RPG de mesa (em 94, era surreal chamar os games de jogos de interpretação).

A aventura pronta foi o primeiro texto publicado enviado por um leitor, Maurício Santoro Rocha.

Na falta de um bom assunto pra reportagem, publicamos três resenhas de jogos: Tagmar, Hero System e Indiana Jones, da mesma editora do RPG do Star Wars, a West End Games.

No segundo semestre de 1994, a Dragão Dourado experimentou a concorrência. Apesar de mantermos o discurso amistoso e solidário, a recíproca não ocorreu. Uma outra revista (ou mais de uma) acusou a IDD de envenenar as crianças com suas miniaturas de chumbo que vinham de brinde com a Dragão Dourado. Em resposta, o Attila escreveu o artigo que abre esta edição.

O PDF do Caderno RPG: DD4.

 

Published in: on 10 de abril de 2019 at 17:23  Deixe um comentário  

Dragão Dourado Nº 3

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A terceira edição da Dragão Dourado, junto com a anterior, é a minha favorita. Pra início de conversa, voltamos a aumentar o tamanho do Caderno RPG de 16 para 24 páginas. Tudo graças às cartas. Portanto, nada mais justo que a gente reservasse três páginas para a seção de correio. O caderno ficou com esse tamanho até o número 5.

Nesta edição, publicada em setembro de 1994, tivemos:

1- Um artigo sobre livro-jogos. Afinal, a GSA estava lançando o livro-jogo Era uma vez… A Vingança de Mag-Mor.

2- Um artigo sobre cardgames, a nova mania do momento.

3- Uma resenha de O Desafio dos Bandeirantes, escrita por Paulo José Resende.

4- Quando os dados rolam…, a primeira seção de causos de jogo. Uma criação da qual me orgulho, a começar pelo título. Mas tarde, aproveitei o nome para o fanzine que tínhamos na Akritó.

5- Mulheres no RPG, uma reportagem que fiz na época entrevistando várias jogadoras. Quem viveu a época sabe o quão raro isso era.

6- Correio RPG.

7- Uma aventura pronta pra Fantasia Medieval, também genérica.

Eis o PDF: DD3

 

Published in: on 2 de abril de 2019 at 21:07  Deixe um comentário  

Dragão Dourado Nº 2

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O Caderno RPG da segunda edição da Dragão Dourado foi uma das mais prazerosas de fazer. Primeiro, a IDD foi inundada por cartas de jogadores pedindo mais espaço pra gente. E conseguimos! No nº 2, o Caderno dobrou de tamanho, ficando com 16 páginas. Estranha foi a opção de fazer a numeração do Caderno independente das HQS.

Quanto às HQs, a revista passou a publicar duas histórias, com o Caderno RPG no meio as separando. A primeira dava sequência à história do Attila e Diucênio; a segunda era de um argumento da dupla Attila e Diucênio desenvolvido pelo trio Antonio ‘Lobo’, Lucas e Renato, com uma proposta ainda mais próxima ao clima de uma sessão de RPG.

Apesar da prometida bimestralidade, o segundo número saiu em julho de 1994, três meses depois do primeiro.

Nesta segunda edição do Caderno RPG, os artigos já vêm assinados.

O primeiro foi uma delícia escrever e vivenciar o que escrevi: uma matéria sobre os eventos de RPG que fomos em 1994. Falo sobre o I Encontro de RPG de Vitória; o II Encontro Internacional de RPG, na marquise do Ibirapuera, com presença do Mark Rein Hagen; a I Comic Mania, no Castelinho do Flamengo (Rio de Janeiro); e a V RPG Rio, na UERJ, com palestra do criador do Vampire. E tudo isso em seis meses! E a matéria ainda é ilustrada por cartoons do Mário Proença.

Na sequência, uma entrevista que eu e o Ricon fizemos com o Mark Rein Hagen. Só não foi possível incluir uma cena dele dançando Mamushka numa festa em Copacabana.

Segue com a segunda parte da matéria sobre a Terra Média, escrita pelo Ygor Morais.

O livro resenhado foi Rolemaster, por Raphael Magalhães, fã do jogo e um dos organizadores da Comic Mania do Castelinho.

Inauguramos com orgulho o nosso Correio RPG.

Encerrando o Caderno, uma aventura pronta para fantasia medieval, Os Magos de Keldarand, escrita pelo Ygor e Martin Freire. O texto não entra em pormenores de sistema, podendo ser usada para qualquer RPG sobre o tema.

Eis o PDF: DD2

Published in: on 1 de abril de 2019 at 14:38  Deixe um comentário  

Dragão Dourado Nº 1

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No primeiro número da Dragão Dourado, o espaço do Caderno RPG se resumia a 8 páginas. O objetivo da revista, inicialmente, era publicar as histórias do Attila Binari, sócio-diretor da IDD, roteirizada e ilustrada pelo Diucênio Rangel. A HQ deles tomava toda a revista de 76 páginas, exceto as páginas de propaganda e as do Caderno RPG. O Caderno surgiu para dar lastro à revista, para que ela fosse mais do que uma revista de HQ.

Portanto, nesse pequeno espaço, a gente ficou entre escrever para iniciante ou escrever para jogadores. Difícil achar um meio termo. Optamos por matérias introdutórias que pudessem também interessar ao jogador experiente.

As matérias nessa primeira edição não foram assinadas, mas o corpo de redatores era composto pelos três autores de O Desafio dos Bandeirantes e dois do Tagmar, Ygor Morais e Julio Cezar.

Assim, neste primeiro número você encontrará:

  • Um breve histórico do RPG, com um box explicativo sobre o jogo na prática.
  • Histórico sobre o RPG no Brasil.
  • Artigo sobre a obra de Tolkien e a Terra Média. Devido ao pouco espaço, dividimos a matéria em duas parte, a segunda a ser publicada na edição seguinte.
  • Resenha sobre o MERP – Middle-Earth Role-Playing, publicado pela ICE. O espaço era tão curto que não deu pra encaixar nem a capa do livro.

Eis o PDF: DD1

Published in: on 1 de abril de 2019 at 13:39  Deixe um comentário  

Revista Dragão Dourado

Pouquíssima gente sabe, mas a primeira revista de RPG publicada no Brasil foi a Dragão Dourado, lançada em maio de 1994 (a segunda seria a RPG Magazine, lançada em agosto). A revista era composta por duas HQs inspiradas em campanhas de AD&D, e, no meio, o Caderno RPG, sob responsabilidade da GSA, que me colocou como editor. O Caderno RPG era um terço da revista, que era em preto e branco (como todas as revistas lançadas nesse ano), bimestral, e vinha sempre com uma miniatura de chumbo de brinde. Isso era devido ao fato de que a revista era publicada pela IDD, uma fábrica de miniaturas.

Os editores do Caderno RPG não tinham nenhuma ingerência na revista como um todo. Éramos responsáveis apenas por fazer o material de RPG a ser publicado, e dentro do espaço que nos era disponibilizado. E fazíamos isso com bastante liberdade, desde que obedecendo à temática principal da revista, que era de Fantasia Medieval. Por isso, a única matéria que saiu sobre O Desafio dos Bandeirantes foi uma resenha do livro. O Atilla Binari, sócio-diretor da IDD, raramente interferia na linha editorial do Caderno.

Vou disponibilizar em PDF apenas as capas e o Caderno RPG. E revista só teve seis edições.

Published in: on 1 de abril de 2019 at 13:21  Deixe um comentário